GEPOL – PROTAGONISTA DA HISTÓRIA

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Terezinha de Jesus Bellote Chaman

Terezinha de Jesus Bellote Chaman

Buscando fixar os olhos no futuro, para fazer a história e não ser levada a reboque… por ela; entendendo que a única luta que se perde é aquela da qual se desiste…; assumindo o momento presente e permanecendo com o olhar do coração fixo “nas coisas do alto”… procuramos orientar nossa história rumo à sua realização.
Sempre com mente e coração plenos de gratidão aos que me deram a vida: José e Júlia; aos meus amores: meu companheiro de 39 anos de caminhada, Carlos Alberto e ao meu filho, Pedro José.

Escolheu a profissão de professora por quê?

Eu diria que a profissão me escolheu, desde tenra idade. Um ideal que brotou, através do convívio com meus pais, em princípio. A seguir, com grandes mestres, que me mostraram, à maneira de Bosi (1985, p.13): “a arte é um fazer”. Ser professor é um fazer, é arte que vem do espírito e do intelecto. Ela tem de ser repleta de intencionalidade e consciência. E desde cedo, pais e mestres indicaram-me que: “Caminante, no hay camino, se hace camino al andar…” (Ruiz, 1975). Eles formaram minha determinação, lapidaram meu caráter, instigaram o desejo de não decepcionar, de superar obstáculos, transformando-os em trampolins, de olhar para a frente, para o infinito, de caminhar semeando: com fé, com coerência, com confiança, com respeito ao outro, com trabalho, porque trabalho não mata, quando se faz o que se ama.

Caminho repleto de luzes, também de sombras e muitos desafios. Necessário se faz amar o que se faz e por que se faz. Daí ser a arte de ensinar um fazer… fazendo… uma troca constante, entre o mestre e o discípulo.

Deu aula em que escolas? E atualmente?

Como dito, a profissão escolheu-me logo no Curso Normal, no velho e bom IEBA. Aproximadamente aos 16 anos, através das aulas de Prática e Ensino, sob orientação da Prof.ª Sílvia de Oliveira Mendes. Formada, lecionei por 3 anos para alunos do curso primário. Concomitantemente, preparava alunos para o curso de admissão ao ginásio e orientava, em aulas particulares, os que me procuravam com dificuldades em várias disciplinas.

Optando por cursar Letras, Português-Grego, ainda aluna quartanista, lecionei no Colégio Progresso e lá fiquei por 10 anos. Os desafios aceitos confirmaram minha escolha. Formada, mas ainda não concursada, lecionai na E. E. Bento de Abreu. Efetivada, lecionei na E. E. Pe. Morato (Matão), E. E. Dinorá Marcondes Gomes (A. Brasiliense), E. E. Antônio J. de Carvalho e E. E. Pedro José Neto. Paralelamente, preparava vestibulandos, com aulas de aprofundamento em gramática, literatura, técnica de redação e trabalhava alunos com dificuldades na aprendizagem. Desafios sempre foram minha pedra de toque.

Pelas mãos e conhecimentos de Carlos, comecei a fazer programas de rádio (R. Cultura), com dicas de L. Portuguesa. A seguir, passei a assinar coluna semanal no JA. Coluna essa que dilatou-se para vários periódicos, em todo o país. Por mais ou menos 18 anos, participei em um quadro sobre L. P. no programa Mestre Cuca, apresentado pelo Chef Alan Vila Espejo, veiculado na Rede Mulher de TV, posteriormente CNT, TV. Brasil e TV Gazeta, todos em nível nacional. Paralelamente a essas atividades, iniciei uma nova frente de trabalho, voltada a empresas como Citrosuco, EPTV/São Carlos. Eram cursos de redação empresarial, para funcionários.

Já, muito seduzida pelo jornalismo, reativei os estudos de forma sistemática. Tratava-se não só de uma exigência de minha alma, como também de uma necessidade do novo mercado, no qual estava envolvida. Assim, na UNESP/Bauru, defendi dissertação e permaneci como pesquisadora no grupo Texto e Imagem, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Nelyse M. Salzedas. Posteriormente, na UNESP/Franca, defendi tese. Lá, permaneci filiada ao grupo de pesquisa GEPEFA. Continuo como pesquisadora – UNESP/Franca, desde 2010, então sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Ana C. Nassif Soares.

Nos lugares por onde passei, fiz muitas famílias, amizades que até hoje perduram. São almas amigas/irmãs, nascidas do ir além das fronteiras da informação, do ir além… muito além…

O trabalho que realizo em argumentação, com vestibulandos, advogados, empresários, universitários , é a menina dos meus olhos. A oratória também é um ponto alto, além da revisão de textos.

É uma pessoa realizada profissionalmente?

Passo a palavra ao ilustre Guimarães Rosa (1970, p. 20-21). “O senhor… Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão”.

Algo mais a acrescentar?

Só gratidão. Gratidão pela caminhada, pelos que me respeitam, pelo carinho de ser convidada a aqui revelar-me, sem jamais esquecer-me de agradecer ao meu amigo Geraldo Polezze (in memorian).

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