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Euforia de peão

Para Murilo Rosa, o Dinho de “América” é o personagem mais popular de sua carreira

Texto: Cintia Lopes/PopTevê

“Estou num parque de diversões”. É assim que Murilo Rosa define o atual momento em “América”. Intérprete do romântico Dinho, o ator definitivamente roubou a cena na novela das oito da Globo. É claro que o mérito também se estende a Eliane Giardini, a fogosa viúva Neuta. Apesar de Murilo ter atuado em produções como a minissérie “A Casa das Sete Mulheres”, na pele do oficial Corte Real, e no longa “Olga”, dirigido por Jayme Monjardim, mesmos trabalhos realizados por Eliane, a dupla nunca havia contracenado. “Não posso negar que o casal tem uma química inacreditável”, admite o ator de 35 anos.

Nem mesmo a diferença de idade dos personagens foi capaz de prejudicar o romance. Pelo contrário. Murilo conta que o assédio das mulheres mais velhas aumentou consideravelmente. “Outro dia estava dando autógrafos no aeroporto e perguntei se havia alguma viúva no grupo. Todas levantaram a mão”, diz, entre risos. As manifestações de amor explícito também acontecem nos rodeios que Murilo eventualmente freqüenta. “Certa vez, li em um dos cartazes: Dinho, eu também sou viúva!”, recorda.

Na verdade, Murilo está surpreso com todo esse assédio. Depois de atuar em dez produções de época seguidas, o ator agora tem a oportunidade de estrear no horário nobre numa trama contemporânea. “O Dinho virou esse sucesso porque houve uma identificação imediata do público. Ele é um cara simples, brincalhão e autêntico”, enumera. Murilo, inclusive, aponta a cena do primeiro beijo entre Dinho e Neuta como uma das melhores da carreira. “É algo que a gente sonha ter para sempre. Foi uma explosão de amor. Fiquei tão nervoso que parecia uma estréia. Sem dúvida, um dos momentos mais românticos da minha carreira”, recorda.

Para Murilo, a comoção foi ainda maior pelo fato de o personagem viver um amor platônico por exatos 111 capítulos. “O Dinho é um guerreiro, um exemplo a ser seguido. Ele avançou de maneira inteligente e deu o bote na hora certa, sem perder a ternura”, avalia. O ator, que atualmente namora a modelo Fernanda Tavares, garante que já precisou de muita persistência na arte da conquista. “O mais legal numa conquista é não perder a ingenuidade, não chegar com cantadas bobas e manter o bom humor acima de tudo”, ensina.

Tipos galanteadores são comuns na carreira de Murilo. Foi assim na minissérie “Um Só Coração”, como o jovem Frederico, o oficial Corte Real de “A Casa das Sete Mulheres”, o fidalgo Diogo Cabral de “A Padroeira”, o romântico Celso de “O Cravo e a Rosa”, Eugênio de “Força de um Desejo”, Amadeu da minissérie “Chiquinha Gonzaga” e Aquiles de “Mandacaru”, exibida na extinta Manchete, assim como Dom Martin de “Xica da Silva”, atualmente reprisada no SBT. Trabalhos que fizeram do ator um especialista em tramas de época. “Aprecio a pesquisa e dedicação que esses trabalhos exigem do ator”, explica. Tanto que Murilo não titubeia em apontar a atuação em “Xica da Silva”, como um de seus trabalhos mais expressivos. “Foi a primeira vez que fui dirigido pelo Avancini. Martin também é um desses personagens viscerais”, argumenta.

Mas quem vê Murilo em cenas de rodeio em “América” pode até acreditar que o ator sempre teve afinidades com o mundo country. “Antes da novela, nunca havia passado perto de um”, conta. Agora a situação é bem diferente. Graças a influência do pai, Odair, nascido em Tupaciguara, interior de Minas, e da mãe Maria Luiza, natural de Goiás, o ator acredita que está, de certa forma, retomando às origens com o trabalho em “América”. “Meu pai adora música sertaneja e meus tios têm o sotaque carregado assim como o Dinho. Posso dizer que estou fazendo uma homenagem a eles”, festeja.

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