Marli corre atrás dos sonhos

Uma mulher guerreira no enfrentamento de desafios e que coleciona conquistas numa vida repleta de ideais e emoções. Só não está vereadora por falta de um votinho…

Nascida em Araraquara, veio para Américo em agosto de 1968, quando casou-se. Professora primária até 1972, prestou concurso e ingressou na secretaria da Escola Dinorá Marcondes Gomes. Em 1976, aprovada também em concurso, ingressou na Câmara Municipal de Américo Brasiliense onde trabalhou por 17 anos. Os últimos oito na Diretoria.

“Foi então que a vida publica começou as se delinear. Comecei a sentir que teria outra maneira de atuar na comunidade, intervindo na administração da cidade. Iniciei a minha vida publica como vereadora (acumulando o cargo de funcionária da Câmara), em 1988. Meu segundo mandato foi de 1996 a 2000 e daí a 2004 na minha terceira legislatura. Na última eleição fui a sexta mais votada, mas, por questões de legenda e pela diferença de 1 voto apenas estou aguardando a decisão da Justiça para retomar o meu lugar, o lugar que o povo quis”.

Agregando saber

Durante o trabalho na Câmara, Marli deu forma ao sonho: estudar Ciências Jurídicas e Sociais. Em 1983, prestou vestibular e passou em 1º lugar, “embora estivesse afastada dos estudos há algum tempo”. Pôde provar que se deve correr atrás dos sonhos para alcançá-los. A formatura em 1987 e no ano seguinte a aprovação no Exame da Ordem dos Advogados. De imediato, abraçou a profissão com a função de vereadora para colocar seus saberes a favor da população.

Nacional

Sobre o momento político, Marli ressalta que a liberdade de imprensa traz à tona questões que até pouco tempo atrás seriam inimagináveis. “Conseguimos enxergar a verdade nua e crua, verdadeiros absurdos que nos entristecem. Hoje podemos debater idéias, mas, ainda existem políticos que colocam seus interesses pessoais acima de tudo”.

A entrevistada lamenta que pelo menos 50% se colocam acima do bem e do mal e que isso “somente o povo poderá depurar através do voto consciente”.

Educação

Desde a infância para se construir a reclamada consciência política e social. Marli diz que “por isso levará pelo menos duas gerações para que essas crianças sejam bons eleitores. O povo educado não será um povo dominado e isso nem sempre agrada aos (maus) políticos”.

Ela defende o debate de idéias para que se crescer, pois, “ser político é saber administrar as críticas e com elas, melhorar a qualidade de vida da comunidade. Quando um político é eleito passa a ser um funcionário do povo e ao povo ele deve explicações”.

O vereador

Marli valoriza os meios de comunicação que têm um acompanhamento crítico ao trabalho do agente político.

“Através da imprensa os temas são levados à população para a devida discussão. E isso acaba se refletindo no trabalho de todo um Poder”, afirma.

O Executivo

atende pouco

Os vereadores de Américo se mostram descontentes pelo pequeno apoio da prefeitura no encaminhamento de projetos, requerimentos e indicações. Isso se deve ao conteúdo da matéria ou pouca força a Câmara junto ao Executivo?

Para a ex-vereadora Marli Held Pavão “é uma mistura de ambos: falta de conteúdo e força política. Uma conversa ao pé do ouvido pode gerar ótimos resultados. O vereador não administra mas pode ser o diferencial numa administração”.

Marli se mostra uma parlamentarista, onde a administração se faz em conjunto e não centrada numa única pessoa. O Executivo não é soberano e bem por isso ambos os poderes têm freios e contrapesoas para o indispensável equilíbrio. Eles são interdependentes entre si visando o bem-estar da população e o progresso sustentado.

Mensagem

ao jovem

Aos que vão votar pela primeira vez, indicando quem vai gerir o país pelos próximos quatro anos, a focalizada desta edição pede “que tenham bastante critério na escolha, que debatam as idéias e que analisem também a vida pessoal do candidato, pois, aquele que não consegue direcionar a sua própria vida, que não tem controle e nem sabedoria do que se passa a sua volta, dificilmente poderá administrar um município e muito menos um país”.

Marli termina defendendo uma tese interessante sobre eleitores-migrantes, com prazo maior para influenciar na escolha dos representantes políticos de uma cidade. Oportunamente esse tema será tratado.

Compartilhe :

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Santa Casa de Araraquara pede ajuda para identificar paciente

Show nesta sexta no Sesc Araraquara

Intervenção neste sábado no Sesc Araraquara

Confira as dicas gratuitas para curtir a cidade (20 e 21 de julho)

Contação de história neste sábado no Sesc Araraquara

CATEGORIAS