JORNAL DE ARARAQUARA
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(EDITORIAL) VEREADORES SÃO PREOCUPANTES

Texto: GIOVANI HENRIQUE PERONI

Ao assistir a décima quarta sessão da Câmara Municipal de Araraquara sobre a votação de matéria de repúdio à moção de um projeto da Assembleia Legislativa de São Paulo - ALESP, deparamos com vereadores falando sobre aspectos comportamentais e fatos entre colegas, em tom de voz alta, expressões gestuais com dedo em riste, fisionomias preocupadas misturando-se com outras raivosas, ou seja: atitudes de corpos em ação.

Frases como: existem pessoas em cima do muro; ao contrário da sujeira que esta casa faz; política suja feita no back stage (bastidores); covardes; genocidas; ou homofóbicos verbalizadas pelos parlamentares. Enquanto uns concordavam outros mantinham o pleno silêncio.

Como telespectador e cidadão confesso que fiquei surpreso, pois nada disso é necessário. Ainda mais em uma casa que tem que ser o espelho do respeito ético e moral para a sociedade. Louvem-se bons exemplos, respeitabilidade às ideias diferentes e debate em cima das regras que permeiam a dignidade entre parlamentares, zelando pela instituição.

As palavras me conduziram a interpretar raciocínio.

Que, na verdade, leva ao questionamento: qual seria a análise de um profissional da área da psiquiatria e outro da psicologia na identificação da personalidade dos envolvidos?

Requisitos como o temperamento, a esquiva (evitar dano), dependência de recompensa, persistência, caráter, cooperativismo e autotranscendência aplicada através de ferramentas, dão aos profissionais capacidade de analisar a personalidade (que é a organização dinâmica dos traços geneticamente transmitidos e das existências singulares que experimentamos com as percepções individuais que temos no mundo, capazes de tornar individuo único em sua maneira de ser, de sentir e de desempenhar o seu papel social).

Vou estendendo o meu pensamento levando ao campo da preocupação quando vejo que estes profissionais conseguem aferir o grau e o tipo dos transtornos de personalidade: paranoide, esquizóide, esquizotípica, esquiva, obsessiva-compulsiva, dependente, antissocial,

narcísica e histriônica.

Controlar os impulsos e a personalidade não será uma missão nada fácil para quem preside a casa... no momento só podemos lamentar que situações assim não contribuem em nada para o avanço de solução dos reais problemas que impactam a nossa cidade. Objetivando zelar pelo regimento interno da Casa de Leis tomamos a liberdade de indicar livro dos autores Dr. Marcos de Jesus Nogueira, Psicólogos Marina Baroni Borghi e Mauricio Eugênio Oliveira Sgobi Diagnóstico Psiquiátrico Guia de Transtornos da Personalidade / Controle dos Impulsos, para que todos possam ter uma noção básica do seu ser, sentir e o real papel social.

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