Fila de espera para atendimento psicológico no Centro de Referência da Mulher é alvo de indicação

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Vereadora Fabi Virgílio (PT) solicitou alternativas para suprir a demanda

A Lei Complementar Federal nº 173/2020 não permite novas contratações até o final de 2021. Isso está dificultando a solução de diversos problemas na administração pública. Um desses problemas está ligado à necessidade de contratação de psicólogos para suprir a fila de espera para atendimento psicológico no Centro de Referência da Mulher. Por isso, a vereadora Fabi Virgílio (PT) encaminhou a Indicação nº 2748/2021 ao Executivo, solicitando alternativas para resolver o problema.
A parlamentar ressaltou que um dos objetivos do atendimento psicológico é auxiliar a mulher a sair da situação de violência e ajudá-la a se recuperar dos danos emocionais, resgatando sua autoestima: “Dar atenção à saúde mental a essas vítimas de violências, é fazer com que elas se sintam acolhidas em uma situação tão delicada. O auxílio de um psicólogo é essencial”.
No documento de indicação, Fabi frisou que, segundo o relatório de março do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o Brasil teve 105.821 mil denúncias de violência contra mulher, registradas pelo Ligue 180 e pelo Disque 100, sendo que uma das principais razões do aumento da violência doméstica foi a pandemia, que deixou mais próximos e por mais tempo vítima e agressor dentro dos seus próprios lares, por conta do isolamento social
De acordo com os dados do Centro de Referência da Mulher (CRM), todos os dias pelo menos um boletim de ocorrência é feito em Araraquara por violência doméstica, violência sexual ou violência de gênero contra mulheres residentes na cidade. Em 2020, foram quase 2.200 casos, uma média de seis vítimas por dia no ano passado.
“Durante a reunião de trabalho que ocorreu no dia 14 de abril de 2021, a coordenadora do Centro de Referência da Mulher, Gabriela Palombo, informou que há uma lista de espera de 135 mulheres, que aguardam o acompanhamento com um profissional da área de saúde mental. Não se pode aceitar que um centro de referência apresente tamanha demora para um procedimento básico e necessário direcionado para as vítimas de violência doméstica e familiar. Por isso, é tão importante que a solução dessa problemática seja célere”, afirmou a vereadora Fabi.

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