Cidadania alerta

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José Renato Nalini (*)

Cada época oferta a seus coetâneos os desafios postos no horizonte de quem peregrina pela existência. Não se passa impune pela vida. É importante que as pessoas tenham noção de que o mundo existiu durante milhões de anos, sem a nossa presença nele. Daqui a pouco, partiremos também e, com o passar dos dias, seremos completamente esquecidos.

Se podemos celebrar a inocorrência de guerras externas em nossos dias, embora muitos lamentem o recrudescimento da violência – cruenta e sob as outras mais diversas modalidades – não nos esqueçamos de que somos vítimas atuais e futuras das mutações climáticas.

A atividade humana comprometeu o ritmo natural da vida na Terra. Inquilinos infiéis, sacrificamos o verde, poluímos o ar, a terra e a água. Já estamos colhendo as consequências.

Se há quem diga que o ponto de inflexão já passou – não há mais condições de frear o rumo das coisas em direção à catástrofe – outros, mais otimistas, pensam que temos condições de mitigar os efeitos do aquecimento global.

O que se pode fazer individualmente? Primeiro, refletir. A enfermidade do planeta afeta todas as pessoas, inclusive eu mesmo. Segundo: como se chegou até aqui? Mediante desmatamento, desrespeito às demais espécies de vida – vegetal e animal irracional – e postura inteiramente anti-higiênica. Somos grandes produtores de resíduos sólidos.

A receita vem do diagnóstico. Plantar árvores. Não poluir. Reduzir o descarte. Aprender a reciclar. Mergulhar na economia circular. Tudo tem um ciclo de existência e não precisa acabar como lixo. O uso inteligente das coisas que nos servem já é um grande passo rumo à conversão da humanidade.

Os humanos devem repensar sua atitude de menoscabo e de insensibilidade em relação à natureza. Até porque, fazem parte dela. Quando a desrespeitam, estão abreviando a duração da experiência humana sobre o planeta.

Ainda é tempo de reverter o quadro que aparenta ser tétrico. Acordemos e recuperemos nossa condição de defensores do ambiente, do verde, da atmosfera e da água pura. Para bem de nós mesmos e de nossos descendentes.

(*) É Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário de Mudança Climática do Município de São Paulo.

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