JORNAL DE ARARAQUARA
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01- AMÉRICO BRASILIENSE acompanha os passos de eventual fechamento da Fábrica de Remédios. Governo de São Paulo gastou R$ 65,8 milhões para manter fábrica improdutiva.

02- A DEMORA DE 4 ANOS para início da produção na fábrica de medicamentos em Américo Brasiliense, vinculada à Furp (Fundação para o Remédio Popular), custou pelo menos R$ 65,8 milhões aos cofres públicos.

03- NÚMERO REVELADO nesta semana pelo ex-secretário de Saúde, David Uip, considera despesas com limpeza, vigilância e manutenção de equipamentos, entre outras. A fábrica de Américo Brasiliense foi inaugurada em 2009, gestão de José Serra (PSDB).

04- FURP SOB SUSPEITA. A fábrica de Américo Brasiliense está no epicentro dos principais problemas da empresa. A começar pela própria construção da unidade, imersa em suspeitas de corrupção.

05- ACORDO DE DELAÇÃO firmado com Ministério Público, executivos da Camargo Corrêa relataram o pagamento de propinas a agentes públicos do Estado. Em troca, as construtoras teriam conseguido um acordo para pôr fim a uma disputa judicial de R$ 22 milhões, valor que, de fato, acabou pago pela Furp ao consórcio.

06- O CONTRATO DE PPP para a gestão da unidade também é alvo de investigação do MP. A suspeita é de possível superfaturamento na cesta de produtos adquirida pelo governo. Atualmente, o contrato gera um prejuízo anual de R$ 56 milhões aos cofres públicos: diferença entre o preço de mercado dos medicamentos e custo via PPP.

07- DAVID UIP diz que ficou "incomodado" quando soube do acordo firmado com as empreiteiras. "Fui atrás dessa ação. Ela transcorreu e foi julgada em setembro de 2013, antes de minha chegada à secretaria. Fui atrás de todas as atas do Conselho Deliberativo da Furp para saber o que havia acontecido. Nessas reuniões, nunca se discutiu o mérito da ação. O que se discutiu foi forma de pagamento", disse ex-secretário.

08- "FIQUEI TÃO INCOMODADO que troquei o superintendente [da Furp], contratei auditoria. Tomei todas as providências que cabiam a mim. Inclusive, o encaminhamento à Procuradoria-Geral do Estado."

09- PRODUÇÃO DE REMÉDIOS. Sobre a PPP com o grupo EMS, Uip ressaltou que o contrato foi assinado antes de sua posse como secretário. Ele disse que a manutenção da PPP envolveu uma "decisão de governo" e pontuou que o caso "é complexo". "Saí da secretaria e até hoje, dois secretários e dois governadores depois, o caso ainda não está resolvido. Por quê? Por que é complexo mesmo", disse.

10- PRODUÇÃO EM QUEDA. Uip foi questionado sobre a queda de produção da Furp durante sua gestão. Somente entre 2015 e 2018 a queda foi de quase 40%, passando de 838 milhões de medicamentos para 529 milhões - mesmo com a nova fábrica de Américo Brasiliense. OBRIGADO aos que chegaram até aqui e na próxima semana tem mais sobre Furp de Américo. Esperando uma palavra do prefeito Dirceu Pano.