Joelhos fortes e longevos: 7 dicas para que seu joelho não te deixe na mão com o avançar da idade

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A principal dica é fazer um bom trabalho de condicionamento e fortalecimento muscular para evitar quedas e ajudar no equilíbrio

Com o avançar da idade, o joelho vira (e me desculpe o trocadilho) o calcanhar de Aquiles das pessoas. E isso ocorre principalmente pelo sedentarismo, maus hábitos e excesso de peso corporal. “Quando nós pensamos na faixa etária mais elevada, dos idosos, a primeira coisa que temos em mente é um trabalho bom de condicionamento e fortalecimento muscular que dê sustentação às articulações e, dessa forma, permitam: primeiro a prevenção de quedas, de entorces e falseios e, segundo, o foco no equilíbrio. Com isso, melhoramos a biomecânica do joelho e a sua mobilidade”, destaca o Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Abaixo, o médico explica em detalhes os hábitos que garantem joelhos fortes e longevos:

Pratique exercícios físicos: O fortalecimento muscular dos membros inferiores é uma das principais formas de prevenir os problemas nos joelhos. “Em relação a qual exercício mais indicado, diríamos que a musculação é o principal exercício que ajuda a fortalecer e proteger os joelhos. Nela, temos que ter como foco alguns grupos musculares, como o fortalecimento dos glúteos, da região adutora da coxa, a região extensora, onde o principal elemento é o quadríceps, os flexores, onde os músculos esquiotibiais (localizados na região posterior de coxa e quadril) devem ser focados, e a panturrilha. Além do fortalecimento, também devemos lembrar de fazer um trabalho bem apurado de alongamentos desses grupos musculares”, explica o ortopedista.

Adeque a alimentação: De acordo com o Dr. Marcos, uma alimentação desbalanceada pode favorecer dores nos joelhos de forma indireta através de três mecanismos básicos: ganho de peso com sobrecarga articular; ingestão de alimentos com potencial inflamatório; e baixa ingestão de proteínas com diminuição de massa muscular, o que reduz a proteção das articulações. “É importante evitar o consumo excessivo de açúcar, sal e gordura, que podem favorecer o ganho de peso. Também reduza o consumo de alimentos inflamatórios, como leite e adoçantes”, aconselha o especialista. “Em contrapartida, certifique-se de consumir quantidades adequadas de proteínas, pois são a base da construção do tecido muscular. E a manutenção e incremento da massa muscular é importante para sustentação do corpo e equilíbrio biomecânico das articulações, o que permite movimentação adequada com proteção das articulações.” O consumo adequado de proteínas também previne a sarcopenia, caracterizada pela perda de massa muscular que vai sendo substituída por tecido gorduroso. “Com isso, ocorre uma perda da força, o que tem impacto direto na mobilidade, além de aumentar as chances de queda, hospitalização e morte. Desta forma, a manutenção da massa magra atua prevenindo tais problemas e melhorando a força, mobilidade e consequente qualidade de vida”, destaca o especialista.

Evite o sobrepeso: Controlar o peso é fundamental para garantir joelhos saudáveis, pois o acúmulo de gordura corporal gera uma sobrecarga sobre as articulações, com um trauma repetitivo e excessivo da cartilagem, levando a sua degeneração. “Além disso, o sobrepeso e a obesidade inflamam o corpo e aumentam a propensão para o desenvolvimento de problemas, como artrite e artrose, além de agravar as dores”, diz o ortopedista, que explica que essa situação é chamada de degeneração da cartilagem articular, de causa principalmente mecânica. “Hoje, sabemos que essa é uma das maiores preocupações na área da ortopedia e reumatologia, possuindo relação direta com a osteoartrose”, explica o médico. Além disso, com a obesidade, há um risco aumentado de condromalácia patelar, lesão da cartilagem e lesão meniscal degenerativa.

Utilize calçados adequados: O uso de tênis e sapatos inadequados, inclusive durante a prática de exercícios físicos, pode levar a um aumento no impacto sobre as articulações, acarretando em desconfortos e dores. “Os tênis para corrida, no geral, são mais leves e possuem um sistema de amortecimento mais sofisticado. Já os tênis de caminhada, além de serem mais pesados, costumam ter solas mais robustas. Já os tênis projetados para a prática de musculação devem proporcionar estabilidade e suporte durante exercícios de levantamento de peso e treinamento de força. Por isso, suas principais características são: sola plana, suporte no calcanhar, parte superior resistente, ajuste firme e flexibilidade adequada”, aconselha o Dr. Marcos, que ressalta que o exercício não deve ser realizado sem calçados.

Cuidado com salto alto: Durante o uso de sapatos com salto alto, o joelho é colocado em uma posição desconfortável que exige flexão contínua, levando ao desgaste da cartilagem patelar e, consequentemente, a uma condição conhecida como condromalácia, que é caracterizada pelo amolecimento da cartilagem da rótula ou patela. “Além disso, o uso contínuo do calçado pode fazer com que outras estruturas do joelho, como o fêmur e a tíbia, também sofram com desgastes, levando assim à artrose”, alerta o ortopedista. O Dr. Marcos explica que os danos ocorrem de maneira mais grave em quem costuma trabalhar e caminhar muito com saltos. “A melhor solução então é usar esse tipo de calçado de maneira esporádica e preferir sapatos nem muito planos e nem muito altos, em uma altura que não exceda a margem de 2,5cm a 5cm”, recomenda.

Evite o consumo excessivo de bebidas alcóolicas: A ingestão exagerada de bebidas alcoólicas é um fator de risco para o surgimento de dores articulares. “O álcool pode causar uma elevação nos níveis de ácido úrico no sangue, o que chamamos de hiperuricemia. Essa condição leva a uma inflamação das articulações e, quando não tratada, pode ocasionar lesões da cartilagem articular, que evoluem para a artrose”, diz o médico.

Preste atenção nas dores no joelho: O Dr. Marcos Cortelazo explica que, no geral, dores que ocorrem durante ou após uma atividade e desaparecem espontaneamente podem ser consideradas dores pós-esforço e provavelmente não são sinal de gravidade. No entanto, dores que aparecem durante a atividade e impedem sua realização, assim como aquelas que surgem após e não regridem espontaneamente, geralmente são sinal de algo mais grave. “Nesses casos, é fundamental buscar um médico especialista para passar por uma avaliação e receber o diagnóstico e tratamento adequado”, finaliza o médico.

FONTE: *DR. MARCOS CORTELAZO: Ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva. Graduado em Medicina e pós-graduado em Ortopedia e Traumatologia pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o Dr. Marcos Cortelazo é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Latino-americana de Artroscopia, Joelho e Esporte (SLARD) e da Sociedade Internacional de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Medicina do Esporte (ISAKOS). Sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho e da Sociedade Brasileira de Artroscopia, o especialista integra o corpo clínico dos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Oswaldo Cruz. CRM 76316 Instagram: @dr.marcos_cortelazo

(Holding Comunicações)

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