Municípios paulistas não fluoretam água

O presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, dr. Emil Adib Razuk, adverte para o fato de que mais de dois milhões de adultos e crianças do Estado de São Paulo ainda não recebem a proteção do flúor contra a cárie. Conforme levantamento do CROSP no início do ano, dos 645 municípios paulistas, 128 não fluoretam suas águas, porque o tratamento não é feito pela Sabesp e sim por serviços autônomos dos municípios.

Dr. Emil explica que dados científicos comprovam que a fluoretação na água fortalece o esmalte, tornando-o mais resistente à ação ácida da saliva pela formação de uma camada fluorapatita de cálcio no esmalte. “A fluoretação das águas de abastecimento público é o método mais adequado e mais humano de prevenção da cárie dentária, pois atinge toda a população e principalmente todas as crianças sem distinção de ordem social, econômica e educacional”, diz o presidente do CROSP. “Do ponto de vista da saúde pública, todos as cidades deveriam ter suas águas fluoretadas para que a população recebesse esse importante benefício para a saúde bucal”, afirma.

Segundo ele, o investimento é baixo. O ácido fluorsilícico, utilizado na dosagem de 0,7 a 0,8 ppm, é de apenas R$ 1,20 o quilo. “É um valor que não compromete as finanças nem mesmo de um município de pequeno porte”, garante.

O presidente do CROSP apresentou um estudo sobre a fluoretação das águas nos municípios do Estado de São Paulo ao governador Geraldo Alckmin e sugeriu que o governo “incentivasse a instalação dos recursos necessários para a medida”. “Com este programa de incentivo e patrocínio do uso da água fluoretada, o Estado de São Paulo será o primeiro a ter todas as suas cidades atendidas por uma medida de política pública que garantirá gerações futuras com dentes mais fortes e sadios”, assegura dr. Emil.

Ele colocou o CROSP à disposição da Cetesb e Sabesp e das administrações municipais para dar suporte científico e técnico para facilitar a instalação do sistema de fluoretação.

Abaixo, a relação das cidades da região de Araraquara que não fluoretam as águas e suas respectivas populações:

Cidade População

Boa Esperança do Sul 12.555

Borborema 13.165

Dobrada 7.001

Ibaté 26.369

Ibitinga 46.512

Itápolis 37.697

Matão 71.663

Motuca 3.867

Nova Europa 7.282

Ribeirão Bonito 11.219

Rincão 10.329

Tabatinga 12.966

Trabiju 1.379

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