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Em 47 anos, Daslu passou de loja caseira a templo dos endinheirados

Butique que hoje reúne as mais caras grifes e os brasileiros mais endinheirados, a Daslu iniciou suas atividades em 1958 com uma loja simples que funcionava na própria casa de uma de suas fundadoras, Lucia Piva Albuquerque.

Na época, ela e a sócia Lourdes Aranha recebiam as amigas para conversar e aproveitavam para vender os produtos. Nos anos 60, a Daslu passou a ocupar uma casa na Vila Nova Conceição, em São Paulo, que, com o tempo, incorporou as casas vizinhas.

A butique, no entanto, só se transformou em referência de moda no Brasil nos anos 80. Em 1984, com a morte de Lucia Piva Albuquerque, sua filha, Eliana Tranchesi, assume os negócios ao lado de Lourdes Aranha.

Constantemente citada em jornais estrangeiros, a Daslu ganha projeção internacional e passa abrigar grifes como Chanel em suas instalações. Tops como Carolina Ferraz e Gisele Bündchen ilustram seus catálogos. Ao mesmo tempo, a empresa diversifica os negócios e inaugura a Daslu Casa e a Daslu Homem.

O vertiginoso crescimento levaria a Daslu a fechar a loja da Vila Nova Conceição no último dia 24 de maio e abrir outra, muito maior, no começo de junho no Itaim.

Com investimento estimado em R$ 200 milhões, a megaloja, localizada na marginal Pinheiros (zona oeste de São Paulo), vende em diversas grifes espalhadas por seus 17 mil metros quadrados carros, roupas, charutos e vestidos de noiva, entre outros artigos de luxo.

Além disso, a loja também oferece serviços, como cabeleireiros, restaurantes, lounges com DJs, bar, clube do uísque, modelista de sapatos, imobiliária, banco, heliponto com sala de espera VIP e um spa.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou da inauguração. Sua filha Sophia trabalha na loja. Começou como “dasluzete” –como são chamadas as vendedoras–, mas hoje é diretora de novos negócios e tem um salário superior ao do pai.

Mais do que uma loja de departamentos ou um shopping center, a Daslu se define como “a mais extraordinária loja de moda e estilo de vida de São Paulo”.

Na loja, recheada de seguranças na entrada, só se pode entrar de carro. Quem não possui cadastro, deve pagar estacionamento ao preço de R$ 30 a primeira hora.

Dentro, os clientes contam com a ajuda de 150 “dasluzetes” e cerca de 30 “guides” –universitárias treinadas para levar as pessoas até seus objetos de desejo.

Cada grife ocupa o espaço que seria de um quarto, seguindo a teoria de que a Daslu foi feita para as pessoas se sentirem “em sua própria casa”.

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