Eles Entram No Meu Filme

Doutor Roberto Dela Coleta, conhecido e admirado por um montão de gente. Por isso, difícil falar sobre essa figura generosa, profissional competentíssimo e ser humano consciente de seu papel social e que tem como religião: servir, a todos de forma desinteressada. Um jeito, como ele assevera, de agradecer os presentes do Papai do Céu. Ele reza, trabalhando. Ele é amado, amando e doando-se. Sempre pronto a ouvir, trabalhar… sua vida é assim, dá e acaba recebendo mais. Multiplica talentos e faz amigos que ocupam lugar nessa esteira de serviço à comunidade. Da cidade, do Brasil, de qualquer recanto do mundo. Dela Coleta tem prazer em servir e, com magnetismo pessoal, atrai muito mais gente para atuar pelos que necessitam, os que dão a chance para a gente ser útil e agradecer as graças concedidas.

Um focalizado do J.A. para, em espaço nobre, falar de sua vida e, dess’arte, passar lição aos que estão chegando ao mundo que tem jeito sim. Desde que não haja escassez do fermento fraternal, exemplos de amor sério e construtivo. Uma forma diferente de rezar, servindo aos que se materializam como nosso irmão de caminhada. O estudante criativo e de sorte (como diz), o Cedeface, Portal… o que mais está reservado para o Dr. Roberto Dela Coleta e seus diletos amigos-colaboradores? Só Deus sabe…mas, vamos logo conhecer um pouco sobre a vida desse mestre?

“Nasci em Torrinha, aos 31 dias de dezembro do ano de 1949. Perdi meu pai aos 8 meses de idade, não cheguei a conhecê-lo. Meu irmão, José Augusto tinha 3 anos. A partir daí passamos a morar com os avós maternos, Antonieta Amalfi e Osório Dias Ferreira. Fiquei lá até o ginásio, feito em Torrinha. Cursei o Científico em Dois Córregos, terminando-o em Ribeirão Preto onde meu irmão ofereceu uma bolsa pra mim. Ele dava aula no COC e conseguiu uma bolsa para o Cursinho, pois, pretendia a Medicina. No começo, a bem da verdade, queria Engenharia porque gostava de desenho, matemática, física… como ganhei essa bolsa no COC mudei de idéia. Pensei em fazer Medicina, mas, com medo de não passar no vestibular (não podia fazer mais um ano de cursinho), optei pela Odontologia. Não me arrependo, acho que tudo está traçado pra gente.

Faculdade

Tive a opção de fazer faculdade, na época, aqui em Araraquara. Sempre fui um cara de muita sorte, minha mãe não tinha condições de manter a gente. Ela trabalhava como enfermeira, ganhava um salário mínimo.

Quando cheguei nesta cidade tive a sorte de ter um amigo que morava onde hoje é a Pipocopos. Era uma loja de carros, o consórcio do Jobal Amaral Velosa. Tinha um amigo de Torrinha que morava nos fundos, num quartinho. Morei ali como se fosse um guarda, ficava de graça. Não pagava aluguel, nem água e luz, nada. E comia numa república na Av. Mauá. No 4º ano, a loja fechou… pensei: como vou me virar agora?

Como disse, a minha estrela sempre brilhou. Naquela época houve um concurso para monitor na faculdade, acabei ganhando em primeiro lugar. Foi o único ano que a faculdade remunerou a monitoria. Um salário mínimo que me permitiu pagar a república. Me formei e fui trabalhar em Torrinha. Um ano e meio de clínica geral até o convite do Tatsuko Sakima para ser seu sócio. Durante 13 anos ficamos juntos… acabei me desligando e montei meu consultório.

Atendimento

Aqui no consultório sempre procurei tratar as pessoas com respeito: sem a preocupação com o seu bolso. Com ou sem dinheiro a mesma maneira de tratar. A partir daí começamos a atender pessoas carentes e o Élcio Marcantonio fazia a cirurgia de pacientes, com deformidade de face. Graças a Deus tudo deu muito certo. Um dia comentei com o Élcio: estamos recebendo muito e doando pouco, você não acha que esse tipo de trabalho deve crescer? Foi assim que resolvemos montar o Cedeface onde estou presidente e hoje, graças a Deus, o prêmio está quase terminado (hospital do Cedeface, próximo ao Tropical Shopping).

Nova frente

Como presidente da APCD e vice-presidente do Portal – entidade filantrópica formada por bons amigos -, pretendemos terminar um prédio para trabalhar com crianças carentes, crianças de rua. Estamos construindo o prédio como fizemos no Cedeface: doações, jantares, rifas… toda quarta-feira é sagrado receber no sítio uma turma de amigos. Fazemos uma comida e o dinheiro arrecadado é revertido para construção do Portal. Já estamos na fase de cobertura desse prédio.

A família

Sou casado com Laura, tenho três filhos maravilhosos: Karina (dentista, está concluindo o seu doutorado), Flávia (termina o doutorado em veterinária, em Jaboticabal), e o Thiago (fazendo Odontologia na USP-Ribeirão Preto). Comento com meus amigos: se existe alguém feliz no mundo pode dizer que sou eu.

Conheci a minha esposa na faculdade, ela fazia farmácia. Logo no primeiro ano que entrei a conheci e o coração bateu forte: começamos a namorar. Depois de formado, casamos e fomos morar em Torrinha para completar todo esforço da minha mãe na minha educação e na de meu irmão.

José Augusto é psicólogo, aposentado da Universidade Federal de Uberlândia. Graças a Deus minha mãe conseguiu educar e formar seus filhos. Com muito amor!

Generosidade

dos colegas

No Cedeface a gente tem um grupo muito grande que trabalha de graça. Já recebemos professores do Chile, Portugal… da Alemanha devem vir em outubro para fazer cirurgia conosco. No Congresso a gente vai receber visita de dois professores argentinos e um americano.

Como se nota, o nome de Araraquara está sendo bem divulgado no exterior e por todo o Brasil, pois, recebemos paciente até de Rondônia e Rio Grande do Sul. As cirurgias são realizadas no Hospital da Beneficência Portuguesa.

A casa do

Cedeface

O prédio vai ter 1.200 metros quadrados, será para atendimento ambulatorial porque as cirurgias continuarão na Beneficência cujo agendamento é feito pelo SUS. Um dos blocos do prédio está preparado para receber mais um andar para instalação de um centro cirúrgico. O Cedeface existe desde 1994.

Pai amoroso

Eu acredito num Deus justo, você não precisa pedir. Como Ele é justo, oniciente e onipresente, pedindo ou não você vai ter o que merece. Acredito que oração é ação.

Só pra exemplificar… no meu último aniversário, tempo de presente, pedi para meus amigos uma cesta básica. Conseguimos arrecadar 5 (cinco) toneladas de alimentos. Em julho fizemos a campanha do agasalho e conseguimos arrecadar 240 cobertores para distribuir aos que precisavam.

Acredito que é dessa maneira que a gente tem que pagar. Ao invés de rezar dezenas de Pai Nosso… rezar com ação ao semelhante.

Tenho, graça a Deus, três filhos maravilhosos, inteligentes e com a face perfeita. Desse forma, procuramos agradecer a Deus: cuidando dessas pessoas que não tiveram a mesma chance.

Eu só vou me tornar uma pessoa realizada quando me tornar inútil, desnecessário. Quando ninguém mais precisar dos meus serviços, quando tiver um monte de gente fazendo o que eu faço, bem… aí vou me sentir realizado, não vou servir pra mais nada. Mas, sei que é difícil a gente entender tudo isso.

Holofote

Eu fico constrangido quando alguém fala alguma coisa, enaltecendo. Me vejo como uma pessoa normal. Com todo respeito, anormais são aquelas pessoas que não agradecem a Deus ao trabalhar pelo semelhante.

Se pudessem saber o quanto é prazeroso rezar, por intermédio de um trabalho direcionado ao próximo que precisa de seu carinho, de seu saber, com certeza agiriam da mesma forma que nós.

Porque todo mundo deve fazer alguma coisa, trabalhar bastante. Esse, o caminho certo: quanto mais se dá, mais se recebe. É um círculo virtuoso, um jeito de dar graças a Deus e uma doce e construtiva maneira de orar”.

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