Infecção urinária na infância

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A infecção urinária na infância nem sempre apresenta sintomas, especialmente nos recém-nascidos e lactentes jovens. Nestes pacientes, o sintoma pode variar desde não ganhar peso adequadamente, falta de apetite, urina com cheiro forte, irritabilidade, alteração do sono, choro persistente até febre sem razão aparente.

Segundo Paula Ronsse Nussenzveig, do Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), em crianças maiores, podemos, além da febre, identificar queixas relacionadas à urina, tais como: urina com cheiro forte, com sangue e, naqueles que já têm o controle da urina, vontade muito frequente de urinar e pequenas quantidades a cada vez (polaciúria), dor para urinar (disúria), urgência ou perdas urinárias nas roupas.

“Elas podem, ainda, apresentar outros sintomas, como dor nas costas, no pé da barriga, queda do estado geral. A infecção urinária deve sempre ser descartada quando houver febre de origem não determinada em crianças”, afirma a médica.

Para Henrique Takase, do Departamento Científico de Nefrologia da SPSP, a criança que apresenta sintomas de infecção urinária e alteração do exame de urina deve iniciar o antibiótico imediatamente. “A urocultura (exame laboratorial), que tem seu resultado disponível depois de três a cinco dias, deve ser colhida no mesmo momento do exame de urina tipo I e serve para confirmar o crescimento de microrganismos”, esclarece.

O especialista explica que o exame irá guiar se o antibiótico utilizado está adequado ou deve ser trocado para outro mais eficiente para aquela infecção. Caso a cultura de urina seja negativa, deve-se suspender o antibiótico. “Em geral, o tratamento deve ser de sete a 14 dias a partir do início da medicação apropriada, diferente do adulto que pode utilizar um tratamento mais curto”, destaca o nefropediatra.

“Vários estudos demonstraram que não há diferença de resultado entre o tratamento oral (por boca) e parenteral (injetável), assim, a maioria das crianças pode ser tratada por medicações administradas por boca se apresentar condições para isso. O tratamento com medicações injetáveis será necessário em crianças com quadro clínico mais grave, nos menores de três meses de idade ou nos que não toleram a medicação pela boca”, conclui Takase. (Flávia Lo Bello – e-mail: contato@veritecomunicacao.com.br)

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