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Quando o amor acontece

Eduardo Moscovis é contagiado pelo romantismo de seu personagem em “Alma Gêmea”

Texto: Carolina Marques/PopTevê

Pela primeira vez na carreira, Eduardo Moscovis permite que as filhas Gabriela, de cinco anos, e Sofia, de três, vejam uma novela da qual participa. O motivo é simples. O atual papel em “Alma Gêmea” mostra o pai delas transbordando paixão e romantismo, algo que ele acredita estar faltando no mundo. “Hoje em dia vivemos correndo de um lado para o outro. Perdemos muito desse foco no amor, nas boas relações”, explica o intérprete de Rafael, um homem amargurado pelo destino, que encontra na reencarnação de sua amada a chance de viver um amor pleno. “As relações estão conturbadas, muito instantâneas, muito descartáveis. Vejo nessa história a chance de mostrar que é possível resgatar esse romantismo”, avalia o ator.

Apesar de não se intitular um romântico de carteirinha, Du – como é conhecido – gosta de mandar flores e recebê-las também. “Outro dia a Sofia me perguntou se eu gostava de plantas como o Rafael, porque a minha casa é cheia delas. Achei engraçado. Nem tinha parado para pensar nisso”, conta. O fato é que o ator parece estar descobrindo uma maneira leve de encarar as coisas. No set de gravação, ele está sempre bem-humorado, e até sua fama de odiar dar entrevistas e posar para fotos parece coisa do passado. “Eu vinha de um espetáculo de um ano fazendo um vilão, e emendei com o Reginaldo, que tinha aquela índole torta. Estava cansado de trabalhar aquela carga em mim”, confessa o ator, referindo-se aos personagens Tartufo, da peça homônima que protagonizou e produziu, e Reginaldo de “Senhora do Destino”.

Quando recebeu a proposta para fazer a novela das seis, Du deu de ombros. Afinal tinha acabado de começar “Senhora”. “Cheguei em casa e ouvi um recado do Walcyr, mas nem parei para pensar. Eu estava mergulhado num personagem, não tinha como saber de outro”, recorda. Walcyr Carrasco soube esperar. E acima de tudo seduzir o ator. “Ele veio cheio de informações, pintou o quadro todo. Quando vi, já estava envolvido nessa cilada”, brinca Du.

Entre se despedir de um personagem e encarar outro totalmente oposto, Du teve um mês para se preparar. Nesse tempo escasso, fez workshops, aprendeu a mexer com rosas de verdade e pesquisou filmes para compor o perfil conturbado de Rafael. “A Bela e A Fera”, de Ron Koslow, e “Moça com Brinco de Pérolas”, de Peter Webber, foram dois dos filmes que mais deram para Du a idéia do que Rafael deveria ser. “Ambas as histórias mostram homens endurecidos, com vários conflitos interiores, que se livram desse peso ao serem libertados pelo dito grande amor”, analisa o ator, que não queria fazer de Rafael um homem galanteador ou sedutor demais. “A proposta inicial era essa de mostrar um homem obcecado pelo único amor de sua vida. Ele passa vinte anos sem se relacionar com ninguém. Isso tinha que ser crível para o público” argumenta.

A história de amor entre Luna, de Liliana Castro, e Rafael, abreviada pelo assassinato da moça e agora revivida através da reencarnação dela em Serena, nunca foi motivo de grandes questionamentos para Du. Apesar de ter sido criado no catolicismo, ter freqüentado colégio de padres e ter feito a primeira comunhão, o ator acredita em reencarnação. “Não desacredito de nada. É tudo tão inexplicável, a gente está tão solto nessa etapa da vida, que ou acata isso ou se apega alguma crença qualquer que seja ela”, pondera ele, que diz já ter passado por experiências inusitadas. “Sabe aquela sensação que você tem de estar num lugar que já esteve antes, ou conhecer determinada pessoa que parece já ter uma afinidade de tempos?”, questiona.

Indagações a parte, Du diz que a cada capítulo se entrega mais e mais a Rafael. E tem uma idéia muito particular sobre a relação dele com Serena. “Ela é doce, ingênua e traz para ele a visão de um mundo que ele não conhece mais. Estou adorando fazer esse cara. Sem pudores, sem artimanhas. O que eu tenho a dizer é: ‘vamos amar!'”, filosofa com largo sorriso e brilho nos olhos.

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