Este velho ditado traduz nosso sentimento diante de alguns distribuidores de combustíveis mesmo diante da norma estadual que anuncia punição ao posto que vender produto adulterado. O governador de São Paulo assinou decreto dispondo sobre o cancelamento da inscrição estadual de proprietários espertinhos que, mesmo diante da iminente resposta da sociedade, têm a coragem de vender produto com as misturas que estamos cansados de ler e ouvir e que causam problemas aos veículos e prejuízo ao bolso do contribuinte. O consumidor não encontra segurança e via-de-regra está sozinho neste mercado cercado de fraudes por todos os lados.
Essa decisão governamental seria suficiente, mas, para apoiar o consumidor a Câmara Municipal de Araraquara estuda outra forma de defesa.
A verdade é que não adianta mais um decreto, portaria ou lei municipal e nem mesmo uma Medida Provisória. Os vereadores, com a máxima urgência, deveriam encontrar meio para viabilizar a fiscalização e acelerar a punição aos agentes da fraude. Por conseguinte, desestimular os que agem com o guarda-chuva da impunidade.
Senhores políticos, os postos de gasolina e álcool precisam de fiscalização intensa e capaz a fim de, ao se encontrar uma fraude, que o fato tenha a máxima publicidade e a punição anunciada: fim do registro estadual que significa o fechamento puro e simples.
Se não houver convergência de esforços oficiais, ficaremos todos ainda por muito tempo sujeitos aos espertalhões e criminosos que levam vantagem e riem de nossa situação vexatória: pagamos para detonar o motor e usamos de muito dinheiro para ter de volta o que foi tirado na maior cara dura.
Chega de impunidade. Basta de levar pedrada e ficar no silêncio e, para começar, vamos exigir o teste e a respectiva nota fiscal. O começo para processar empresários sem escrúpulos.