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Mais vereadores com verba igual

Araraquara tinha direito a 21 cadeiras. Com a nova determinação eleitoral, ficou com apenas 12. Diferença de 9 vereadores mas, sem nenhuma economia. O contribuinte continua pagando a mesmíssima quantia para alimentar tais representantes que, com mais dinheiro, podem se dar ao luxo de mergulhar numa mordomia de fazer inveja. Podem comprar dois ou três carros (como acaba de fazer o nobre presidente), curtir ar-condicionado central, café, suco ou água mineral, telefone à vontade e nem explicar onde foram gastos 2 ou 3 mil reais num só mês e por um só vereador para chamadas em defesa do interesse do povo. Tudo pelo povo, em nome de seu bem-estar com assessores diretos e indiretos, todos pagos por você, contribuinte-leitor.

Mas, infelizmente nossos vereadores não têm casa onde realizar a única sessão semanal que, nesta semana, demorou 2 horas. Até o vice-prefeito, que deveria se manter afastado em respeito à propalada independência dos poderes, se achou no direito de afirmar que mensalmente são jogados fora 20 mil reais (é o quanto custa o aluguel do prédio da Câmara Municipal, à Av. José Bonifácio). Pela tribuna popular, o desfile de vereadores chateados, tristes e desconfortáveis diante da “agressão” do Executivo. E, contrariados pela intromissão, retrucam: e eles que pagam 7 mil por mês de um prédio fechado?

Pois é… 20 dos vereadores, 7 do Executivo e quanto mais é jogado fora do nosso santo dinheirinho? A propósito, os vereadores ficaram de se reunir às 7 horas (da manhã) de sexta-feira para discutir o possível retorno ao Palacete São Bento. Se o prefeito estiver caridoso vai concordar e deixar os 12 “apóstolos” com sorriso no rosto. Os vereadores estão sempre ajoelhados diante do Executivo, não se sentem fortes nem para bater o pé e exigir o retorno ao velho e histórico Palacete São Bento. Impressionante!

Mas, para aumentar a ansiedade dos 9 que sofreram o “injusto” corte da Justiça Eleitoral, a notícia de que em agosto/setembro deverá chegar ao fim a Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade que demonstra o “erro” de se diminuir o número de vereadores nos municípios brasileiros, “ainda mais que continua sendo usada a mesma verba orçamentária”.

Por que não diminuir a dita verba? Nem pensar, os nossos ilustres defensores brigam por um espaço que não souberam ocupá-lo, não se mostraram competentes para enfrentar o Senhor Prefeito e se contentam com algumas migalhas: lombadas, poda de árvores ou troca de lâmpadas. São verdadeiros elefantes, não sabem avaliar a força emanada do povo, com freios e contrapesos para que o Executivo não seja prepotente, ditador, o dono da cidade. Antes, no entanto, para honrar o mandato assinado em branco pela população o vereador deve se preparar para exercer o seu papel com dignidade e deixar de ser um pedinte à beira do caminho.

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