Idade dos acertos

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Juarez Alvarenga (*)

Embora fosse a vida, em outros tempos, um brinquedo que não sabíamos dominar, hoje é uma história que sabemos contar. Entre outros, entendemos hoje, mais do que ontem, que maior o erro é a tomada de atitudes sempre no ápice das emoções, que nos leva agir como um arqueiro cego, na tentativa de atingir o alvo.

Se ontem, ao errar caminhos havia a persistência, hoje, ao contrário retornamos. O tempo, maior aliado do homem, para seu crescimento e humildade, nos ensinou que é preciso clarear e sob esta claridade decidir.

O homem, até os quarenta anos, apenas planta, vindo a colher bem após esta idade, e, este fato ocorre em todos os níveis, seja profissional, social ou pessoal.

Independentemente dos resultados desta colheita, ainda assim devemos plantar sempre, mais que isto, regar de igual forma, de modo que possamos ter a certeza de que a semente plantada se transformará em sombra e nos proteger das desgraças vivências.

Que venha as tempestades, símbolo da fúria natural da vida e da natureza, que já faz jorrar, ao infinito, suas águas nos fazendo crescer, pois não nos parece justo que seja estagnada para ocorrer a pressão sobre o dique íntimo de nossas personalidades, abalando, desta fora, nossas estruturas psicológicas.

O tempo, nosso mestre vivencial, tem nos mostrado que não atravessamos o mar com uma só braçada, mais com muitas outras, assim como a calmaria e a persistência nos objetivos são as armas do sucesso. Afinal, é preciso lembrar sempre que a única coisa que acontece da noite para o dia é o sono. O resto é utopia devaneio.

Na vida, tudo é devagar e ao caminhar pela estrada, na busca de dias melhores devemos consertar sempre nossos erros a racionalidade de juiz.

A vida é, em verdade, um presente de natal, embrulhada em seus mistérios, cabendo a nós outros desembrulhá-la com a paciência de um sábio e o pragmatismo de um estadista.

Consertar com a pluralidade de nosso viver e alimentar nossa felicidade com a colheita do que plantamos, salvo melhor juízo, nos parece a solução e o segredo da própria vida, enquanto não vem a morte.

(*) É advogado e escritor.

 

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