Comida de rua pode ser saudável, além de atraente

0
288
Foto: Freepik

Empreendedores e consumidores devem estar atentos a práticas de conservação, higiene e manipulação dos alimentos

Seja pela aparência e aroma chamativos ou devido à praticidade, quando a fome aperta, muitas pessoas recorrem à comida de rua, como lanches, churrasquinho, pastel, cachorro-quente, entre outras. Essas opções podem ser atrativas, acessíveis e práticas, pela possibilidade de aceitarem vale-refeição – quando os estabelecimentos estão de acordo com a vigilância sanitária e toda documentação em dia. Mas é importante ter muita atenção na conservação, na higiene e na manipulação desses alimentos para que a refeição não termine em problemas alimentares.

A venda de comida de rua é uma oportunidade de empreendimento em ruas, praias, parques e praças em todo o mundo. No entanto, é preciso que aqueles que desejam entrar nesse ramo estejam cientes das principais precauções de higiene necessárias para garantir a segurança da alimentação oferecida aos consumidores.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 600 milhões de pessoas adoecem e 420 mil morrem a cada ano em todo o mundo devido ao consumo de alimentos contaminados por bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas. Produtos como ovos, carnes, laticínios e água estão entre os mais suscetíveis à contaminação.

É essencial, portanto, estar ciente da necessidade de consumo de alimentos de boa procedência, pois isso garante diretamente a saúde dos clientes e, consequentemente, a credibilidade do negócio.

Como são oferecidos alimentos seguros e saudáveis?

Diversas são as cidades brasileiras que oferecem inúmeras opções de comida de rua, seja em barraquinhas, food trucks, entre outros formatos. De acordo com a prefeitura de São Paulo, por exemplo, as atividades mais solicitadas por ambulantes de serviços de alimentação e os produtos mais vendidos na comida de rua da cidade são, respectivamente, lanches, espetinhos, pastel, bolos e biscoitos e cachorro-quente.

Conforme o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), garantir a oferta de alimentos seguros e saudáveis requer cuidados específicos em relação ao transporte, manipulação e armazenamento dos alimentos, além da limpeza adequada dos utensílios e superfícies utilizados no preparo.

É crucial também que os responsáveis pela preparação dos alimentos mantenham a higiene pessoal em dia e garantam o descarte adequado dos resíduos alimentares. Isso porque pequenos hábitos podem fazer a diferença para evitar a contaminação e assegurar a qualidade dos produtos.

Por essa razão, é importante compreender os fatores que levam à contaminação de alimentos, bem como as consequências desse problema. Buscar capacitação em relação à manipulação de alimentos é fundamental para garantir a segurança e a saúde dos consumidores.

Clientes também devem ficar de olho

Já os clientes devem ficar atentos e seguir algumas dicas de segurança alimentar ao consumir comida de rua. Verificar se a pessoa que monta e serve o prato está higienizando as mãos e se é ela quem recebe o dinheiro é fundamental, pois as cédulas e moedas podem carregar vírus e bactérias.

Além disso, é recomendado observar as condições de limpeza do local e se há água suja parada nas proximidades da produção ou venda, bem como a presença de animais de estimação muito próximos. Caso a instalação não esteja em um local adequado, há risco de contaminação.

Contaminação é coisa séria

Considerada grave, a contaminação de alimentos compromete a saúde de muitas pessoas. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, mais de 250 doenças são transmitidas por comida infectada em todo o mundo. As principais causas são vírus, bactérias, parasitas e toxinas. A maior parte das vítimas dessas patologias são crianças e idosos, mais suscetíveis a sintomas como náusea, desidratação, dor abdominal, diarreia, febre e falta de apetite.

Boas práticas de segurança alimentar são determinantes para evitar esse tipo de risco. Além disso, é importante saber identificar as diferentes categorias de contaminação. A contaminação biológica, por exemplo, ocorre quando os alimentos são infectados por microrganismos. As fontes mais comuns são animais, humanos e insetos.

Já a contaminação química é considerada muito perigosa, pois é caracterizada pela exposição da comida a substâncias tóxicas, que podem matar. Entre as fontes de contaminação estão compostos químicos artificiais – aditivos não autorizados, inseticidas, metais pesados, entre outros – ou toxinas produzidas por microrganismos naturais. As instalações físicas ou o próprio ar também podem ser fontes de contaminação química.

Já a contaminação física ocorre quando um objeto estranho, como cabelo, unhas e pelos de ratos, entra em contato com os alimentos. Por fim, a contaminação cruzada é aquela em que agentes biológicos, físicos ou químicos infectam alimentos acidentalmente. É comum ocorrer com o uso de acessórios de cozinha ou mãos com higienização inadequada.

(Luiz Affonso Mehl – Analista de Link Building – expertamidia.com.br)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.