(Editorial) Símbolos religiosos

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O JA, seguindo a maneira de pensar de seu fundador, Geraldo Polezze, que também foi legislador e Presidente da Câmara de Araraquara, não poderia deixar de dar sua opinião sobre a polêmica da retirada de crucifixo, bíblia e das palavras “em Nome de Deus damos por encerrada a sessão”. Tema delicado e, claro, que desperta paixões.

Uma vereadora defende que, por ser o Brasil um Estado laico, esses três assuntos deveriam ser retirados. A propósito, trazemos no GEPOL a explicação da Câmara que aborda o assunto com detalhes.

De nossa parte, não defendemos a retirada desses símbolos religiosos. Inegável que a fé, em boa medida, funcione como uma mola propulsora para amenizar situações gravosas vividas por qualquer pessoa. Verdade, também, que não poderia haver qualquer supremacia de qualquer religião. Bom lembrar que muitas religiões não são cristãs, ou seja, o crucifixo nada significa a muita gente. Outro ponto relevante: e os ateus sentem-se representados, havendo marcas religiosas tão evidentes?

O fato é que somos indivíduos, cada um com sua forma de pensar e encarar a vida, mas a grande maioria dos brasileiros, observa-se, é voltada para uma religião, uma crença.

Assim, vemos razão na afirmação da nota da Câmara: “Estado brasileiro, justamente por ser laico, deve proteger a religiosidade de seu povo, não impondo a exclusão dos símbolos religiosos históricos da praça pública.”

Apenas a título de sugestão (e complementação), diríamos que, não sendo o caso de retirar os símbolos ora existentes, talvez seja aconselhável abraçar as demais religiões tão fortemente existentes. Nem sempre cristãs, como, por exemplo, a judaica, as africanas (principalmente, porque bastante adotadas no Brasil) e a muçulmana. Afinal, o país, além de fortemente religioso, é muito diverso e plural.

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