(Editorial) População de rua

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Reclamações e preocupações sobre o grupo de moradores de rua no centro da cidade são tema de debate. Hoje, o grupo se situa entre as praças da Igreja Matriz e a Pedro de Toledo.
O foco da preocupação é o local onde os moradores de rua chamam de “casa” no momento: em frente à escola Antônio Joaquim de Carvalho. Conversando com alguns pais e a própria escola, o JA confirmou o temor sobre a presença desses moradores por conta do local não ser vigiado por nenhuma guarda. Os pais entrevistados não se importam tanto com a presença dos moradores na praça para passarem a noite, mas se preocupam com presença dessas pessoas no horário de entrada e saída dos alunos.
O fato é: esses moradores de rua se situam no local, não por uma mera opção, mas, sim, pela falta de local que entendam melhor. De qualquer forma, visto o receio de pais e responsáveis, o desejo de realocar essas pessoas é algo compreensível.
No caso em questão, é necessário pensar em soluções viáveis: talvez a construção de mais um albergue na cidade? Desse modo, os moradores não precisariam passar suas noites na rua, tendo local para retornarem para repousar. Ainda assim, vale reconhecer que essa é apenas uma sugestão superficial para um problema bem mais complexo.
Outra forma de tranquilizar os pais e responsáveis pelas crianças é um acompanhamento dos horários de entrada e saída (principalmente) pela guarda municipal.
Essas ações diminuiriam as preocupações, enquanto favoreceriam também os próprios moradores de rua. Registre-se que ONGs e outros programas do governo têm feito trabalho elogiado, cuidando desses moradores (maiores informações a respeito em reportagem desta edição).
Nesses tempos difíceis (pandemia e crise econômica aguda), em que que é tão necessário expressarmos empatia pelo próximo, sempre melhor buscar solução que favoreça a sociedade como um todo.

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