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Necessidade de Saber

Para ser político que tem a missão de representar, defender e trabalhar pela comunidade não se exige nenhuma preparação, o que é profundamente lamentável.

A pessoa boa de voto, com a capacidade de convencimento, por vezes enganando com bravatas, críticas absurdas e até lágrimas para falar de perseguição e manifestações de forças ocultas e apoiada em centenas de promessas consegue a vitória. Depois, não sabe o que fazer com o honroso mandato popular.

É o vereador que não conhece a sua competência constitucional e, quase sempre por causa dessa ignorância, fica subordinado, ligado umbilicalmente ao prefeito. É triste ver que o povo votou errado. O vereador lambe-botas do Executivo é um criminoso social. Lutou para ganhar uma cadeira no Poder Legislativo para simplesmente não fazer nada.

No caso de prefeito, pela ignorância do vereador que não sabe a força que tem, para se tornar um déspota, um ditador é só um passo. O filhinho da mamãe, acostumado a mandar e ganhar presente chorando e babando tem, de repente, uma investidura da mais alta importância. E com esse diploma eleitoral, um ótimo salário para deixar aflorar sua individualidade decorrente de anomalia crônica chamada cegueira democrática. Como não sabe conviver com os que pensam diferentemente, fica com febre e luta contra os moinhos dos ventos. Quer porque quer ser o maior e ponto. Não liga para a torcida, quer mandar e ser respeitado. Pobre de quem ousar contrariá-lo…

Para deputado estadual, federal e outros cargos eletivos vale o mesmo raciocínio. Muita gente ocupa o lugar sem vontade, preparo ou enganando.

O povo que vota deveria ter a chance de tirar o político desonesto, ignorante ou ditador, enfim, aquele que não honra o voto recebido de gente que tem fé no verdadeiro estado de direito. Mas, esse povo crente e de esperança magistral tem que esperar 4 anos para tirá-lo do posto. O eleitor deveria ter o direito de segunda opinião, de imediato.

Será que a reforma política – pretendida pelos agentes de plantão que convivem numa enxurrada de denúncias e se desgastam a cada hora – vai pensar no eleitor ou somente na categoria privilegiada que, com raras exceções, pensa e age num raio de 15 cm do próprio umbigo?

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