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Maria Luiza: um bairro… muitos problemas (parte 2)

Na edição anterior relatamos os problemas que os moradores do Jardim Maria Luiza de Américo Brasiliense tinham no período de chuvas. Hoje relataremos outros que colocam o bairro em situação de atenção especial.

Em conseqüência das chuvas, por não ter galerias e a água descer em grande velocidade, há o início de uma erosão na parte baixa do bairro, o que já compromete a última rua. Esta água também está colocando em risco a vida de uma nascente que existe na divisa do bairro Maria Luiza com o Jardim Primaveras.

Outro problema sério do bairro é com a iluminação. Muitas ruas têm poucos postes de energia e isso, segundo os moradores provoca medo. “A gente vai para a Igreja e quando volta a noite dá medo de chegar em casa por causa do escuro”, reclama uma moradora.

Se isso já não bastasse, existem muitos lotes vazios com mato alto o que provoca a proliferação de ratos, aranhas, cobras e outros animais peçonhentos.

Por fim, relatamos o problema burocrático que muitos moradores enfrentam desde quando foi feito o loteamento. As pessoas compraram seus terrenos com um valor muito baixo nas primeiras parcelas, o que possibilitou a muitas pessoas de baixa renda adquirir o seu terreno e começar a construir o tão sonhado lar. No entanto (e isso ocorre quase sempre com as imobiliárias e loteadoras), as parcelas começaram a aumentar gradativamente, de acordo com um dos índices mais altos de correção. Isso fez com que muitos moradores não conseguissem pagar mais as prestações seguintes.

Hoje existem moradores que devem parte do terreno para a loteadora, no entanto tem a casa (muitas em situações precárias) construída e agora ameaçados de despejo; outros devem muitos impostos à prefeitura e por terem medo de perderem a casa também não pagam os mesmos. Por várias vezes já conversei com moradores que sempre falam desse problema, no entanto, acredito que só será encontrada uma solução, quando moradores, poder público (judiciário, executivo, legislativo) e a loteadora sentarem e buscarem um acordo, mas acho que isso está difícil de acontecer. E o povo mais pobre é o que mais sofre, como sempre. (Vereador Donizete)

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