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Copom diz que aumentou o risco de elevar juro para conter inflação

JOÃO SANDRINI

O Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) vê maior a possibilidade de um novo aumento de juros nos próximos meses para conter a inflação.

Segundo a ata da última reunião do comitê divulgada hoje, no último mês cresceu o risco de que fatores que pressionam a inflação o obriguem a tomar uma “postura mais ativa com a política monetária”.

“Dois fatores fizeram com que esse risco sofresse alguma elevação. O primeiro é a alta dos preços do petróleo, na medida em que essa alta possa se tornar não só mais intensa como também mais persistente do que se antevia. (…) O segundo, que conta com alguma contribuição das próprias perspectivas para o preço do petróleo, é o movimento ainda incipiente de deterioração das expectativas d inflação para 2005”, diz a ata da reunião da semana passada, quando os diretores do BC decidiram, por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 16% ao ano.

Mas o Copom avisa que uma possível alta de juros ainda não está decidida: “O quadro não está consolidado em relação a um [petróleo] ou outro [expectativa de inflação de 2005] fator de exacerbação e o Copom precisará se manter atento a novos desenvolvimentos nessas duas frentes”.

Sempre que aumenta os juros, o Copom é fortemente criticado por empresários, sindicalistas e a classe política em geral por supostamente frear a atividade econômica e contribuir para o aumento do desemprego.

Na ata divulgada hoje, o Copom já se antecipa a essas críticas. “Mesmo que o cenário inflacionário venha a requerer um ajuste na taxa de juros básica, é importante reiterar que isso não acarretará prejuízos ao processo de crescimento sustentado da economia brasileira”, diz o comitê.

E continua: “É preservando seu compromisso com o combate aos efeitos de segunda ordem dos choques de oferta que possam se materializar e com a manutenção da necessária compatibilidade entre o ritmo de crescimento da demanda e da capacidade produtiva da economia que a política monetária dá sua contribuição fundamental ao crescimento sustentado”.

Por último, uma possível alta de juro, segundo o Copom, poderia ser benéfica até mesmo para os trabalhadores. “Manter a inflação em trajetória compatível com as metas é essencial para que se preservem os ganhos de renda real do trabalho, que viabilizam uma expansão persistente e cada vez mais equilibrada dos diversos segmentos da demanda doméstica e permitem que os benefícios do crescimento repercutam diretamente na qualidade de vida da população”, afirma a ata.

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