Eliana Honain atende demandas da Coordenadoria de Políticas para Mulheres

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Foto: Divulgação
Secretária de Saúde participou de reunião com a coordenadora Grasiela Lima para falar, entre outras demandas, sobre as políticas de atendimento às mulheres em situação de violência
 

Nesta quarta-feira (13), o Centro de Referência da Mulher “Professora Doutora Heleieth Saffioti” recebeu a visita da secretária de Saúde da Prefeitura de Araraquara, Eliana Honain, que se reuniu com a coordenadora executiva de Políticas para Mulheres, Grasiela Lima, para falar sobre as políticas de atendimento às mulheres em situação de violência e o fortalecimento das ações no âmbito da Saúde.

Eliana valorizou o encontro. “Foi super importante participar dessa reunião para podermos acertar algumas linhas importantes em relação ao atendimento do Centro de Referência da Mulher com a saúde mental e também para discutirmos a dignidade menstrual. Foi um encontro muito importante que tivemos para podermos articular essas políticas e viabilizar as ações para poder dar conta de toda a demanda referente ao atendimento à mulher”, avaliou.

 
Vale destacar que a agenda da mobilização dos “21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” ainda está em curso, contando com atividades internas do Governo Municipal, tendo em vista a elaboração de diferentes ações, projetos e programas, assim como a articulação intersetorial de políticas públicas de atendimento às mulheres em situação de violência.

Grasiela afirmou que a violência contra as mulheres é um problema complexo e multicausal, e também transversal às diversas políticas públicas e sociais, dentre as quais a de Saúde. “Sendo assim, a reunião com a secretária da pasta colocou-se como uma necessidade premente na medida em que as diferentes formas de violência de gênero criam múltiplos agravos à saúde das mulheres, o que tem demandado da equipe técnica do CRM novas articulações na rede e novas ações para dar conta do aumento dos casos de violência que envolvem muitas sequelas,  principalmente no âmbito da saúde mental. Nesse sentido, as mulheres têm apresentado cada vez mais quadros de depressão, ansiedade, fobias, transtorno pós-traumático, ideação suicida, distúrbios alimentares, entre outros”, comentou.

A coordenadora também alertou que o aumento do consumo de substâncias psicoativas também é uma realidade entre as mulheres, o que tem desencadeado problemas de saúde física e mental. Essa questão específica tem sido preocupação constante e demandado muitos esforços conjuntos para a implementação de ações preventivas e de serviços especializados.

Assim, ficou acordado o fortalecimento do programa voltado para a saúde mental das mulheres, a partir de uma ação intersetorial e transversal de gênero entre a Coordenadoria de Mulheres e a Secretaria de Saúde, buscando atender uma demanda importante por parte das mulheres da nossa cidade, não só aquelas que vivem em situação de violência. “Isso porque, principalmente depois da pandemia de Covid-19, com o aumento das desigualdades, a sobrecarga de trabalho – tanto dentro como fora de casa, já que culturalmente são as mulheres que assumem as tarefas do cuidado -, e a crise econômica impactaram sobremaneira a saúde mental das mesmas”, acrescentou Grasiela.

Outros pontos de pauta também foram debatidos e encaminhados, como em relação ao Programa de Promoção da Dignidade Menstrual, instituído pela Lei Municipal 10.371/2021, que prevê o enfrentamento da pobreza menstrual a partir de estratégias igualmente complexas e multissetoriais a partir de ações no âmbito das políticas de Educação, Saúde, Assistência Social e Direitos Humanos.

Outra questão relevante abordada na reunião foi o Protocolo de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência e Outras Violações de Direitos, especialmente no que se refere aos serviços de saúde. “Nesse sentido, conversamos sobre a importância da capacitação realizada pela Escola de Governo para cerca de 700 profissionais da saúde, destacando o papel fundamental destes na rede de enfrentamento e atendimento às mulheres vitimizadas. E dentro deste contexto, a necessidade de fortalecimento da conscientização sobre o tratamento dos agravos da violência sexual contra mulheres e meninas, e a divulgação do Hospital Maternidade Gota de Leite como o serviço especializado e de referência no atendimento às vítimas”, concluiu Grasiela. 

SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

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