Acabando 2020, tínhamos esperança de um 2021 melhor. Não foi. O país continuou (e aprofundou) recessão e desemprego. Vivemos o pior momento da pandemia de covid no primeiro semestre, com recordes sucessivos de mortos. No segundo semestre, o ano indicava alguma tranquilidade com adesão ampla à vacinação pelos brasileiros, mas a covid (nova variante) mesclada com gripe descontrolada assustam.

E 2022? Podemos ser minimamente otimistas.

Sim. Devemos, aliás. Porque essa esperança acaba sendo importante para nos levar adiante.

Mas não percamos de vista série de desafios. O primeiro deles: efetivo controle da pandemia, na perspectiva de que variante mais transmissível seja mais fraca (e, assim, aponte para fim da pandemia). O segundo: economia. O Brasil deve ter crescimento (mais uma vez) medíocre ano que vem, pois medidas restritivas impõem-se para tentar segurar a inflação que tanto cresce. Poderemos ter menos dinheiro que, por sua vez, valerá menos.

E tudo pode se complicar em função das eleições…

O país enfrentará fragilidade econômica com debate eleitoral possivelmente agressivo. Na discussão de direita, esquerda ou centro, os atores políticos deveriam mostrar respeito e apreço pelo debate de programas e ideias, deixando ataques pessoais em segundo plano. Ao menos, isso seria ideal. Ou, então, sofreremos com aprofundamento da crise econômica, agora, abalada por maior instabilidade política.

Haverá, também, um teste de outra natureza ano que vem: civilidade. Em que famílias e amigos estarão, de novo, sujeitos à discórdia essencial. Será que teremos aprendido algo depois de 2018 e a série de discussões? Será?

Por enquanto, ficamos na esperança de dias melhores: torcemos firmemente por respeito, carinho, saúde e recuperação econômica das famílias. Um feliz ano novo a todos!

 

Imagem: foto do Parque Pinheirinho, espaço público que nos recebe com muito verde. Como nosso futuro deveria ser.

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