Especialista alerta pessoas endividadas sobre o uso do 13º salário

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Endividamento chega a mais de 70% dos lares. Advogado diz que pessoas não sabem identificar os sinais do endividamento

O índice de endividamento das famílias brasileiras bateu o recorde histórico em agosto e segue crescendo. A condição de endividado, muitas vezes não é identificada precocemente, quando poderia ser evitada ou amenizada. O 13º salário chega este ano como a grande salvação para muitos brasileiros, porém, boa parte desconhece que está prestes ou já é um cidadão endividado.
Serão injetados na economia R$ 232.6 bilhões via 13º, que chegará para cerca de 83 milhões de brasileiros; ou 38,8% da população. Porém, 74,6% estão endividados, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Turismo (CNC), divulgada dia 4/11. Quase metade, 49,3%, dos recursos do 13º está destinada aos estados do Sudeste.

O que é endividamento
Em tese, toda parcela de compra ou de crédito contraída para pagamento futuro caracteriza endividamento. Neste caso, qualquer pequena compra feita em cartão de crédito, por exemplo, colocaria o cliente na classificação de endividado. Mas o advogado Francisco Mendonça, especialista em Direito Bancário, alerta que “no cenário atual da economia brasileira que aponta risco de recessão para 2022, é imprescindível que as pessoas saibam quando se encontram vulneráveis antes mesmo de caírem na classificação de endividadas”. Ele lembra que por não saberem avaliar muitas pessoas nem sabem que já estão endividadas.
Segundo o advogado, quando a soma dos débitos for superior a 85% das receitas, está configurado o endividamento. “O endividamento pode ser moderado, grave, ou muito grave. É o caso do superendividamento. E é imprescindível que as pessoas saibam identificar essa situação e os sinais que apontam para o problema o quanto antes”, alerta.

Sinais que apontam tendência ao endividamento

O advogado lista algumas variáveis de descontrole financeiro são um alerta importante para as pessoas ou famílias se prevenirem contra o endividamento:

  • Quando metade, ou 50%, da renda mensal do indivíduo ou da família está comprometida para o pagamento de dívidas;
  • Quando a inadimplência chega a 90 dias; ou seja, quando a pessoa não consegue quitar contas devidas durante três meses;
  • Quando indivíduo ou a família está utilizando simultaneamente recursos de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo e
  • Quando as sobras do mês – após o pagamento das dívidas – estão abaixo de 15% do rendimento mensal.

“Aquele que se enquadra em dois itens já é considerado endividado. E se estiver identificado em mais de duas condições, é bem provável que esteja a caminho do superendividamento”, explica. Segundo o advogado, a ilusão do acesso fácil a crédito, por cheque especial ou cartão de crédito, por exemplo, dificulta seriamente a percepção do problema por parte das pessoas. E a questão é mais grave ainda quando se trata da avaliação de endividamento da família porque há mais de uma receita dívidas em vários nomes a serem consideradas.
“A recomendação é que cada pessoa ou família que esteja com contas atrasadas, pare para analisar a possibilidade de estar vulnerável ao endividamento antes de comprometer o 13º salário com festas ou presentes e considere quitar ou amenizar dívidas decorrentes de contratos bancários, cujos juros estão altos”, orienta Francisco Mendonça.

E-book

Mendonça escreveu didaticamente o e-book “Superdicas para negociar com bancos”, disponível para download gratuito: https://bit.ly/SuperdicasParaNegociarComBancos . O documento traz várias orientações tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas que intencionam buscar recursos junto a instituições financeiras. É útil também para quem já tem contrato de financiamento em andamento. Além de dicas, o material desfaz mitos que levam a erros por parte do tomador de empréstimos. (Texto & Cia Comunicação – www.textocomunicacao.com.br)

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