(Editorial) Respeito versus paciência

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O mundo está passando por tempos sombrios. As pessoas parecem ter perdido a paciência, o respeito, a solidariedade e o amor ao próximo. A sensibilidade está à flor da pele, especialmente entre os jovens.

Esse comportamento começa no ambiente familiar, onde os filhos não respeitam mais os pais como antigamente. Diariamente, ouvimos falar de agressões aos idosos por motivos banais. Por outro lado, também ouvimos falar de pais que mimam seus filhos até o ponto em que eles chegam a perder o significado da realidade.

Nas escolas, as agressões entre alunos são ocorrências diárias. Nunca se ouviu falar tanto em bullying como hoje em dia. Os professores já não recebem o mesmo respeito que tinham no passado. Tanto é que poucas pessoas estão se aventurando na profissão de professor, e há falta de profissionais no mercado dessa categoria tão importante para o desenvolvimento do ser humano.

Mas, o que está acontecendo? O problema atual não se deve apenas às cicatrizes que a pandemia deixou na geração atual. Esse problema se estende pela falta de paciência, amor e bom senso.

Precisamos pensar mais no ambiente em que vivemos e evitar brigas por motivos banais, pois isso afeta diretamente os mais jovens. Precisamos voltar à máxima de que quando um não quer, dois não brigam. Uma forma inteligente de evitar brigas é, simplesmente, não responder e sair de fininho do local para que a outra pessoa entenda que não queremos discussões nem agressões físicas.

Raramente devemos discutir política e religião, pois esses assuntos são muito sensíveis para a grande maioria. Somos únicos e cada um tem sua forma de pensar e agir. Não vale a pena perder uma amizade por causa desses motivos.

Podemos expressar nossa opinião, mas devemos ter cautela. Nunca devemos achar que nossa opinião é melhor do que a da outra pessoa. Essa política deve ser ensinada aos menores, pois muitas vezes eles espelham seus pais ou a ausência deles.

Conclusão: é importante ter em mente que, na presença de menores, devemos ser ainda mais cuidadosos, pois eles são facilmente influenciáveis – para o bem e para o mal – e requerem cuidados redobrados. Não devemos ter medo de ensiná-los de maneira mais rígida quando necessário. Tudo é um processo e o papel do educador não é prevenir todo tipo de falha/frustração da criança, mas estar ao seu lado para ajudá-la a passar por esses momentos e aprender com eles.

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