Centro de Referência Afro recebe coordenadora do AfroVet

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Encontro teve o propósito de estabelecer parcerias e aproximar a universidade da população

Nesta quarta-feira (22), a coordenadora do Centro de Referência Afro Mestre Jorge, Alessandra Laurindo, recebeu a cofundadora e diretora geral do AfroVet Merielen Silva Albuquerque, aluna do 5º ano de medicina veterinária da Uniara. O encontro teve o propósito de estabelecer parcerias e aproximar a universidade da população por meio de ações práticas.

Merielen explicou que o AfroVet surgiu a partir da ausência de profissionais pretos em diversos eventos da medicina veterinária. A proposta é de dar maior visibilidade a esses profissionais, divulgando o trabalho, a experiência e a especialidade de cada um, servindo de inspiração para os graduandos.

O AfroVet é um coletivo de médicos(as) veterinários(as) e graduandos(as) pretos(as) de todo o Brasil, que foi fundado em agosto de 2020. Entre os fundadores ativos está o médico veterinário Augusto Renan Rocha. Eles realizam palestras e rodas de conversa de diversos temas, entre eles animais silvestres, grandes animais, pequenos animais e também sobre temáticas raciais e sociais.

A partir do AfroVet surgiram outros grupos, como a Liga Afrocêntrica de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária (LACAV), onde são realizadas reuniões todas as terças-feiras, às 20h, via Google Meet, com foco principal no desenvolvimento de graduandos para apresentações e discussão de casos com foco em cirurgia e anestesiologia.
   
O grupo, as palestras e eventos são abertos a todos os interessados, principalmente profissionais e graduandos pretos, que muitas vezes são invisibilizados dentro da área, e também para a comunidade que queira atendimento por um profissional preto. Para isso, basta entrar em contato que cada caso será analisado dentro das possibilidades.  

Algumas ações desenvolvidas pelo AfroVet:
1) Divulgar a história e o trabalho de veterinários(as) e graduandos(as) pretos(as) nas redes sociais;
2) Combater o racismo e dar suporte para os veterinários(as) e estudantes que foram vitimados;
3) Realização de duas edições do Simpósio Brasileiro Afrocentrado de Medicina Veterinária (SIMBA);
4) Realização de duas edições do Projeto Afromentor, projeto em que um ou mais graduandos(as) pretos(as) são orientados e acompanhados por um médico(a) veterinário(a) preto(a), de acordo com a área de atuação escolhida, a conhecer mais sobre a área, desenvolvendo conteúdo para as redes sociais e trabalhos científicos para eventos técnicos (congressos, simpósios) ou revistas especializadas;
5) Ligas Afrocêntricas nas Instituições de Ensino Superior que tem por objetivo o desenvolvimento de graduandos para apresentações e discussões de casos. Sendo a primeira delas a Liga Afrocêntrica de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária (LACAV);
6) Lives sobre a medicina veterinária, racismo, diversidade e outros temas;
7) Estabelecer parcerias com universidades, empresas e órgãos da medicina veterinária e com entidades e coletivos pretos/negros com o objetivo de fomentar as políticas afirmativas, antirracistas e também para incentivar e realizar o blackmoney;
8) Criação da ABMVEP – Associação Brasileira de Médicos Veterinários e Estudantes Pretos

Além do AfroVet, está em processo de criação a Associação Brasileira de Médicos Veterinários e Estudantes Pretos (ABMVEP), que irá trabalhar as mesmas pautas do AfroVet, porém com maior foco para as questões políticas e burocráticas dentro dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV e CRMVs, respectivamente), universidades, outras associações de classe e empresas do ramo da medicina veterinária, visando suscitar a importância da discussão das questões étnico-raciais nesses espaços com o objetivo de implementar políticas visando a equidade e o combate ao racismo.

Alessandra Laurindo destacou que o grupo é fruto de muita luta. “O fortalecimento dessa rede é consequência de batalhas incansáveis secular do movimento negro, sendo apresentado na prática, pois houve um tempo em que imaginar que existiriam grupos de médicos negros era algo muito hipotético ou utópico. Hoje vemos que em consonância com as ações afirmativas, as sementes germinaram e o resultado é maravilhoso e de muito orgulho, só confirmando que podemos sim, ocupar todos os espaços”, analisou.

Para fazer parte do AfroVet, basta entrar em contato pelo perfil no Instagram (@afrovet), pelo e-mail contatoafrovet@gmail.com, ou pelas contas do LinkedIn, Facebook, YouTube.

 
SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

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