(Editorial) IPTU progressivo

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Araraquara conta com inúmeros prédios sem uso ou totalmente abandonados.

Há poucos dias, o município fez a demolição de uma casa. Ficou acertado que o dono do imóvel pague os gastos que teve o município na demolição, sob pena de ação judicial.

Esse é apenas um caso e bem isolado. A cidade possui muitos outros imóveis que estão trazendo aborrecimentos há muitos anos aos moradores do entorno: pela sujeira, insegurança ou apenas porque se trata de espaço bem localizado (mas sem qualquer destinação para o bem da cidade). É o caso do antigo shopping Tropical, ex-supermercado Santo Antônio, famoso prédio do Aiello na Vila Xavier. Exemplos multiplicam-se, na verdade.

Por que será que os donos desses imóveis não os vendem? Um tanto óbvio que a especulação imobiliária na cidade de Araraquara está compensando. E fica estimulado não usar espaços tão importantes e, muitas vezes, bem localizados na cidade.

Evidente que já passou da hora de nossos legisladores aprovarem o IPTU Progressivo. Com a lei em vigor, essas aberrações iriam diminuir. Até porque, seguindo-se ao IPTU progressivo, restaria possível à cidade promover a desapropriação com pagamento de títulos públicos.

Já imaginaram darmos utilidade a tantos imóveis sem uso? Nem que fosse para uso pela própria municipalidade. Isso já poderia representar economia com aluguel.

Que os legisladores de Araraquara promovam a votação do IPTU Progressivo urgente. Até porque importa que cumpram seu papel, para que, então, possam cobrar a atuação desejada pelo Executivo no cuidado do espaço público.

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