Dia Nacional e Mundial da Psoríase – doença afeta 3% da população

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Foto: Internet

Há vários tipos de psoríase, médico alerta para riscos da automedicação

A psoríase é uma doença de pele crônica não contagiosa que atinge cerca de 3% da população mundial com sintomas cíclicos que aparecem e desaparecem frequentemente. Por suas características inflamatórias na pele, ela é muitas vezes confundida com outros tipos de patologias dermatológicas. A desinformação intensifica o preconceito e favorece o isolamento social das pessoas que possuem psoríase. Por isso, em 2016 a Sociedade Brasileira de Dermatologia deu início a um movimento de conscientização que se mobiliza anualmente durante todo o mês de outubro pela Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase. E o dia 29 de outubro é o Dia Nacional e Mundial da Psoríase.
Segundo o médico dermatologista Weber Coelho, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a psoríase pode apresentar vários sintomas diferentes: manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas; pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós lesões; pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento; coceira, queimação e dor; unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões puntiformes; inchaço e rigidez nas articulações. “Esses sintomas podem variar conforme o paciente e o tipo de psoríase”, explica.
Há vários tipos de psoríase: psoríase em placas ou vulgar, psoríase ungueal, psoríase do couro cabeludo, psoríase gutata, psoríase invertida, psoríase pustulosa, psoríase eritrodérmica, e psoríase artropática.
Há vários tipos de tratamentos que para cada caso e gravidade. “Um exemplo é a psoríase ungeal, que provoca o crescimento anormal das unhas, além de lesões e escamas em todo seu comprimento e até se deformem. Neste caso, é possível tratar com esmaltes ou vitaminas, mas o importante é alertar que autodiagnóstico, automedicação e uso de receitas caseiras podem agravar os casos e exigir tratamentos mais complexos ou invasivos”, explica o médico.
O dermatologista Weber Coelho, mestre em Dermatologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, alerta que a causa principal da psoríase ainda é desconhecida. “A genética pode ser um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da psoríase. De 30% a 40% dos pacientes têm algum familiar de primeiro grau com a doença. Mas sabemos que algumas situações podem favorecer o surgimento e agravamento da psoríase, como o estresse, baixas temperaturas, obesidade, infecções, uso de medicamentos e consumos de álcool e tabagismo”, alerta.
Mesmo sendo uma doença crônica, ainda é possível se prevenir para diminuir sua progressão e produzir uma melhora significativa. Weber Coelho explica que manter uma rotina saudável é indispensável, assim como ficar sempre em alerta aos sinais. Ele diz que uma vez que a pessoa entenda suas circunstâncias, é possível fazer escolhas direcionadas ao enriquecimento da qualidade de vida. (Texto e Cia Comunicação – www.textocomunicacao.com.br)

 

 

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