Cidades precisam se preparar para as mudanças climáticas

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Foto: Freepik

Planejamento ajuda a enfrentar situações extremas

O recente forte calor europeu e os longos períodos de estiagem no Brasil são alguns dos sinais inequívocos das mudanças climáticas no cotidiano das cidades. “As situações extremas têm provocado grandes impactos nos últimos anos e requer mais planejamento e ações das cidades para superar esses desafios”, alerta o engenheiro Ricardo Lazzari Mendes, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente).

Em outro período, fortes chuvas têm afetado diretamente a vida dos municípios, principalmente aqueles de regiões metropolitanas. “Nesses casos, é possível adotar algumas medidas que contribuam para reduzir os impactos dessas tragédias. Conceitos mais efetivos e de menores custos como a implantação de infraestrutura verde, SBNs (Soluções Baseadas na Natureza) e parques lineares, otimizam os piscinões e também ampliam a permeabilidade do solo”, explica Mendes.

Para o dirigente, as questões envolvendo as secas severas e períodos de chuva mais intensos requerem ações ainda mais urgentes e demandam uma política nacional sobre o assunto. O Brasil tem grande disponibilidade hídrica, porém de maneira irregular em todo o território. “Os impactos das crises hídricas brasileiras vão além dos problemas nacionais. Pela nossa posição de grande fornecedor de alimentos para o mundo, um longo período de estiagem pode acionar o sinal de alerta para as demandas alimentares do mundo”, destaca o presidente da Apecs.

Mendes afirma ainda que os municípios também podem investir mais em planejamento, ampliando as áreas verdes, bem como a implantação de soluções de drenagem como forma de reduzir os danos ambientais.

Segundo ele, para a preservação dos recursos hídricos deve-se também valorizar a aprovação do novo marco legal do saneamento, que completou dois anos em julho. “O aumento dos empreendimentos no setor de saneamento pode contribuir para a redução significativa de perdas de água nos sistemas de abastecimento dos municípios. Esse é um dos quesitos que as cidades deverão cumprir, entre outras metas, até 2033. Com isso, caminhamos para reduzir o desperdício de água aliviando a pressão sobre os recursos hídricos”, conclui Mendes. (Ex-Libris Comunicação Integrada – Edmir Nogueira – edmir@libris.com.br)

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