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	<title>Saúde Archives - Jornal de Araraquara</title>
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	<title>Saúde Archives - Jornal de Araraquara</title>
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		<title>Conselho de Medicina regulamenta o uso do fenol, mas Anvisa mantém restrição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:44:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Claudia de Lucca Mano (*) A recente resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o uso do fenol reacendeu uma discussão que vai muito além da estética. O tema passou a ocupar espaço no debate público após a morte do empresário Henrique Chagas em 2024 durante a realização de um peeling de fenol em [&#8230;]</p>
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<p><em>Claudia de Lucca Mano (*)</em></p>



<p>A recente resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o uso do fenol reacendeu uma discussão que vai muito além da estética. O tema passou a ocupar espaço no debate público após a morte do empresário Henrique Chagas em 2024 durante a realização de um peeling de fenol em São Paulo. O episódio desencadeou forte reação social e levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibir o uso de fenol para procedimentos estéticos.</p>



<p>Agora, a nova norma do CFM estabelece critérios técnicos rigorosos para o emprego médico do fenol, incluindo exigência de ambiente adequado, monitorização do paciente, disponibilidade de equipamentos de emergência, sistemas de ventilação específicos e responsabilidade médica direta. Sob a ótica ética e profissional, o procedimento volta a ser reconhecido como admissível dentro de parâmetros técnicos delimitados.</p>



<p>O problema é que autorização da entidade médica não significa automaticamente autorização sanitária do produto utilizado. E é exatamente nessa aparente contradição que se encontra o centro do debate atual.</p>



<p>A Anvisa jamais proibiu completamente o uso da substância fenol. A própria agência reconhece a existência de medicamentos e dispositivos médicos regularmente autorizados contendo o ativo em suas formulações. A restrição editada em 2024 teve foco específico em produtos à base de fenol destinados a procedimentos de saúde ou estéticos, especialmente aqueles empregados em peelings profundos sem produtos regularmente registrados para essa finalidade.</p>



<p>Durante décadas, muitos peelings de fenol realizados no país foram preparados em farmácias de manipulação, dentro do modelo magistral tradicional brasileiro. Esse modelo, entretanto, sempre conviveu com uma peculiaridade regulatória: diferentemente dos medicamentos produzidos industrialmente, as formulações manipuladas não precisam de registro na Anvisa.</p>



<p>Na prática, criou-se uma espécie de zona intermediária. Diversas substâncias passaram anos sendo utilizadas regularmente na prática médica, amparadas por experiência clínica acumulada e pelo próprio ato médico, mas sem necessariamente terem percorrido uma rota regulatória equivalente àquela exigida para produtos industrializados registrados.</p>



<p>O caso do fenol apenas tornou visível uma fragilidade que já existia.</p>



<p>A reação da Anvisa após o episódio envolvendo Henrique Chagas não surgiu apenas por causa da substância em si, mas pelo conjunto de fatores que cercaram o procedimento: questionamentos sobre qualificação profissional, banalização comercial, riscos assistenciais e insuficiência de controles sobre procedimentos potencialmente perigosos.</p>



<p>Sob esse aspecto, o episódio expõe um debate maior sobre a própria evolução do modelo regulatório sanitário brasileiro.</p>



<p>Nos últimos anos, observa-se um movimento crescente em direção a exigências mais rigorosas de rastreabilidade, padronização e comprovação científica, sobretudo em procedimentos ligados ao mercado estético, setor marcado por expansão acelerada e forte apelo comercial. O antigo argumento do &#8220;uso consolidado&#8221; parece cada vez menos suficiente para responder às demandas atuais de segurança regulatória.</p>



<p>De um lado, entidades médicas sustentam que a experiência clínica acumulada e a tradição terapêutica justificam a manutenção do uso do fenol em condições estritamente controladas. De outro, a autoridade sanitária defende que o tempo de utilização não substitui mecanismos formais de validação e controle.</p>



<p>O resultado é um cenário peculiar: o médico pode estar autorizado a realizar determinado procedimento, mas ainda permanecerem dúvidas relevantes sobre a situação regulatória dos produtos necessários para executá-lo.</p>



<p>A nova resolução do CFM não encerra essa controvérsia. Ao contrário, inaugura uma etapa ainda mais delicada, marcada pela coexistência entre autorização ética para a prática médica e restrições sanitárias sobre produtos e cadeias de fornecimento.</p>



<p>Mais do que uma discussão sobre peeling químico, o caso do fenol tornou-se símbolo de uma questão contemporânea mais ampla: até onde vai a autonomia médica e em que momento o Estado, por razões sanitárias, pode ampliar seu poder de controle sobre procedimentos e substâncias de maior risco.</p>



<p>A resposta para essa pergunta provavelmente definirá não apenas o futuro do fenol, mas também o desenho regulatório de inúmeras tecnologias e tratamentos médicos que surgirão nos próximos anos.</p>



<p><em>(*) É advogada e consultora empresarial atuando desde 1999 na área de vigilância sanitária e assuntos regulatórios</em></p>
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		<title> H.Olhos registra aumento de 23,7% nos atendimentos relacionados ao ceratocone</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/h-olhos-registra-aumento-de-237-nos-atendimentos-relacionados-ao-ceratocone/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:29:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alta observada nos primeiros meses do ano reforça alerta do Junho Violeta para diagnóstico precoce e acompanhamento oftalmológico; condição afeta principalmente adolescentes e adultos jovens Alterações visuais nem sempre chamam atenção logo no início. Visão embaçada, imagens distorcidas e mudanças frequentes no grau dos óculos costumam ser associadas ao cansaço ou a problemas refrativos comuns, [&#8230;]</p>
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<p><em>Alta observada nos primeiros meses do ano reforça alerta do Junho Violeta para diagnóstico precoce e acompanhamento oftalmológico; condição afeta principalmente adolescentes e adultos jovens</em></p>



<p>Alterações visuais nem sempre chamam atenção logo no início. Visão embaçada, imagens distorcidas e mudanças frequentes no grau dos óculos costumam ser associadas ao cansaço ou a problemas refrativos comuns, adiando a procura por avaliação especializada. </p>



<p>Em levantamento para as ações do Junho Violeta, campanha de conscientização sobre o ceratocone, o H.Olhos registrou aumento de 23,7% nos atendimentos relacionados à condição &#8211; considerando o período de janeiro a abril de 2026, em comparação com os mesmos meses do ano anterior -, cenário que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento oftalmológico regular. </p>



<p>O ceratocone é uma alteração progressiva que afeta a córnea, estrutura transparente localizada na parte frontal do olho e fundamental para a formação das imagens. Ao longo da evolução, esse tecido sofre afinamento e mudança de curvatura, assumindo formato irregular que compromete a qualidade visual. Estima-se que cerca de 150 mil brasileiros desenvolvam a doença todos os anos, com identificação mais frequente entre os 10 e os 25 anos de idade, faixa etária em que o acompanhamento oftalmológico merece atenção redobrada. </p>



<p>O Dr. Klaus Anton Tyrrasch, oftalmologista especialista em Córnea e Doenças Externas Oculares do H.Olhos, explica que um dos principais desafios está justamente na evolução silenciosa do quadro. &#8220;Nas fases iniciais, muitos pacientes interpretam os sintomas apenas como alteração do grau ou necessidade de trocar os óculos, sem perceber que existe uma mudança estrutural acontecendo na córnea. Essa demora pode favorecer a progressão e ampliar o impacto na visão&#8221;, afirma. </p>



<p>Entre os sinais mais comuns estão visão borrada, distorção das imagens, dificuldade para enxergar à noite, sensibilidade à luz e oscilações frequentes na correção visual. Segundo o especialista, a investigação oftalmológica deve ser considerada sempre que houver piora persistente da qualidade da visão. &#8220;Nem todos apresentam sintomas intensos no começo, e alguns mantêm boa acuidade visual mesmo com alterações iniciais. Por isso, a avaliação detalhada é indispensável para identificar precocemente o problema e acompanhar sua evolução&#8221;, destaca. </p>



<p>Outro fator importante envolve o hábito de coçar a região ocular, especialmente entre pessoas com alergias oculares. &#8220;Esfregar os olhos com frequência está associado à progressão da doença, pois esse movimento pode alterar a resistência da córnea e favorecer mudanças em sua curvatura ao longo do tempo&#8221;, explica o Dr. Klaus Anton Tyrrasch. </p>



<p>A confirmação diagnóstica ocorre por meio da consulta oftalmológica associada a exames específicos, como topografia e tomografia corneana, capazes de mapear a superfície ocular e detectar alterações ainda discretas. Essas ferramentas permitem definir o estágio apresentado e direcionar a conduta de forma individualizada. </p>



<p>&#8220;O tratamento varia conforme a progressão e pode incluir óculos, lentes de contato especiais e procedimentos destinados à estabilização da córnea&#8221;, esclarece o médico do H.Olhos. Entre as opções está o crosslinking corneano, técnica minimamente invasiva indicada para fortalecer o tecido e reduzir o risco de avanço do quadro. Em situações mais avançadas, outras abordagens cirúrgicas podem ser necessárias, incluindo implante de anel intracorneano e transplante de córnea. </p>



<p>Embora ainda represente uma das principais indicações de transplante de córnea entre pacientes jovens, o acesso ampliado à informação e a identificação precoce têm contribuído para melhores perspectivas visuais e maior possibilidade de controle da doença. </p>



<p>&#8220;A principal mensagem do Junho Violeta é que alterações visuais persistentes não devem ser ignoradas. O acompanhamento oftalmológico regular e a investigação precoce aumentam significativamente as chances de preservar a visão e ampliar as possibilidades terapêuticas&#8221;, finaliza o Dr. Klaus Anton Tyrrasch, oftalmologista especialista em Córnea e Doenças Externas Oculares do H.Olhos.</p>



<p><em>(Gabriel Santos da Silva &#8211; Target)</em></p>



<p>Imagem de Magnific</p>



<p></p>
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		<title>Endometriose afeta milhões de mulheres e pode dificultar a gravidez</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/endometriose-afeta-milhoes-de-mulheres-e-pode-dificultar-a-gravidez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:21:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doença silenciosa ainda é subdiagnosticada e exige atenção para preservar a fertilidade A endometriose, condição em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo — o que representa mais de 190 milhões de pessoas, segundo estimativas de organizações de saúde. No Brasil, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Doença silenciosa ainda é subdiagnosticada e exige atenção para preservar a fertilidade</em></p>



<p>A endometriose, condição em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo — o que representa mais de 190 milhões de pessoas, segundo estimativas de organizações de saúde. No Brasil, a realidade não é diferente, e um dos principais desafios está no diagnóstico tardio, que pode levar anos para acontecer.</p>



<p>Além da dor intensa no abdome e dos impactos na qualidade de vida, a doença também está diretamente ligada à dificuldade para engravidar. Estima-se que entre 30% e 50% das mulheres com endometriose enfrentem algum grau de infertilidade. Isso ocorre porque a condição pode causar inflamações, aderências e alterações nos órgãos reprodutivos, dificultando a fecundação.</p>



<p>Embora a dor pélvica seja o sinal mais característico, a endometriose pode se manifestar de diversas formas frequentemente subestimadas. Entre os sintomas destacam-se alguns como: dor durante a relação sexual; dor pélvica crônica que persiste fora do período menstrual, dor em membros inferiores, mais comum na perda esquerda, alterações do hábito intestinal ou urinário durante o ciclo e fadiga crônica acentuada.</p>



<p>A médica ginecologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Nataly Campos, pontua que é importante ressaltar que a intensidade da dor não é, necessariamente, proporcional ao estágio da doença.</p>



<p>“Pequenas lesões de endometriose podem causar dores incapacitantes a depender da localização na pelve e abdome, enquanto lesões mais extensas podem, em casos raros, serem assintomáticas”, comenta a médica.</p>



<p>A Dra. destaca que o diagnóstico tardio é um dos maiores obstáculos para o tratamento.</p>



<p>“Muitas mulheres normalizam cólicas intensas e acabam demorando para buscar ajuda. Quando a endometriose é identificada, em vários casos já está em estágio avançado, o que pode reduzir as chances de uma gestação espontânea”, alerta a Dra. Nataly.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p>Apesar dos desafios, de acordo com a médica, o acompanhamento médico é fundamental para preservar a fertilidade e definir o melhor tratamento.</p>



<p>“O controle clínico inicial, geralmente, envolve o uso de terapias hormonais, como anticoncepcionais orais combinados, progestagênios, DIUs hormonais ou análogos do GnRH, que visam suspender a menstruação e reduzir a atividade inflamatória da endometriose”, comenta a Dra. Nataly.</p>



<p>Já em quadros com dor severa ou quando há comprometimento de órgãos adjacentes (como intestino ou bexiga), o tratamento cirúrgico, preferencialmente por via laparoscópica minimamente invasiva é indicado para a remoção completa das lesões, o que chamamos de cirurgia em bloco, e restauração da anatomia pélvica.</p>



<p>“Para mulheres que desejam gestar e enfrentam infertilidade, técnicas de reprodução assistida como a fertilização in vitro (FIV), tornam-se aliados estratégicos, especialmente após a otimização do ambiente pélvico pelo tratamento clínico ou cirúrgico”, complementa a Dra. Nataly, médica ginecologista.&nbsp;</p>



<p>A Dra. ressalta ainda que cada caso deve ser avaliado de forma individual. “Existem opções que vão desde o controle clínico até procedimentos cirúrgicos e técnicas de reprodução assistida, que podem aumentar significativamente as chances de gravidez e melhorar a qualidade de vida da mulher”, pontua a médica ginecologista.&nbsp;</p>



<p>Para ela, o avanço da informação e o acesso a um diagnóstico adequado são apontados como aliados importantes na redução dos impactos da doença.</p>



<p>“Identificar os sintomas precocemente pode fazer a diferença não apenas na qualidade de vida, mas também na realização do desejo de se tornar mãe”, finaliza a Dra. Nataly, ginecologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco.</p>



<p><strong>Sobre a Afya</strong></p>



<p>A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo &#8220;Valor Inovação&#8221; (2023) como a mais inovadora do Brasil e &#8220;Valor 1000&#8221; (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio &#8220;Executivo de Valor&#8221; (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa &#8220;Liderança com ImPacto&#8221;, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 &#8211; Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.</p>



<p><em>(Assessoria de Imprensa | Afya Centro Universitário de Pato Branco)</em></p>
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		<item>
		<title>Suplementação é coisa séria</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/suplementacao-e-coisa-seria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:17:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Principal entidade do setor, Brasnutri desmistifica informações errôneas sobre o whey protein e a creatina Com respaldo científico, especialistas em nutrição esportiva ou nutrologia reforçam que os suplementos não são atalhos, mas ferramentas nutricionais que podem apoiar a saúde muscular, na força, recuperação e na qualidade de vida quando bem indicados. Por muito tempo, suplementos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Principal entidade do setor, Brasnutri desmistifica informações errôneas sobre o whey protein e a creatina</em><br><br>Com respaldo científico, especialistas em nutrição esportiva ou nutrologia reforçam que os suplementos não são atalhos, mas ferramentas nutricionais que podem apoiar a saúde muscular, na força, recuperação e na qualidade de vida quando bem indicados.<br><br>Por muito tempo, suplementos como o whey protein e a creatina foram cercados por dúvidas, mitos e informações distorcidas. Embora ainda exista confusão sobre o tema, a literatura científica tem mostrado que esses produtos, quando utilizados com orientação profissional e dentro de uma rotina equilibrada, podem exercer papel importante, não apenas para atletas, mas também para pessoas que buscam saúde, manutenção da massa muscular, envelhecimento saudável e melhor recuperação física.<br><br>O whey protein é uma proteína extraída do soro do leite, com alto valor biológico e boa concentração de aminoácidos essenciais. Sua principal função é auxiliar no aporte proteico diário, especialmente quando a alimentação não consegue suprir as necessidades individuais. <br><br>Estudos da International Society of Sports Nutrition apontam que a ingestão adequada de proteínas contribui para manutenção e ganho de massa muscular, recuperação após exercícios e equilíbrio da composição corporal. <br><br>Já a creatina é uma substância naturalmente produzida pelo organismo e também encontrada em alimentos como carnes e peixes. Sua suplementação é uma das mais estudadas do mundo e está relacionada à melhora de força, potência, desempenho em exercícios de alta intensidade e preservação da massa muscular. A International Society of Sports Nutrition considera a creatina monohidratada segura e eficaz quando utilizada dentro das recomendações adequadas por indivíduos saudáveis. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Para quem pode ser indicado</h2>



<p>O uso de whey protein e creatina pode ser indicado para pessoas fisicamente ativas, atletas, praticantes de musculação, idosos, indivíduos com baixa ingestão proteica, pessoas em processo de recuperação muscular e aqueles que buscam preservar massa magra. Em adolescentes, especialmente acima dos 16 anos, a recomendação deve ser ainda mais criteriosa, sempre com acompanhamento de médico ou nutricionista, considerando rotina alimentar, fase de crescimento, prática esportiva e necessidade real de suplementação.<br><br>É importante destacar que os suplementos não substituem uma alimentação equilibrada, o sono adequado, as atividades físicas e o acompanhamento profissional. Eles devem ser vistos como complemento, e não como solução isolada.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O mito que ainda cerca os suplementos</h2>



<p>Um dos principais desafios ainda é combater o mito de que o whey protein e a creatina sejam produtos associados a práticas inadequadas ou perigosas. Na realidade, eles pertencem à categoria de suplementos nutricionais e não têm relação com substâncias hormonais ou recursos proibidos. <br><br>Para a Brasnutri, entidade que representa o setor de suplementos alimentares no Brasil, a informação qualificada é essencial para que o consumidor entenda a diferença entre suplementação responsável e uso indiscriminado de produtos sem orientação.<br><br>Em textos publicados, a  entidade defende que existe, ainda muita desinformação em torno dos suplementos alimentares. O whey protein e a creatina são produtos amplamente estudados e podem ter papel importante na saúde e na performance quando usados de forma correta, com orientação profissional e dentro de uma rotina equilibrada. O caminho é substituir o mito por informação científica. <br><br>A discussão sobre suplementos continua relevante justamente porque envolve saúde, consumo consciente e informação segura. <br><br>Em um cenário em que conteúdos impróprios sobre nutrição circulam rapidamente nas redes sociais, o papel de especialistas, entidades do setor e imprensa é fundamental para orientar a população com base em evidências, responsabilidade e clareza.</p>



<p><em>(Contato Comunicação &amp; Marketing)</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Hábito comum, risco iminente: automedicação pode agravar doenças e levar à intoxicação </title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/habito-comum-risco-iminente-automedicacao-pode-agravar-doencas-e-levar-a-intoxicacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:12:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prática adotada por 89% dos brasileiros está associada a reações adversas e atraso no diagnóstico de doenças, alerta médico da Hapvida O uso de medicamentos sem orientação profissional é uma prática comum no país. Um levantamento do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) aponta que 89% dos brasileiros recorrem à automedicação. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Prática adotada por 89% dos brasileiros está associada a reações adversas e atraso no diagnóstico de doenças, alerta médico da Hapvida</em></p>



<p>O uso de medicamentos sem orientação profissional é uma prática comum no país. Um<a href="https://ddec1-0-en-ctp.trendmicro.com/wis/clicktime/v1/query?url=https%3a%2f%2fictq.com.br%2ffarmacia%2dclinica%2f3202%2daproximadamente%2d90%2ddos%2dbrasileiros%2drealiza%2dautomedicacao%2datesta%2dictq&amp;umid=af4ae5b0-3ece-4347-9f3b-3e174b881616&amp;rct=1776693327&amp;auth=584b882a5be7be85929faf167fac34e6b2dbe368-4fd2d08bdd52c680bca5f96a7170da0c55a2f737" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> levantamento</u></a> do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) aponta que 89% dos brasileiros recorrem à automedicação. Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) indicam mais de 30 mil internações por intoxicação medicamentosa por ano no Brasil, além de milhares de óbitos associados a essa prática.</p>



<p>Segundo a<a href="https://ddec1-0-en-ctp.trendmicro.com/wis/clicktime/v1/query?url=https%3a%2f%2fwww.gov.br%2fanvisa%2fpt%2dbr%2fassuntos%2fnoticias%2danvisa%2f2023%2fhoje%2de%2ddia%2dnacional%2ddo%2duso%2dracional%2dde%2dmedicamentos&amp;umid=af4ae5b0-3ece-4347-9f3b-3e174b881616&amp;rct=1776693327&amp;auth=584b882a5be7be85929faf167fac34e6b2dbe368-48cc3974820d160e140bec98ee659ebece9e8709" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Agência Nacional de Vigilância Sanitária</u></a> (Anvisa), a automedicação é caracterizada pelo uso de fármacos para tratar sintomas sem avaliação de um profissional habilitado &#8211; o que inclui indicações de conhecidos ou baseadas em experiências anteriores. Esse cenário preocupa especialistas, sobretudo pelos riscos envolvidos. A<a href="https://ddec1-0-en-ctp.trendmicro.com/wis/clicktime/v1/query?url=https%3a%2f%2fbvsms.saude.gov.br%2f05%2d5%2ddia%2dnacional%2ddo%2duso%2dracional%2dde%2dmedicamentos%2f&amp;umid=af4ae5b0-3ece-4347-9f3b-3e174b881616&amp;rct=1776693327&amp;auth=584b882a5be7be85929faf167fac34e6b2dbe368-82b5aacf24c092fa0db12e2f19e5b403ee82d7b7" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Biblioteca Virtual em Saúde</u></a>, do Ministério da Saúde, reforça que o uso indiscriminado pode provocar desde reações adversas até quadros mais graves, como dependência e morte.</p>



<p>De acordo com o médico Marcello Nannetti, da Hapvida, o hábito é frequente na prática clínica e pode comprometer a identificação precoce de doenças e a condução adequada do tratamento.</p>



<p>&#8220;Os casos mais frequentes envolvem dores de cabeça, quadros gripais, resfriados, dor epigástrica, febre e dores musculares. Também são comuns situações de uso de antibióticos e anti-inflamatórios sem prescrição. Muitos pacientes procuram atendimento após utilizarem medicações por conta própria, o que pode atrasar o diagnóstico correto&#8221;, explica o profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Prática pode mascarar doenças</strong></h2>



<p>O médico alerta que, mesmo em situações aparentemente simples, como dor de cabeça ou sintomas gripais, o uso indiscriminado de medicamentos pode mascarar condições mais graves, incluindo infecções e outros diagnósticos diferenciais. &#8220;Além disso, medicações comuns podem causar reações alérgicas ou interagir com outros fármacos em uso, trazendo riscos adicionais&#8221;, ressalta.</p>



<p>Dentre os principais perigos, estão reações alérgicas, intoxicações por uso inadequado e interações medicamentosas. &#8220;Dependendo da substância e da dose, pode haver prejuízo ao fígado e aos rins. Em muitos casos, isso leva a complicações evitáveis e até a internações&#8221;, afirma.</p>



<p>Nannetti também destaca que a busca por informações na internet pode ser arriscada, já que o paciente se baseia em conteúdos genéricos, sem considerar histórico clínico, alergias ou tratamentos em curso. &#8220;Isso pode levar a escolhas inadequadas e retardar a busca por atendimento quando necessário&#8221;, alerta.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Orientações</strong></h2>



<p>Para orientar a população sobre quando procurar avaliação profissional, o clínico geral destaca sinais de alerta que não devem ser ignorados:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8211; febre persistente;</li>



<li>&#8211; dor intensa no peito;</li>



<li>&#8211; dor de cabeça contínua;</li>



<li>&#8211; falta de ar;</li>



<li>&#8211; vômitos repetidos;</li>



<li>&#8211; sintomas que não melhoram em poucos dias.</li>
</ul>



<p>Nessas situações, a recomendação é buscar atendimento médico para investigação adequada e evitar o uso de medicamentos por conta própria. &#8220;Manter consultas e check-ups em dia também é essencial para prevenir a automedicação, além de permitir diagnóstico precoce e acompanhamento adequado&#8221;, conclui Nannetti.</p>



<p><em>(Phábrica de Ideias &#8211; Assessoria de Comunicação)</em></p>



<p>Crédito: banco de imagens/Magnific</p>
<p>The post <a href="https://jornaldeararaquara.com.br/habito-comum-risco-iminente-automedicacao-pode-agravar-doencas-e-levar-a-intoxicacao/">Hábito comum, risco iminente: automedicação pode agravar doenças e levar à intoxicação </a> appeared first on <a href="https://jornaldeararaquara.com.br">Jornal de Araraquara</a>.</p>
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		<item>
		<title>Distúrbios de aprendizagem é tema de campanha promovida pela SPSP  </title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/disturbios-de-aprendizagem-e-tema-de-campanha-promovida-pela-spsp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A campanha &#8220;Junho Púrpura – Distúrbios de aprendizagem: conhecer, perceber, enfrentar&#8221;, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo e organizada pelo&#160;Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP, tem por objetivo auxiliar os pediatras a identificar os distúrbios de aprendizagem nas crianças e adolescentes, bem como levar informações pertinentes sobre o tema aos [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1920" height="530" src="https://jornaldeararaquara.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image.png" alt="" class="wp-image-102550"/></figure>



<p>A campanha &#8220;Junho Púrpura – Distúrbios de aprendizagem: conhecer, perceber, enfrentar&#8221;, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo e organizada pelo&nbsp;<em>Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP</em>, tem por objetivo auxiliar os pediatras a identificar os distúrbios de aprendizagem nas crianças e adolescentes, bem como levar informações pertinentes sobre o tema aos pais e responsáveis, escolas, professores e demais profissionais que atuam com a faixa etária pediátrica.</p>



<p>Segundo Mariana Facchini Granato, presidente &nbsp;do Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP e coordenadora da campanha&nbsp;&#8220;Junho Púrpura – Distúrbios de aprendizagem: conhecer, perceber, enfrentar&#8221;,&nbsp; é cada vez mais frequente nos consultórios pediátricos os pais trazerem queixa de dificuldades relacionadas ao desempenho escolar de seus filhos. No entanto, quando se trata de dificuldade escolar, ela diz que é fundamental que se faça uma distinção entre os conceitos de dificuldade de aprendizado e de transtorno de aprendizado.</p>



<p>&#8220;O transtorno de aprendizado&nbsp;se refere a uma afecção de natureza neurobiológica, relacionada a uma inabilidade específica, como por exemplo para a leitura (dislexia) ou escrita (disgrafia)&#8221;, explica a pediatra. Por outro lado, ela esclarece que o conceito de dificuldade&nbsp;de aprendizado abrange um grupo heterogêneo de problemas que podem alterar a capacidade da criança aprender, independentemente de suas condições neurológicas. &#8220;O primeiro ponto importante é definir se a criança/adolescente realmente apresenta uma dificuldade de aprendizado ou se existe uma cobrança desproporcional por parte dos pais acerca do seu desempenho&#8221;, questiona.</p>



<p>Para a médica, se de fato for observada uma dificuldade de aprendizado, o pediatra deve levar em conta, na investigação do quadro, vários fatores, como escolares, socioambientais, emocionais e orgânicos.&nbsp;Claudio Barsanti,&nbsp;coordenador das Campanhas da SPSP, afirma que é preciso estar muito atento para situações nas quais a criança ou o adolescente apresentam sinais, como alterações de percepção, escuta, visão, entre outras, para que,&nbsp;assim, todos os envolvidos – famílias, cuidadores, educadores e profissionais de saúde – possam se unir e evitar complicações subsequentes para o futuro destes indivíduos.</p>



<p>Na opinião do pediatra, é preciso haver uma maior conscientização por parte dos familiares responsáveis e profissionais da educação e da saúde a respeito dos distúrbios de aprendizagem, que afetam inúmeras crianças e adolescentes. Ele ressalta que o diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto mais cedo é feito o encaminhamento adequado e realizadas as intervenções necessárias, melhores são os resultados do tratamento. &#8220;Lembrando, também, que uma ação multidisciplinar&nbsp;e multiprofissional&nbsp;é crucial na tentativa de corrigir o problema, para que não haja um déficit ainda maior no aprendizado&#8221;, recomenda.</p>



<p>Mariana cita como exemplos de diagnósticos que podem se manifestar com dificuldade de aprendizado o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e também o Transtorno do Espectro Autista (TEA). &#8220;Dificilmente o diagnóstico de TEA será efetuado apenas com base em dificuldade escolar, porém indivíduos que estão no espectro podem apresentar dificuldades acadêmicas&#8221;, avalia, salientando que, além disso, transtornos de humor – ansiedade e depressão -, cada vez mais frequentes na população pediátrica, também podem se manifestar com queda do rendimento acadêmico.</p>



<p>Por fim, um aspecto muito importante a ser avaliado, segundo a especialista, é o sono, tanto no que diz respeito à qualidade como à quantidade, muitas vezes atreladas ao uso excessivo de telas. &#8220;Cabe, portanto, ao pediatra da criança ou adolescente a função de avaliar seus possíveis comprometimentos para que, junto aos pais e à escola, possam traçar o melhor caminho de ajuda a eles&#8221;, conclui Mariana.</p>



<p><strong>Organização: Núcleo de Estudos de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP</strong></p>



<p><em>(Flávia Lo Bello -Vérité Comunicação &#8211; Assessoria de Imprensa SPSP)</em></p>



<p></p>
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		<title>Outono e inverno começam com alta de doenças respiratórias e maior risco para crianças</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/outono-e-inverno-comecam-com-alta-de-doencas-respiratorias-e-maior-risco-para-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:06:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Médicos alertam para a rápida evolução dos quadros respiratórios infantis e dão orientações para reduzir riscos A chegada do outono e do inverno costuma ser acompanhada pelo aumento dos casos de doenças respiratórias. Neste ano, porém, o avanço dessas infecções começou antes do esperado. Dados divulgados em abril pelo boletim InfoGripe, da Fiocruz, já apontavam [&#8230;]</p>
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<p><em>Médicos alertam para a rápida evolução dos quadros respiratórios infantis e dão orientações para reduzir riscos</em></p>



<p>A chegada do outono e do inverno costuma ser acompanhada pelo aumento dos casos de doenças respiratórias. Neste ano, porém, o avanço dessas infecções começou antes do esperado. Dados divulgados em abril pelo boletim InfoGripe, da Fiocruz, já apontavam crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país ainda nos primeiros meses de 2026. Entre os grupos mais vulneráveis estão as crianças, que tendem a sofrer mais com a circulação intensa de vírus respiratórios nesse período.</p>



<p>Segundo a Dra. Isabela Pires, médica e professora da pós-graduação em Pediatria da <a href="https://click.knewin360.com/Click/click/eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9.eyJjYW1wYWlnbklkIjoiNmI1ZGQwZTYtMmFjNi00YTJmLTIyNTItMDhkZWJiM2M5OTE1IiwicGVyc29uSWQiOiI3ZDk1N2Q2ZS00YWY1LTQ1MDctOGQ3Ni03ZGMyOGRhZmZjNjMiLCJlbWFpbCI6InJlZGFjYW9Aam9ybmFsZGVhcmFyYXF1YXJhLmNvbS5iciIsInVybCI6Imh0dHBzOi8vd3d3LmFmeWEuY29tLmJyLz91dG1fc291cmNlPWNoYXRncHQuY29tIiwiaXNTZWdtZW50YXRpb24iOiJUcnVlIiwibmJmIjoxNzgwNDgyNDkwLCJleHAiOjE3ODMwNzQ0OTAsImlhdCI6MTc4MDQ4MjQ5MH0.tWNLwrxntnBzOKWo5tJ9iUCQeUsSupOqT9Iwq1c_-Es" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Afya Brasília</a>, isso acontece porque as crianças ainda possuem o sistema imunológico em desenvolvimento e, ao mesmo tempo, estão mais expostas em ambientes como escolas e creches. &#8220;Por estarem em contato com outras crianças por períodos maiores que quatro horas no mesmo ambiente e com menor circulação de ar nas salas durante o frio, as crianças acabam tendo uma sensibilidade maior aos vírus, principalmente aquelas com imunidade mais baixa&#8221;, explica.</p>



<p>A especialista alerta que sintomas aparentemente leves também merecem atenção, já que podem evoluir rapidamente nas crianças. &#8220;Coriza, tosse leve e cansaço podem passar de um quadro leve para moderado em questão de 12 a 24 horas, podendo sair de um tratamento domiciliar para a necessidade de internação e monitoramento hospitalar&#8221;, afirma. A médica destaca que sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, sonolência excessiva e recusa alimentar exigem avaliação médica imediata, principalmente em crianças menores ou com histórico de alergias e doenças respiratórias.</p>



<p>O Dr. Alexandre Martins, médico e professor de otorrinolaringologia na&nbsp; Afya Centro Universitário Itaperuna, destaca que o clima frio e seco cria condições ainda mais favoráveis para a circulação dos vírus respiratórios. &#8220;No frio e na baixa umidade, os vírus sobrevivem mais tempo no ar e se espalham com mais facilidade. As partículas virais permanecem suspensas por mais tempo, aumentando o risco de transmissão, principalmente entre as crianças&#8221;, afirma.</p>



<p>Segundo o especialista, o ressecamento das vias respiratórias também reduz as defesas naturais do organismo. &#8220;O ar frio e seco resseca a mucosa do nariz e da garganta, que funciona como a primeira barreira de defesa do corpo. Com essa proteção reduzida, os vírus entram com mais facilidade. Em ambientes fechados e mal ventilados, o risco é ainda maior&#8221;, complementa..</p>



<p>O otorrinolaringologista acrescenta que hábitos simples dentro de casa podem fazer diferença na redução da transmissão. &#8220;Ventilar os ambientes, higienizar o nariz com soro fisiológico, evitar exposição ao cigarro e manter uma boa hidratação ajudam diretamente na saúde respiratória infantil&#8221;, orienta.</p>



<p>Além da atenção aos sintomas, os especialistas reforçam a importância da prevenção. Para a Dra. Isabela, manter a vacinação atualizada é uma das principais formas de proteção. &#8220;A prevenção envolve manter a vacinação em dia, tanto para doenças virais quanto bacterianas. As consultas regulares com o pediatra também são importantes para avaliar a necessidade de vitaminas ou outras medidas que possam ajudar na saúde da criança&#8221;, destaca.</p>



<p><strong>7 cuidados importantes com crianças no outono e inverno para prevenir doenças respiratórias, segundo especialistas</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Mantenha a vacinação em dia, especialmente a vacina contra a gripe, quando indicada.</li>



<li>Incentive a hidratação, oferecendo água ao longo do dia, mesmo sem a criança sentir sede.</li>



<li>Ensine e reforce a higiene das mãos, principalmente após brincar, tossir ou antes das refeições.</li>



<li>Ventile os ambientes diariamente, abrindo janelas mesmo nos dias frios, e evite locais fechados e sem circulação de ar.</li>



<li>Higienize o nariz com soro fisiológico para ajudar a proteger e limpar as vias respiratórias.</li>



<li>Cuide da alimentação, priorizando frutas, legumes e alimentos ricos em vitaminas para fortalecer a imunidade.</li>



<li>Fique atento a sinais de alerta, como febre alta persistente, chiado no peito, dor de ouvido, dificuldade para respirar, cansaço excessivo ou prostração, buscando avaliação médica rapidamente.</li>
</ol>



<p><strong>Sobre a Afya&nbsp;</strong></p>



<p>A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal <em>Valor Econômico</em>, incluindo &#8220;Valor Inovação&#8221; (2023) como a mais inovadora do Brasil e &#8220;Valor 1000&#8221; (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio &#8220;Executivo de Valor&#8221; (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa &#8220;Liderança com ImPacto&#8221;, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 &#8211; Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: <a href="https://click.knewin360.com/Click/click/eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9.eyJjYW1wYWlnbklkIjoiNmI1ZGQwZTYtMmFjNi00YTJmLTIyNTItMDhkZWJiM2M5OTE1IiwicGVyc29uSWQiOiI3ZDk1N2Q2ZS00YWY1LTQ1MDctOGQ3Ni03ZGMyOGRhZmZjNjMiLCJlbWFpbCI6InJlZGFjYW9Aam9ybmFsZGVhcmFyYXF1YXJhLmNvbS5iciIsInVybCI6Imh0dHA6Ly93d3cuYWZ5YS5jb20uYnIvIiwiaXNTZWdtZW50YXRpb24iOiJUcnVlIiwibmJmIjoxNzgwNDgyNDkwLCJleHAiOjE3ODMwNzQ0OTAsImlhdCI6MTc4MDQ4MjQ5MH0.F4zcYXdyV5DXCtfL2Lfo6D9YnwFGZMehkyjL1NwKtyk" rel="noreferrer noopener" target="_blank">www.afya.com.br</a> e <a href="https://click.knewin360.com/Click/click/eyJhbGciOiJIUzI1NiIsInR5cCI6IkpXVCJ9.eyJjYW1wYWlnbklkIjoiNmI1ZGQwZTYtMmFjNi00YTJmLTIyNTItMDhkZWJiM2M5OTE1IiwicGVyc29uSWQiOiI3ZDk1N2Q2ZS00YWY1LTQ1MDctOGQ3Ni03ZGMyOGRhZmZjNjMiLCJlbWFpbCI6InJlZGFjYW9Aam9ybmFsZGVhcmFyYXF1YXJhLmNvbS5iciIsInVybCI6Imh0dHA6Ly9pci5hZnlhLmNvbS5ici8iLCJpc1NlZ21lbnRhdGlvbiI6IlRydWUiLCJuYmYiOjE3ODA0ODI0OTAsImV4cCI6MTc4MzA3NDQ5MCwiaWF0IjoxNzgwNDgyNDkwfQ.j-b53PYdk1mUnG79mgoz746lw3lXBsx-tSL-G8GmjHc" rel="noreferrer noopener" target="_blank">ir.afya.com.br</a>.<strong>&nbsp;</strong></p>
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		<title>Santa Casa de Araraquara realiza a 3ª captação de órgãos de 2026</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/santa-casa-de-araraquara-realiza-a-3a-captacao-de-orgaos-de-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:57:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A instituição é credenciada para a realização deste tipo de procedimento e conta com comissão interna para executar as etapas legais, éticas e assistenciais que envolve todo o processo A Santa Casa de Misericórdia de Araraquara registrou, na noite do último sábado (30), a terceira captação de órgãos deste ano. Durante o procedimento, foram captados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>A instituição é credenciada para a realização deste tipo de procedimento e conta com comissão interna para executar as etapas legais, éticas e assistenciais que envolve todo o processo</em></p>



<p>A Santa Casa de Misericórdia de Araraquara registrou, na noite do último sábado (30), a terceira captação de órgãos deste ano. Durante o procedimento, foram captados os rins.</p>



<p>Credenciada para a realização desse tipo de intervenção, a instituição, conta com uma comissão interna responsável por coordenar todas as etapas legais, éticas e assistenciais envolvidas no processo. Após a confirmação de morte encefálica e a autorização da família, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) aciona a Organização de Procura de Órgãos (OPO), sediada em Ribeirão Preto, que orienta os protocolos e organiza a chegada das equipes especializadas.</p>



<p>Ao longo de todo o processo, os familiares do doador são informados sobre cada etapa da captação. A CIHDOTT atua desde a identificação de potenciais doadores até a abordagem das famílias e a organização dos procedimentos dentro do hospital, garantindo que todas as fases sejam conduzidas com rigor técnico, transparência e respeito.</p>



<p><em>(Santa Casa de Misericórdia de Araraquara)</em></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Saúde mental: o limite entre o bem-estar e a responsabilidade legal</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/saude-mental-o-limite-entre-o-bem-estar-e-a-responsabilidade-legal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:21:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Santoro (*) A saúde mental, historicamente relegada ao campo da subjetividade e do foro íntimo, atravessa hoje uma transição necessária para o cerne do ordenamento jurídico brasileiro. O que outrora era visto como uma benevolência institucional ou uma preocupação secundária na gestão de pessoas e políticas públicas, hoje se impõe como uma obrigação legal [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Ludmila Santoro (*)</em></p>



<p>A saúde mental, historicamente relegada ao campo da subjetividade e do foro íntimo, atravessa hoje uma transição necessária para o cerne do ordenamento jurídico brasileiro. O que outrora era visto como uma benevolência institucional ou uma preocupação secundária na gestão de pessoas e políticas públicas, hoje se impõe como uma obrigação legal inafastável, sustentada por um arcabouço normativo que exige das organizações e do Estado uma postura proativa, e não apenas reativa. A dignidade da pessoa humana, fundamento da nossa República, é o ponto de partida para compreendermos que o bem-estar psíquico não é um privilégio, mas uma extensão do direito à vida e à saúde, conforme preconizado pelo Artigo 196 da Constituição Federal. No entanto, a novidade reside na forma como o Direito contemporâneo passou a decodificar o sofrimento mental como um risco passível de prevenção e reparação.</p>



<p>Nesse cenário, a promulgação de legislações como a Lei 14.831/2024, que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, sinaliza que o legislador reconhece a urgência de uma mudança cultural. Não se trata apenas de cumprir protocolos formais ou de oferecer benefícios superficiais de bem-estar; a obrigação legal agora se manifesta no dever de cuidado e na mitigação de riscos psicossociais. O ambiente de trabalho, especificamente, tornou-se o epicentro dessa discussão, onde a negligência com a integridade emocional do colaborador pode configurar dano moral existencial ou doença ocupacional. O Judiciário tem sido cada vez mais rigoroso ao entender que o nexo causal entre a gestão organizacional e o transtorno mental é uma realidade técnica, e o descumprimento do dever de garantir um meio ambiente de trabalho saudável gera responsabilidades civis e administrativas severas.</p>



<p>Entretanto, a judicialização da saúde mental não deve ser vista como um fardo, mas como um convite à maturidade das relações sociais e laborais. Quando o Direito estabelece que a saúde mental é uma obrigação, ele está, na verdade, protegendo a sustentabilidade da própria sociedade. O custo da omissão é infinitamente superior ao investimento em prevenção: o absenteísmo, o presenteísmo e o colapso dos sistemas previdenciários são as consequências diretas de uma visão obsoleta que ignora a invisibilidade da dor psíquica. É imperativo que gestores e operadores do Direito compreendam que a conformidade legal (compliance) hoje passa, obrigatoriamente, pelo acolhimento do indivíduo em sua totalidade.</p>



<p>Portanto, elevar a saúde mental ao status de obrigação jurídica é um avanço civilizatório que retira o indivíduo do isolamento de sua patologia e o coloca sob o manto da proteção institucional. Não basta mais que as empresas e o Estado se digam preocupados; é preciso que existam mecanismos claros de governança, canais de escuta ativa e políticas de redução de estresse que sejam auditáveis e eficazes. A transição da empatia para a norma jurídica é o que garante que o cuidado não seja interrompido por crises econômicas ou mudanças de gestão. No final das contas, o cumprimento dessa obrigação legal é o que separa uma sociedade que apenas sobrevive de uma sociedade que efetivamente prospera com dignidade.</p>



<p><em>(*) É psicóloga, pós-graduada em Orientação Familiar e Psicoterapia Breve pelo Instituto Sedes Sapientiae, com 30 anos de experiência clínica. Sua trajetória integra uma profunda vivência em RH, onde atuou como docente e consultora. Especialista no atendimento a lideranças, Ludmila aplica sua vasta expertise no acompanhamento de executivos e empresários que buscam equilíbrio e desenvolvimento emocional.</em></p>



<p>Foto: Divulgação</p>



<p><em>(Vervi Assessoria)</em></p>
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		<title>Anemia aumenta em 66% o risco de demência em idosos, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 13:36:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialistas destacam que fadiga, confusão mental e dificuldade de concentração podem indicar comprometimento cognitivo associado à anemia.&#160; A perda de autonomia e o declínio cognitivo na terceira idade ganharam um novo e preocupante sinal de alerta vindo diretamente da corrente sanguínea. Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open revelou que idosos diagnosticados com [&#8230;]</p>
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<p><em>Especialistas destacam que fadiga, confusão mental e dificuldade de concentração podem indicar comprometimento cognitivo associado à anemia.&nbsp;</em></p>



<p>A perda de autonomia e o declínio cognitivo na terceira idade ganharam um novo e preocupante sinal de alerta vindo diretamente da corrente sanguínea. Um estudo publicado na revista científica <em>JAMA Network Open</em> revelou que idosos diagnosticados com anemia enfrentam uma probabilidade 66% maior de desenvolver quadros de demência em comparação com indivíduos que apresentam taxas saudáveis de hemoglobina. </p>



<p>A pesquisa, divulgada no mês passado, acompanhou 2.282 idosos sem demência ao longo de aproximadamente nove anos, utilizando dados do Swedish National Study on Aging and Care in Kungsholmen, na Suécia. Durante o período de observação, 15,9% dos participantes desenvolveram algum tipo de demência. Mesmo após ajustes para fatores como idade, sexo, escolaridade e doenças crônicas, os pesquisadores observaram que a associação entre anemia e comprometimento cognitivo permaneceu significativa.&nbsp;</p>



<p>O neurologista da Afya Educação Médica Belo Horizonte, Dr Philipe Marques da Cunha, explica que a anemia reduz a quantidade de hemoglobina no sangue, responsável por transportar oxigênio para os tecidos, inclusive o cérebro que depende intensamente de oxigênio para funcionar adequadamente.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Essa redução pode comprometer funções cognitivas como memória, atenção, raciocínio e velocidade de processamento. O cérebro é um órgão com alta demanda energética. Quando a anemia se torna persistente, ocorre uma diminuição contínua da oferta de oxigênio aos tecidos cerebrais, o que pode contribuir para alterações no funcionamento cerebral. Ao mesmo tempo, podem surgir lesões vasculares cerebrais e mecanismos relacionados ao envelhecimento cerebral que acabam sendo intensificados&#8221;.&nbsp;</p>



<p>De acordo com o especialista, outro ponto de destaque é que uma das anemias frequentemente associadas ao envelhecimento é a anemia por deficiência de vitamina B12, que exerce funções importantes no sistema nervoso e no funcionamento dos neurônios. Por isso, ao corrigir a deficiência de B12, além do controle da anemia, também pode haver melhora das funções neurológicas.</p>



<p>O estudo identificou que os idosos anêmicos também apresentaram níveis mais elevados de biomarcadores relacionados à degeneração cerebral, incluindo substâncias associadas à doença de Alzheimer e a danos neuronais. Dr Philipe Marques destaca que quando pensamos em anemia, alguns sinais e alterações neurológicas e cognitivas merecem atenção, principalmente em idosos.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Entre os principais sintomas estão fadiga, fraqueza, falhas de memória, dificuldade de concentração, cansaço excessivo e sonolência fora do habitual. Também podem ocorrer tontura, vertigem e sensação de desequilíbrio, especialmente ao ficar em pé ou em pacientes que permanecem constantemente tontos. Em casos mais intensos, podem surgir confusão mental e alterações de humor&#8221;, conclui o neurologista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Realidade brasileira e prevenção&nbsp;</strong></h2>



<p>Um levantamento publicado no final de 2025 no Brazilian Journal of Health Review mostrou que, entre 2014 e 2024, o Brasil registrou 136.110 internações por anemia ferropriva, mais comum na população. A faixa etária mais afetada foi a de idosos com 80 anos ou mais, responsável por 23.370 hospitalizações, o equivalente a 17,17% dos casos. Já a população com idade igual ou superior a 60 anos concentrou praticamente metade de todas as internações registradas no período, somando 66.723 casos, ou 49,02% do total.</p>



<p>A médica hematologista e professora da Afya Ipatinga, Dra Marita de Novais Costa Salles, informa que com o envelhecimento, ocorre uma perda progressiva de massa muscular, processo conhecido como sarcopenia, contribuindo para o aumento da anemia em idosos.</p>



<p>&#8220;Além disso, muitos idosos apresentam alterações na dentição, o que pode dificultar a alimentação, especialmente o consumo de carnes, uma importante fonte de ferro. Essa limitação alimentar contribui para o aumento dos casos de anemia ferropriva. Outro fator importante é o uso frequente de medicamentos, como AAS (Ácido Acetilsalicílico) e anticoagulantes, que podem aumentar o risco de sangramentos e favorecer o desenvolvimento de anemia&#8221;.</p>



<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia continua sendo um dos problemas de saúde pública mais comuns no mundo, afetando cerca de 30% da população global. A hematologista ressalta que existem outros tipos de anemia comuns nessa faixa etária, como mielodisplasia e mieloma múltiplo, e destaca o papel da prevenção.</p>



<p>&#8220;Manter uma alimentação rica em proteínas e verduras ajuda a garantir um bom aporte de ferro e vitamina B12. Também é importante realizar exames de rotina e manter acompanhamento médico regular, para identificar precocemente qualquer alteração. Outro ponto essencial é a prática de exercícios físicos, principalmente exercícios de força, como musculação e pilates, que ajudam na formação e manutenção da massa muscular. Portanto, os principais pilares da prevenção são alimentação saudável, acompanhamento médico regular e atividade física&#8221;, conclui a médica.</p>



<p><em>(Matheus Garcia &#8211; Assessor de imprensa regional)</em></p>



<p>Foto: Freepik</p>
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