Maio, o mês de Maria

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Foto: Arquivo-CN/Divulgação - Sandro Arquejada

Sandro Arquejada (*)

Dedicar um mês à devoção católica mariana remonta ao século XVII. Antes disso, nos tempos medievais, no hemisfério norte, o dia 1º de Maio era considerado o ápice da primavera, a chegada do bom clima e o afastamento do inverno. Então, na Grécia, o mês de Maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade, e em Roma cultuava-se Flora, deidade da vegetação.

Os cristãos tinham por tradição dedicar um mês inteiro em homenagem à Mãe de Deus, com celebrações, de 15 de agosto a 14 de setembro. Porém, essa tradição foi transferida para o mês de maio, em que as culturas pagãs celebravam as duas divindades femininas. A promulgação da Festa de Nossa Senhora Auxiliadora para o dia 24 de maio, desde 1816, pelo Papa Pio VII, e as aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 13 de maio de 1917, só vieram consolidar ainda mais o propósito de dedicar o quinto mês do ano a Maria.

Contudo, qual o sentido, para nós, em dedicar esse tempo em devoção a Maria? Toda data especial carrega um sentido, deve renovar ou reforçar propósitos em nossa vida. O aniversário, por exemplo, celebrá-lo é compreender, cada vez melhor, o significado da vida, das nossas escolhas e suas consequências, para termos novas atitudes ou nos dedicarmos ainda mais ao que está dando certo.

O mês mariano, com suas devoções, é um convite a renovarmos nossa entrega à Mãe de Jesus, a cada vez mais termos um relacionamento filial para com ela, para que as graças espirituais que nos conformam ao seu Filho divino recaiam sempre sobre nós.

Assim como o dom da vida não acontece só no aniversário, ser devoto de Maria, ser uma pessoa mariana, não se faz só em Maio. Um exemplo de pessoa mariana foi Monsenhor Jonas Abib, Fundador da Comunidade Católica Canção Nova.

Podemos atestar isso pelo que ele viveu, o quanto dedicou de si à Mãe de Deus. A primeira casa da comunidade, em Queluz (SP), ele a nomeou como “Casa de Maria” e, com o crescimento dessa obra, estendeu essa entrega dizendo que toda casa da Canção Nova é Casa de Maria. Ele dizia: “Ela está na nossa origem como nossa mãe, educadora e mestra… nos acompanha em nosso carisma e nossa missão”.

O terreno onde está a sede da Comunidade, em Cachoeira Paulista (SP), teoricamente impossível de ser comprado na época por padre Jonas, pois ele não tinha recursos suficientes, foi adquirido por um “milagre”, depois dele ter “jogado” uma medalha de Nossa Senhora das Graças no local, prática que ele ajudou a popularizar.

Hoje, muitas pessoas que desejam uma graça, plantam ou colocam a medalhinha da Mãe das Graças no local, no documento ou em algo ligado ao objeto do favor que se pretende alcançar pela intercessão de Maria.

Muitas experiências de filho também fizeram Monsenhor Jonas nos deixar um legado do que é ser Mariano, que nos ensina como sermos inteiros de Maria. “Maria é uma presença discreta, mas muito real em nossa vida. Ela nos espera na porta da nossa casa e acolhe-nos de braços abertos. Nada lhe passa despercebido… Ela vê nosso interior, sabe tudo o que está acontecendo. Se você está preocupado, fale com ela sobre as coisas que lhe são mais íntimas. Ela nos forma, nos educa, nos orienta e encaminha. Nós a sentimos muito próxima”. (Nossos Documentos – Canção Nova).

Que este mês de maio nos aproxime ainda mais de Nossa Senhora!

(*) É missionário da Comunidade Canção Nova. Formado em administração de empresas, pela Faculdade Salesiana de Lins (SP), atualmente trabalha no Setor de Novas Tecnologias da TV Canção Nova. É autor dos livros “Maria, humana como nós”, “Ato Conjugal, Beleza e Transcendência”, “Como Rezar o Terço Mariano”, entre outros, pela Editora Canção Nova. (Depto. Comunicação – Assessoria de Imprensa – assessoria.cancaonova.com)

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