Forasteiros

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Da Redação/opinião

Domicílio eleitoral sempre foi elástico. Sabemos bem. E isso faz tempo: lembram, por exemplo, que José Sarney passou a ser senador por Amapá (embora fosse do vizinho Pará). Acontece que nosso Estado de São Paulo virou a “casa de todos os forasteiros”, pelo jeito.

Por que o interesse tão grande no nosso Estado. Porque nossa bancada é a maior do país: são 70 deputados somente por SP. Então, põe-se uma figura conhecida (por qualquer motivo) por aqui e, assim, tenta-se conseguir um belo grupo de apoio em Brasília, puxados pela “estrela forasteira”.

Por isso, temos filho (carioca) de Presidente da República por São Paulo. Agora, teremos o casal (paranaense) Moro, também. São os exemplos mais recentes.

Vejam que os forasteiros também chegam com pretensões no Executivo estadual. O Ministro licenciado (em função das eleições) Tarcísio é carioca, não tem relação com o Estado, mas quer governá-lo. Ou seja, São Paulo nunca foi tão nacional, não é mesmo?

Por isso mesmo, devemos ter uma preocupação evidente nas eleições: escolher quem efetivamente trabalhará pelo nosso Estado, e não simplesmente fará uso tão conveniente da nossa população (“rica em eleitores”).

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