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Maluf afirma que doleiro tentou extorquir família antes de depor

O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf afirmou nesta terça-feira, por meio de nota à imprensa, que o doleiro Vivaldo Alves tentou extorquí-lo e a seus familiares com a ameaça de mentir durante seu depoimento à Polícia Federal.

O doleiro afirmou à PF que fez transferências no exterior para o publicitário Duda Mendonça a pedido de Flávio Maluf (filho do ex-prefeito). O publicitário ajudou a eleger Maluf prefeito de São Paulo. Alves depôs por conta do inquérito em que foram indiciados Paulo Maluf, Flávio e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta por acusação de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, corrupção, peculato e formação de quadrilha.

A Polícia Federal também já afirmou, com base em interceptações telefônicas, que o ex-prefeito e seu filho Flávio tentaram impedir que o doleiro contasse à polícia que operava contas de Maluf no exterior e que teria movimentado US$ 250 milhões. O dinheiro seria de corrupção, segundo a polícia.

Extorsão

Na nota da família Maluf, o doleiro é acusado de extorquir dinheiro do ex-prefeito quando fosse fazer o seu depoimento, “subornado com a promessa da delação premiada, pelo delegado Protogenes Queiroz”.

Ainda de acordo com Maluf, seu advogado, José Roberto Maluf comunicou por escrito à Justiça Federal, ainda em julho, a tentativa de extorsão. A mesma iniciativa foi tomada por Flávio, que também teria sido vítima de Vivaldo.

A família Maluf reconhece que o filho do ex-prefeito foi ao escritório de Vivaldo Alves. Na versão da polícia, a visita foi a oportunidade para Flávio supostamente tentar interferir no depoimento do doleiro. Na versão de Maluf, Flávio foi ao escritório do doleiro “a convite do advogado daquele criminoso atendendo a metodologia de investigação policial, para ficar sabendo até aonde o pedido de extorsão iria”.

Ainda conforme a nota, “nas gravações liberadas pela Polícia Federal à imprensa, não há uma só palavra que incrimine Paulo ou Flávio Maluf nas falsas acusações do doleiro”.

“Não acreditamos, ante a falta absoluta de provas, que qualquer representante da Justiça Brasileira se renda à pirotecnia política praticada ao arrepio da lei para decretar a prisão preventiva de quem sempre esteve democraticamente a disposição para prestar esclarecimento”, afirma a família Maluf, no final da nota.

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