(Editorial) Caos ambiental

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No domingo (03/10/2021), Araraquara foi palco de fenômeno assustador e que já havia ocorrido nas regiões de Franca e Araçatuba (inclusive, deixando mortos): uma tempestade de poeira envolveu a cidade. O evento atingiu diversas regiões do município.
Trinta quedas de árvores foram comunicadas ao Corpo de Bombeiros no dia, além de danos ao sistema elétrico, em residências, semáforos, até postes que foram derrubados. Bairros ficaram sem energia elétrica, os danos vão somando-se.
Mas qual o motivo disso tudo?
Infelizmente, temos retirado a flora do entorno da nossa cidade há tempos; incentivamos a prática de monocultura, que, por sua vez, provoca falta de nutrientes no solo. Clima extremo provoca ventos fortes que levantam a poeira, formando cenários como os de domingo. Tudo somado, temos uma receita infalível para o desastre: gera-se erosão, solo seco e pobre. Uma grande poeira, como temos visto.
Ainda, não somos uma ilha. Araraquara sofre o descaso nacional com o meio ambiente. Os eventos extremos tornam-se mais e mais corriqueiros.
Soluções? Sim, existem, no que se refere a nossa comunidade, precisamos de outro olhar para a agricultura com urgência.
Agroecologia (reproduzindo-se processos naturais), adubação verde, plantio direto, melhores sistemas de irrigação e combate biológico são apenas exemplos de políticas que nossa sociedade poderia adotar. Repita-se: é urgente a mudança de postura pelos produtores, especialmente, o de monoculturas.
O fato é: o solo não suporta mais essa prática. E os poucos bolsões de mata estão sendo sistematicamente eliminados, potencializando a crise climática vivida. Exemplo? Destruição do Pinheirinho.
Precisamos, todos, rever nossa postura e olhar para futuro próximo calamitoso. Aliás, para presente já assustador. Não fazer nada é a pior resposta. A omissão nacional – além da regional – causa terror.

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