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Guerra ao terror prejudica combate ao crime nos EUA

AP

Quando a polícia federal americana (FBI, por suas iniciais em inglês) passou a empenhar-se no combate ao terrorismo, as investigações sobre tráfico de drogas, crime organizado e os crimes de colarinho branco sofreram o pior golpe, mostra relatório divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O estudo elaborado por Glenn A. Fine, inspetor-geral do Departamento de Justiça, oferece o primeiro panorama detalhado sobre a realocação de recursos do FBI depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.

Fine disse que o documento não revela se as mudanças promovidas pelo FBI “ficaram em linha com as prioridades depois de 11 de setembro”. Segundo ele, o relatório também não oferece nenhuma conclusão sobre a conveniência das realocações.

A maior redução ocorreu nas divisões de combate ao narcotráfico e ao crime organizado, que perderam 758 agentes para ações de combate ao terrorismo entre 2000 e 2003. O maior corte foi registrado na investigação sobre grupos mexicanos de tráfico de drogas, especialmente no sudoeste dos EUA, diz o relatório.

Outros 321 agentes foram retirados da divisão que investiga crimes de colarinho branco, especialmente fraudes no sistema público de saúde. Mais 286 agentes foram retirados de programas de combate a crimes violentos, inclusive o rastreamento de fugitivos.

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