Efeitos da atividade física no sistema nervoso central, na melhora da capacidade cognitiva e no tratamento de doenças degenerativas.

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Foto: Internet - Dr. Beny Schmidt

Neuroplasticidade induzida pelo exercício físico

A neuroplasticidade é caracterizada por alterações que ocorrem no sistema nervoso central, e podem ser tanto estruturais ou morfológicas, quanto funcionais. Estas alterações ocorrem como consequência a diferentes estímulos, sendo um deles o exercício físico.
Exemplos de alterações no sistema nervoso central: a espessura do córtex cerebral; o aumento da estrutura hipocampal, que é uma região relacionada com a memória do aprendizado e do desempenho físico; a liberação de neurotransmissores; o aumento de receptores para que ocorra uma comunicação melhor entre as células etc.
Portanto, a meuroplasticidade nada mais é do que essas alterações que ocorrem por estímulos que podem ser internos ou externos.
Os externos podem ser o meio ambiente, a sociabilização, a leitura, o exercício físico etc.
Os grandes pesquisadores colocam o exercício físico como o fator que induz mais plasticidade entre todos os outros fatores, melhorando a função cerebral e aumentando a comunicação entre as células, trazendo benefícios para os sintomas de depressão e ansiedade, melhorando o estado de humor etc
A atividade física provoca o estímulo através de um movimento voluntário. A partir disto, temos a ativação do neurônio motor superior, que ativa o neurônio motor inferior para o músculo contrair. Tudo começa e termina no sistema nervoso.
Além dos diversos benefícios da atividade física, também podemos destacar melhora grande na memória do aprendizado e na parte cognitiva. O que traz um benefício enorme no tratamento de doenças neuromusculares degenerativas.

O especialista Dr. Beny Schmidt, médico patologista neuromuscular, fundador do centro de reabilitação BMP e chefe do Laboratório de Patologia Neuromuscular e Professor Adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Dr. Beny e sua equipe são responsáveis pelo maior acervo de doenças musculares do mundo, com mais de 12 mil biópsias realizadas, com estudo imunohistoquímico em todas elas, e 1 milhão de pacientes atendidos ao longo de sua trajetória na medicina. (Daniel Ferreira – [email protected])

 

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