Patricia Reaney
Cientistas desenterraram os restos perfeitamente conservados de uma nova espécie de dinossauro com 130 milhões de anos, o que permite uma análise inédita de como essas criaturas pré-históricas dormiam.
O pequeno dinossauro bípede foi descoberto na China, com a cabeça embaixo do antebraço, em posição semelhante ao modo de dormir das aves modernas.
“Esse é o primeiro registro do comportamento adormecido nos dinossauros”, afirmou na quarta-feira Xing Xu, da Academia Chinesa de Ciências em Pequim.
“Nunca tínhamos tido qualquer outra informação sobre um dinossauro dormindo.”
Chamado Mei long, que quer dizer “dragão profundamente adormecido” em chinês, o dinossauro tinha cerca de 53 centímetros de comprimento — tamanho de uma ave grande. Outras características indicam sua origem ligada a aves.
“É um dos esqueletos mais completos que já vi. Temos quase todos os ossos no esqueleto”, contou Xu.
O esqueleto foi encontrado na Província de Liaoning, uma área rica em fósseis.
Devido a seu ótimo estado de preservação e à posição do esqueleto, Mei long provavelmente morreu de forma pacífica, mas repentina.
Ao contrário de outros dinossauros encontrados com o pescoço estendido para trás em uma clássica pose de morte, Mei long parecia estar dormindo quando morreu.
Xu e seu colega Mark Norell, do Museu Americano de História Natural, em Nova York, não têm certeza sobre o que matou o dinossauro.
Ele pode ter sido privado de oxigênio, pode ter sido enterrado por grossas camadas de cinzas vulcânicas ou ainda ter adormecido em uma caverna cujo teto desabou.
“O que se pode ver do esqueleto é que ele morreu rapidamente”, afirmou Xu, que publicou seu relato na revista Nature.