Fevereiro Laranja: leucemia ocupa décima posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil

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Especialista alerta para identificação precoce da doença

A leucemia é um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil. Sem considerar os tumores de pele não-melanoma, ele ocupa a décima posição entre os mais frequentes, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, o Instituto prevê 11.540 novos casos de leucemia por ano até 2025.

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e cura da leucemia. E é exatamente por isso que a campanha Fevereiro Laranja faz um alerta para a conscientização sobre a doença e importância da doação de medula óssea para o tratamento do câncer.

A leucemia afeta as células sanguíneas, principalmente os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo contra infecções. Andréia Moraes, hematologista da Pró-Saúde, explica as consequências da doença.

“Como a leucemia afeta a produção de células sanguíneas, o indivíduo pode apresentar anemia, sangramentos e hematomas, devido a diminuição de glóbulos vermelhos ou interferência na produção de plaquetas”, alerta a profissional.

“Com isso, os principais sintomas são fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, fraqueza, palidez, sangramentos na gengiva, manchas roxas na pele e infecções frequentes”, completa.

Tipos de leucemia

Existem diferentes tipos de leucemia, que são classificados de acordo com o tipo de célula acometida e a maturidade dessas células. Dentre os principais estão:

Leucemia Linfoide Aguda: mais comum em crianças, apresenta células jovens do tipo linfoide;

Leucemia Linfoide Crônica: comum entre adultos, principalmente a partir dos 50 anos, seu desenvolvimento é lento, e com predomínio de linfócitos maduros. • Leucemia Mieloide Aguda: mais frequente em adultos, apresentando células imaturas do tipo mieloide;

Leucemia Mieloide Crônica: apresenta células mieloides com vários níveis de maturação.

Andréia explica que toda célula passa por um processo de amadurecimento que acontece dentro da medula óssea e cada uma apresenta um desenvolvimento diferente no organismo.

“Nas leucemias agudas, observa-se a presença de glóbulos brancos que não amadurecem, manifestando um crescimento rápido. Enquanto nas leucemias crônicas, apesar de se multiplicarem mais rápido e serem prejudiciais, têm seu desenvolvimento mais lento”, esclarece.

Como ser um doador de medula óssea

Para se tornar um doador voluntário de medula óssea e ajudar na cura de pacientes com leucemia, é preciso ir ao Hemocentro, realizar um cadastro no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e coletar uma amostra de sangue. Além disso, é preciso ter entre 18 e 35 anos, e não ser diagnosticado com nenhuma doença impeditiva, como hepatite, Aids/HIV e outras doenças autoimunes.

(Comunicação – Pró-Saúde)

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