(Editorial) Araraquara sem representantes de novo?

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O tema é indigesto e repetitivo, mas necessário: no passado, a cidade (e região) ficou muitos anos sem representantes no legislativo estadual e federal. Depois de forte campanha – inclusive, com atuação forte do nosso Geraldo Polezze – para conscientizar candidatos e população, passamos a ter representantes eleitos.

Polezze chegava a ser repetitivo no tema. E tinha motivos para isso: enquanto Araraquara parava no tempo, sem recebimento de representações de órgãos públicos estaduais e federais – apenas para exemplificar -, as demais cidades prosperavam. Lembram a dificuldade para Araraquara ser sede de região administrativa?

Polezze defendia que houvesse conscientização dos postulantes em união, para o bem local. Defendia uma verdadeira agremiação de Araraquara: falava de “partido da cidade”, expressão que costumava usar bastante e que era muito esclarecedora.

Pois o risco de não termos representante repete-se. Hoje, já vemos corrida de vários candidatos, também, de mesmo grupo político. É óbvio que esses mesmos postulantes vão dividir o colégio e também teremos (como sempre) muitos paraquedistas. Ou seja, a luz amarela da ausência de representação da cidade e região está acesa.

Atualmente, temos uma representante na Assembléia (do Estado): Márcia Lia. Mas Márcia só obteve 9.624 votos em Araraquara. Em outras palavras, os araraquarenses nem foram decisivos na escolha.

Teremos possível dobradinha de postulantes à representação estadual e federal. Fossem apenas dois, haveria uma bela possibilidade. Mas, com essa enxurrada de interessados, nossas chances diminuem bastante.

Será que todos querem ajudar a cidade? Queremos acreditar que sim. Mas fica difícil não ver nisso um trampolim para outro objetivo: Executivo local, por exemplo? Precisamos parar de pensar no próprio umbigo e voltar às razões. Para o bem da cidade e região.

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