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Texto: Carolina Marques

PopTevê

Por onde passa, Mariana Ximenes distribui cumprimentos carinhosos. Tem um quê de diva, uma presença polarizadora e, ao mesmo tempo, exibe uma simplicidade desconcertante. Da recepcionista ao diretor, todos são dignos de um sorriso delicado da atriz. A exuberância fica reservada para quando está em cena. Como o que vem acontecendo em “América”. A sua personagem, Raíssa, vem ganhando peso e importância com o passar dos capítulos. E agora vai encarar um conflito arquetípico e eletrizante: se apaixona, desavisadamente, por seu possível pai biológico – o Tony, interpretado por Floriano Peixoto. Para Mariana, no entanto, Raíssa é somente uma adolescente que deseja encontrar seu lugar no mundo. “Ela quer apenas ser amada. O drama dela passa pela dor de ser preterida diante de tantos problemas dos pais”, sintetiza a atriz.

Para chegar a essa conclusão sobre a personagem, Mariana recorreu aos conhecimentos de uma psicóloga. Queria saber como pensa uma adolescente típica. “Queria conhecer as razões de uma jovem como a Raíssa. O que passa pela cabeça dela, os porquês”, justifica a atriz. Na realidade, Mariana tentava se lembrar de uma adolescente que não foi. Afinal, a moça começou a trabalhar bem cedo. Aos 17 anos já morava sozinha no Rio de Janeiro e enfrentava o dia-a-dia de contas para pagar. “Foi uma época dolorosa, mas muito produtiva também. A gente fica mais responsável, amadurece”, reconhece ela, que sempre ouvia da mãe, Dona Fátima, para aproveitar bem a infância e a adolescência. “Ela me dizia que era uma fase única. Não volta”, recorda.

Aos 24 anos, Mariana talvez não apresentasse a mesma postura se tivesse caído na farra. Compenetrada e determinada, ela vai pautando a carreira com bons trabalhos na tevê, no teatro e no cinema. Só na telona, a bela atriz aparecerá em três filmes diferentes. Será uma nordestina em “A Máquina”, de João Falcão, uma amante de Juscelino Kubitschek em “Bela Noite para Voar”, de Zelito Vianna, sobre a vida do ex-presidente, e finalmente, uma imigrante alemã em “Gaijin 2”, de Tizuka Yamasaki. Curiosa, se muniu de pesquisas. Quando filmou no Nordeste tirou leite de vaca, tomou banho de cuia e se hospedou numa casa sem banheiro. “Foi bom ter essa experiência. A vida de atriz permite chegar mais perto da alma humana”, valoriza. Para “Gaijin 2” aprendeu um pouco de alemão e assistiu a um parto pela primeira vez. “Que coisa impressionante, selvagem”, espanta-se.

Na tevê, está pontuando sua Raíssa pelo texto de Glória Perez, autora que há tempos queria conhecer. “A admiro como profissional e mulher”, derrama-se. Por pouco não foi Sol, que ficou com Déborah Secco. Escalada para o teste, Mariana não chegou a tempo. “Mas fiquei com a Raíssa, que é diferente do último trabalho que fiz”, resigna-se Mariana, que foi justamente a heroína romântica em “Chocolate com Pimenta”.

Ao falar sobre o destino da personagem, Mariana se mostra tão curiosa quanto o público. Não sabe o que vai acontecer entre Raíssa e Tony, mas torce para que a menina desabroche. “Acho que a gente tem uma chavinha que de repente liga e diz que amadureceu. Ela está nessa fase”, acredita a atriz. Mariana, porém, jura que ainda nada sabe se os dois são mesmo pai e filha. “Se for, bacana. Levanta vários conflitos”, avalia.

Quem vê a atriz metida nos belos e sofisticados figurinos da personagem, não consegue imaginá-la se requebrando ao som de funk. O mesmo ritmo que provavelmente vá embalar as cenas futuras de Raíssa. “Gosto de saber o que rola na cidade. Sou eclética. Gosto de samba de raiz e de música eletrônica”, enumera. Casada há quatro anos com o produtor de 39 anos Pedro Buarque – sobrinho de Chico Buarque -, Mariana curte receber os amigos para jantares que ela mesma executa. A normalidade aparente na vida dessa moça é calcada em uma boa visão de futuro. “Minha pouca experiência me diz que você tem de optar. A vida é feita de escolhas e sorte em estar disponível para as oportunidades que aparecem”, filosofa.

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