Como sair das situações estressantes?

Marilene Volpatti

Fatos que ameaçam destruir nossa autoconfiança, existem sempre. Mas há alguns que podem ser tirados de letra.

Na vida somos “brindados” com situações um tanto quanto desagradáveis que mexem com nosso equilíbrio emocional chegando a balançar a autoconfiança. Alguns exemplos, e como sair deles sem se machucar demasiadamente.

Quem, após o rompimento amoroso, não foi a um salão de beleza e pediu um corte radical no cabelo? E quantos já não se arrependeram dessa atitude? Pois bem, não se critique demais por isso. Você procurou a mudança num momento de queda na auto-estima, como se mudando por fora a dor desaparecesse num passo de mágica. As transformações de impacto precisam ser feitas quando a pessoa está bem consigo mesma, se sentindo linda, maravilhosa. Mas se o estrago está feito não saia procurando um outro cabeleireiro pensando que vai amenizar o problema. Só volte a fazê-lo quando sentir o mínimo de serenidade, pois, no dia seguinte talvez não achará o corte tão feio. Lembre-se: nada é definitivo. É só dar um tempo para o cabelo crescer e a ferida do coração cicatrizar.

Trabalho

Você dá tudo de sí para fazer um determinado trabalho, seu chefe lê e diz que está ótimo, mas refaz praticamente tudo. Você se sente um zero à esquerda.

Existe probabilidade do chefe ser inseguro ou tímido. Se for tímido, você deve perguntar: “Onde foi que errei, pois gostaria de fazer certo da próxima vez? Se for inseguro, constantemente estará fazendo correções. Chefe ocupa posição de poder, evite colocá-lo na defensiva ou forçar a reconhecer seus erros. Quem vai se dar mal é você. Papel de vítima também não resolve. Se o que ele exige abala a confiança que você tem em sua competência, preserve seu bem estar e comece a procurar um novo emprego. Como, hoje em dia, não está fácil, procure liberar sua raiva e ressentimento de modo adequado. Colocar no papel todas as frustrações do dia é um bom começo. Pense nisso e continue a confiar em você.

Brincadeiras indelicadas

Vez ou outra, o companheiro faz uma brincadeira sobre seu nariz. Você se acha nariguda e que ele não gosta mais de você. Besteira. Já se olhou no espelho? Talvez ele esteja com ciúmes. Mas, mesmo que você tenha nariz grande, a brincadeira é maldosa. Você conhecia esse lado do seu companheiro? Pois é…às vezes preferimos fugir da decepção de encarar os defeitos de quem amamos. Vai doer menos se achar feia por fora do que reconhecer que seu companheiro é horroroso por dentro.

Procure um defeito nele, careca, barrigudo, baixinho. No mesmo tom de brincadeira que ele fez com você, dê o troco. Da próxima vez irá pensar 100 vezes antes de criticá-la.

Basta de traição

Já não existe conta de quantas vezes seu parceiro teve um caso. Ele é ótimo companheiro, por isso você está sempre dando nova chance. Mas agora passou dos limites. Sente-se magoada e humilhada.

Todo mundo possui situações-limites para atingir a auto-estima. Se foram dadas todas as chances e o parceiro continua a ferir, a única saída é romper radicalmente. Imagine-se perdendo todo contato com ele, como desligando um aparelho elétrico da tomada. Para aliviar a mágoa e a raiva fale de seus sentimentos a alguém de sua inteira confiança. Escreva ou grave o que sente. E não se esqueça que o tempo é o melhor aliado e o sucesso, a maior vingança.

AUTO-ESTIMA

É um sentimento de valor, competência e amor-próprio que nos atribuímos. É a base para enfrentar quaisquer situações. Permeia as nossas atividades, inclusive relações afetivas e de negócios, a educação dos filhos… Paul Coleman, psiquiatra americano, diz: “Ter auto-estima não imuniza contra a ansiedade, a dor e a mágoa, mas ajuda a superar perdas e tragédias. Quem tem auto-estima não depende de aprovação alheia, conhece seus valores, admite suas imperfeições, dispõe-se a correr riscos e vê as agruras da vida como desafios; responsabiliza-se por seus sentimentos e ações; e sabe cuidar do seu semelhante sem prendê-lo”.

A auto estima se forma na primeira infância e é possível fortalecê-la na vida adulta com a ajuda de terapia.

Experiências bem sucedidas aumentam a auto-estima enquanto as fracassadas fazem o indivíduo recuar.

Quantas vezes nos pegamos remoendo respostas que poderiam ter sido dadas na hora e momento certo? O humor e a ironia são ótimos aliados para o contra-ataque. Deixe na ponta da língüa resposta tipo: “A última vez que te vi foi num pesadelo” ou “Você não se cansa de sua companhia?”.

Mas, nem sempre temos respostas de momento. O negócio, então, é fantasiar: o chefe problemático sendo nocauteado, o companheiro que magoou sendo carregado por um tornado, e coisas desse gênero.

O que não é direito é sentir-se derrotado diante das dificuldades da vida, que são responsáveis pelo desenvolvimento intelectual dos humanos.

Feliz daquele, que se conhece e tira de letra, as suas emoções no dia-a-dia.

Serviço

Consultoria: Drª Tereza P. Mendes – Psicoterapeuta Corporal – Fone:- 236-9225.

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