Envelheço quando me fecho para às novas idéias e me torno radical.
Envelheço quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar.
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
Envelheço quando meu pensamento abandona sua casa e retorna sem nada acrescentar.
Envelheço quando muito me preocupo e depois me culpo por não ter tido motivos para me preocupar.
Envelheço quando penso demasiadamente em mim mesmo e consequentemente, dos outros, completamente me esqueço.
Envelheço quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar!
Envelheço quando tenho a chance de amar e daí o coração se põe a pensar:
“Será que vale a pena correr o risco de me dar?
Será que vai compensar?”
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta de minha alma e ponho a me lamentar.
Envelheço, enfim quando paro de lutar…
(Autor desconhecido)