O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – Enade – é parte de um processo que visa avaliar a educação superior. É ferramenta importante mas não deve ser vista como eficaz para uma leitura apaixonada e científica sobre ensino público ou privado.
Se não definitiva dá, pelo menos, indício de que algo deve ser feito para que o resultado não seja detectado somente numa aferição desencadeada durante ou após ao ensino superior. Aí, certamente reside o reflexo de tudo que (não) foi feito até então. Falta conhecimento geral, a formação à verniz fragiliza o profissional-cidadão enquanto detentor de conhecimento técnico com a capacidade para interagir. E na esteira desse argumento, pouco importa se o aluno vem do público ou privado. Ele não vem bem e, após a colação de grau, adentra ao mercado seletivo e se encaixa para sobreviver, nem sempre com a melhor qualidade para brindar seus clientes que pagam e não levam.
O Enade constata, ainda que parcialmente, uma “superioridade esmagadora” do ensino público porque mais de 70% das instituições que tiveram notas insuficientes para aprovação “pertencem ao setor privado”. Enquanto “quase 60% das que conseguiram pontuação máxima são federais e cerca de 25% delas são estaduais”.
Algumas escolas protestaram porque o MEC veiculou os resultados. Ora, o Ministro Tarso Genro fez muito bem. Através da divulgação os pais se informam, os líderes se abastecem de números para discutir a educação que custa caro e não aceita improvisação ou priorização de uma conta bancária deste ou daquele sr. ou sra. de uma casta inatingível que acredita não dever satisfação a ninguém.
A comunidade tem o direito de ser informada sobre todos os detalhes, numa transparência total. Pois, a escola é forja da democracia e da formação cidadã de sua clientela.
Mas, existe tantos pressupostos, tantos preconceitos e tanto “segredo empresarial” que o JA tem enviado e-mail, citado em notícia, mas, nenhuma escola particular de Araraquara teve a coragem de falar sobre número de alunos e o custo da mensalidade. Não dá para entender…ou dá?