Menina morta por bomba?

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Da redação/opinião

Estão acompanhando a tragédia da menina de 4 anos, morta por uma bomba atirada em sua casa, em Barretos? A suspeita liga um rapaz de 14 anos que – parece – queria assustar o pai da garota, que havia reclamado de barulho.

O que nos assusta: a gratuidade da violência. Chamar atenção por barulho na vizinhança virou motivo de atirar uma bomba?

Pois é. Óbvio de não.

Mas, ao mesmo tempo, quantos de nós não presenciamos reações as mais explosivas diante de fatos muito corriqueiros: pedir que se cuide do lixo na casa ao lado; que se podem as plantas que caem no vizinho; controle o volume/barulho após 22 horas; verifique o que causa infiltração… os exemplos não cessam. No trânsito, então.

E tudo pode virar motivo para reações sem sentido: resposta ríspida; grosseria gratuita ou efetiva violência física.

Mas por quê? Qual o motivo para simplesmente não ouvir um pedido ou reclamação, e, simplesmente, dizer: “me desculpe, vou verificar o que houve”; “vou diminuir o som” etc.

Mesmo fenômeno destemperado, vemos em redes sociais e manifestações de internet em geral. É xingamento, grosserias que se mostram em racismo, misoginia, homofobia…

Enfim, apenas um desabafo para que analisemos o que temos feito. Qual caminho, temos escolhido para nossa vida. Será que não devemos ou podemos rever a forma de nos expressarmos? Seja na vida real com vizinhos, seja na vida virtual?

Afinal, a pequena garota foi imediatamente morta por uma explosão de bomba. Mas parece que, indiretamente, foi morta por comportamento destemperado. E ambos os fatos poderiam ser evitados.

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