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	<title>Cotidiano Archives - Jornal de Araraquara</title>
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	<title>Cotidiano Archives - Jornal de Araraquara</title>
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		<title>Leitura na infância aprimora capacidades cognitivas e molda mentes mais brilhantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luigi Polezze]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 18:07:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hábito de ler para os pequenos não só enriquece o vocabulário, mas também melhora a concentração, o desempenho escolar e a capacidade de lidar com emoções, aponta especialista da UniCesumar De acordo com levantamento de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a taxa de analfabetismo no país, embora em queda, [&#8230;]</p>
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<p><em>Hábito de ler para os pequenos não só enriquece o vocabulário, mas também melhora a concentração, o desempenho escolar e a capacidade de lidar com emoções, aponta especialista da UniCesumar</em></p>



<p>De acordo com levantamento de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a taxa de analfabetismo no país, embora em queda, ainda atinge 5,4% da população de 15 anos ou mais, representando milhões de brasileiros. Este cenário reforça a urgência de políticas e práticas que incentivem a leitura desde a primeira infância, atuando na raiz do problema e garantindo que as crianças cheguem à escola com uma base sólida para a aprendizagem.</p>



<p>Em um mundo onde as telas disputam a atenção desde os primeiros meses de vida, um hábito antigo se reafirma como uma base mais forte para o desenvolvimento infantil: a leitura. Muito antes de decifrar as primeiras letras, a criança que ouve histórias já está treinando seu cérebro para pensar, sentir e se comunicar. Esta prática, longe de ser apenas entretenimento, é um investimento direto no desenvolvimento cognitivo, social e na saúde mental dos pequenos, além de fortalecer os laços familiares.</p>



<p>A prática da leitura compartilhada ativa simultaneamente diversas áreas do cérebro infantil, relacionadas à linguagem, memória, imaginação e emoções. &#8220;O hábito durante a infância é um dos estímulos mais completos, pois integra dimensões cognitivas, linguísticas, emocionais e sociais de forma simultânea. Cada momento de leitura contribui para o fortalecimento das conexões neurais, ampliando o repertório linguístico e favorecendo o desenvolvimento do pensamento simbólico, que é a base essencial para a alfabetização&#8221;, afirma Aline Santos, professora do curso de Pedagogia EAD da UniCesumar.</p>



<p>Diferente de assistir a um filme em família, a leitura conjunta promove uma conexão ativa e afetuosa já que o contato físico, o diálogo sobre a história e a atenção mútua criam memórias afetivas e fortalecem o vínculo de confiança entre pais e filhos. &#8220;A leitura conjunta vai além do ato de ler: ela é um encontro. Um momento em que o adulto se faz presente, disponível e conectado com a criança, e é essa qualidade de presença que torna o vínculo mais forte&#8221;, conclui Aline.</p>



<p><strong>Benefícios em longo prazo</strong></p>



<p>Os benefícios se desdobram em múltiplas frentes. Em uma era de estímulos rápidos, a leitura funciona como um verdadeiro ‘treinamento cognitivo’, que ensina a criança a manter o foco e a atenção de forma sustentada. Ao acompanhar uma narrativa com começo, meio e fim, ela exercita a concentração, a escuta ativa e a capacidade de organizar pensamentos, habilidades cruciais para o desempenho escolar em todas as disciplinas, da matemática às ciências.</p>



<p>&#8220;Formar um leitor é também investir na saúde mental da criança. As histórias funcionam como um ‘laboratório seguro’ para as emoções. Por meio dos personagens, a criança aprende a nomear e compreender sentimentos complexos como medo, raiva e alegria. Ao se identificar com os personagens, ela vivencia situações complexas sem estar exposta a riscos reais. Esse processo favorece o autoconhecimento e ensina que é possível dialogar ou encontrar soluções em vez de reagir impulsivamente&#8221;, explica Santos.</p>



<p></p>
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		<title>Abril Marrom: especialista do CEJAM responde às principais dúvidas sobre a perda de visão na terceira idade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luigi Polezze]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São Paulo, abril de 2026&#160;– O diagnóstico precoce de doenças oculares é um dos principais aliados na prevenção da cegueira e da baixa visão e pode evitar até 80% dos casos de deficiência visual, segundo a Organização Mundial da Saúde. O alerta ganha destaque no Abril Marrom, mês dedicado à conscientização dessas condições.&#160; A campanha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>São Paulo, abril de 2026</strong>&nbsp;– O diagnóstico precoce de doenças oculares é um dos principais aliados na prevenção da cegueira e da baixa visão e pode evitar até 80% dos casos de deficiência visual, segundo a Organização Mundial da Saúde. O alerta ganha destaque no Abril Marrom, mês dedicado à conscientização dessas condições.&nbsp;</p>



<p>A campanha reforça a importância do acompanhamento oftalmológico regular, já que muitas doenças evoluem de forma silenciosa, causando danos irreversíveis quando descobertas tardiamente. Embora o tema envolva todas as faixas etárias, o cuidado deve ser redobrado entre a população idosa, uma vez que o avanço da idade aumenta o risco de problemas que afetam a capacidade visual e comprometem a autonomia e a qualidade de vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para esclarecer o tema, o oftalmologista Dr. Luiz G. Caprio, do AME Carapicuíba, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, responde às principais dúvidas sobre o tema:&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>A perda de visão faz parte do envelhecimento ou sempre indica doença?</strong>&nbsp;</p>



<p>Algumas alterações são esperadas com o envelhecimento, como a presbiopia, que é a dificuldade para enxergar de perto causada pela perda de flexibilidade do cristalino.&nbsp;</p>



<p>No entanto, qualquer mudança deve ser avaliada por um profissional. Sintomas como perda progressiva da visão, piora em apenas um dos olhos, presença de manchas no campo visual ou redução da percepção periférica não são normais e costumam indicar doenças que exigem diagnóstico e tratamento.&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Quais são as principais causas de cegueira e baixa visão em idosos?</strong>&nbsp;</p>



<p>As principais causas são catarata, degeneração macular relacionada à idade (DMRI), glaucoma e erros refrativos não corrigidos. Entre elas, a catarata é a mais comum e ocorre quando o cristalino perde a transparência, provocando visão embaçada e maior sensibilidade à luz. Já o glaucoma afeta o nervo óptico, o que leva à perda gradual da visão periférica, muitas vezes de forma silenciosa.&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Quais fatores aumentam o risco de perda de visão na velhice?</strong>&nbsp;</p>



<p>A idade avançada é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças oculares, especialmente quando associada a hábitos e condições de vida que impactam diretamente a saúde dos olhos. Fatores como tabagismo, consumo de álcool, exposição excessiva à luz ultravioleta, alimentação inadequada e obesidade estão associados a um maior risco de alterações na visão. Além disso, histórico familiar e o uso prolongado de medicamentos, como corticosteroides, também estão relacionados a esses riscos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;</p>



<p><strong>Como diabetes e hipertensão afetam a visão?</strong>&nbsp;</p>



<p>O diabetes pode causar retinopatia diabética, condição em que os vasos sanguíneos da retina são danificados, podendo levar a vazamentos, formação de vasos anormais e perda progressiva da visão. A hipertensão também afeta os vasos da retina, provocando alterações na circulação ocular. Quando não controladas, ambas levam a complicações.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Quais sinais de alerta não devem ser ignorados?</strong>&nbsp;</p>



<p>Alguns sintomas exigem avaliação imediata, como perda súbita de visão, flashes de luz, aparecimento repentino de “moscas volantes”, dor ocular intensa e sensação de sombra ou “cortina” no campo visual. Esses sinais podem indicar quadros graves, como descolamento de retina ou glaucoma agudo, que também oferecem o risco da&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; perda permanente da visão se não tratados rapidamente.&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Com que frequência o idoso deve ir ao oftalmologista?</strong>&nbsp;</p>



<p>A recomendação é que pessoas com 65 anos ou mais realizem exames oftalmológicos completos a cada 1 ou 2 anos. Para pacientes com doenças crônicas, como diabetes, ou com fatores de risco, o acompanhamento deve ser mais frequente, conforme orientação médica.&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Como a baixa visão afeta a autonomia do idoso no dia a dia?</strong>&nbsp;</p>



<p>A baixa visão compromete atividades básicas, como se vestir, se alimentar e se locomover, além de dificultar tarefas mais complexas, como administrar medicamentos e finanças. Também pode aumentar o risco de quedas e favorecer o isolamento social.&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Qual o principal alerta para idosos e familiares?</strong>&nbsp;</p>



<p>Muitas doenças oculares são silenciosas e evoluem lentamente. Quando os sintomas aparecem, a complicação pode estar avançada. Por isso, não é recomendado esperar sinais para procurar atendimento. O acompanhamento regular é fundamental para o diagnóstico precoce e a prevenção da cegueira.&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Programa Acompanhante de Idosos e o cuidado com a saúde ocular</strong>&nbsp;</p>



<p>O cuidado com a visão está diretamente ligado à manutenção da autonomia e da qualidade de vida. Nesse contexto, o CEJAM gerencia o Programa Acompanhante de Idosos (PAI), uma iniciativa da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social.&nbsp;</p>



<p>Nas UBSs Vera Cruz, Jardim Maracá e Jardim Comercial, administradas pelo CEJAM em São Paulo, o programa oferece assistência domiciliar personalizada, com apoio às atividades diárias e acompanhamento em consultas e exames. O PAI também contribui para o diagnóstico precoce ao identificar possíveis sinais e sintomas, além de auxiliar aqueles que já apresentam alguma limitação visual.&nbsp;</p>



<p>Com foco na prevenção de quedas e em estímulos cognitivos e motores, atua na manutenção da independência e da capacidade funcional dos idosos. A iniciativa reforça o compromisso do CEJAM com a promoção da saúde e a redução de agravos, especialmente entre populações mais vulneráveis.&nbsp;<br>&nbsp;</p>
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		<title>Versatilidade na cozinha: descubra oito tipos de raladores e saiba qual escolher para cada tipo de preparo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luigi Polezze]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 17:33:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jéssica Benazzi, nutricionista do Divino Fogão, apresenta dicas de como usar o utensílio e agregar textura e sabor às receitas São Paulo (SP), abril de 2026:&#160;Um dos utensílios indispensáveis na cozinha, o ralador é versátil e contribui com as receitas agregando texturas e praticidade ao dia a dia. Para quem está montando a cozinha da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Jéssica Benazzi, nutricionista do Divino Fogão, apresenta dicas de como usar o utensílio e agregar textura e sabor às receitas</em></p>



<p><strong>São Paulo (SP), abril de 2026:&nbsp;</strong>Um dos utensílios indispensáveis na cozinha, o ralador é versátil e contribui com as receitas agregando texturas e praticidade ao dia a dia. Para quem está montando a cozinha da casa nova ou pensando em se aventurar no preparo de novos pratos,&nbsp;Jéssica Benazzi, nutricionista do Divino Fogão, compartilha dicas de como usar o utensílio e qual tipo de ralador se encaixa melhor em cada situação.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador quatro faces</strong></p>



<p>Um dos modelos mais versáteis para se ter na cozinha, o ralador quatro faces é uma ótima escolha na hora de montar o enxoval. Ele conta com quatro tipos de corte, fino, grosso, fatiador e zester,&nbsp;sendo este último indicado para quem deseja raspas finas, permitindo diferentes texturas em um único utensílio. Ideal para ralar queijos, cenoura, batata e chocolate, trazendo praticidade e agilidade ao preparo das receitas.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador Julienne</strong></p>



<p>Muito comum no preparo de saladas orientais, o ralador julienne transforma os legumes no formato &#8220;espaguete&#8221;, com tiras finas e compridas, sendo perfeito para a cenoura, abobrinha e nabo, garantindo um corte uniforme para a composição de diferentes pratos.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador Mandoline</strong></p>



<p>Ideal para o preparo de batatas chips, abobrinha e pepino, o ralador mandoline permite obter fatias finas e uniformes. Alguns modelos apresentam a opção de ajuste de espessura, que garante maior controle no corte e deixa as receitas mais padronizadas e com melhor apresentação.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador Zester</strong></p>



<p>Especializado para cortes mais delicados, o ralador zester é muito utilizado na confeitaria por produzir raspas finas de limão e laranja sem atingir a parte branca da casca, responsável pelo sabor amargo. Também é uma ótima opção para ralar ingredientes como gengibre e noz-moscada para agregar aroma e sabor aos preparos.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador Plano</strong></p>



<p>Compacto e fácil de guardar, o ralador plano é uma opção prática para o dia a dia. Alguns modelos oferecem até três funções, como ralar queijos e alimentos firmes, fatiar legumes e o zester para raspas de cítricos e especiarias. Perfeito para a finalização dos pratos, trazendo um toque especial às receitas.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador grosso</strong></p>



<p>Para cortes maiores e mais rústicos, o ralador grosso é perfeito para ingredientes como batata, cenoura e queijo que serão gratinados. Ele garante uma textura mais evidente no prato, trazendo mais consistência às receitas.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador elétrico</strong></p>



<p>Mais comum em cozinhas profissionais, o ralador elétrico realiza o processo de ralar, fatiar e cortar automaticamente os ingredientes, trazendo mais agilidade ao preparo. Ideal para grandes quantidades de alimentos de diferentes tipos, garantindo praticidade e padronização nos cortes.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Ralador Multifuncional</strong></p>



<p>Versátil e prático, o ralador Multifuncional conta com lâminas intercambiáveis, projetadas para ralar, fatiar, picar e triturar diversos alimentos. Neste caso, algumas opções já contam com o recipiente acoplado, ajudando a manter a cozinha mais organizada durante o preparo.<br>&nbsp;</p>



<p>&#8220;Alguns ingredientes demandam raladores específicos, como o coco ou a mandioca. Para o dia a dia, o mais tradicional é o de quatro faces. Já para quem busca praticidade, o mais indicado é o multifuncional&#8221;, destaca Jéssica Benazzi.<br>&nbsp;</p>



<p><strong>Sobre o Divino Fogão:  </strong>  </p>



<p>Desde 1984, o Divino Fogão lançou-se no mercado com uma estratégia inovadora, servindo o que há de mais saboroso e variado da comida típica da fazenda. Hoje, o Divino Fogão é nacionalmente reconhecido por seus produtos de excelente qualidade e com sabor genuinamente brasileiro. Receitas próprias e exclusivas foram desenvolvidas ao longo dos anos, procurando atender o gosto e o paladar brasileiro. A rede conta hoje com mais de 240 pontos de vendas.  </p>
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		<item>
		<title>Escudos de papel</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/escudos-de-papel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:40:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dimas Ramalho (*) Em 2026, a Lei Maria da Penha completa vinte anos imersa em uma contradição dilacerante. O Brasil que celebra a vigência de uma das legislações mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica, como reconheceu a ONU, é o mesmo país que, em 2025, registrou o recorde histórico de feminicídios. Ao [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Dimas Ramalho (*)</em></p>



<p>Em 2026, a Lei Maria da Penha completa vinte anos imersa em uma contradição dilacerante. O Brasil que celebra a vigência de uma das legislações mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica, como reconheceu a ONU, é o mesmo país que, em 2025, registrou o recorde histórico de feminicídios. Ao ritmo de quatro mulheres assassinadas por dia, a efeméride perde seu caráter festivo para se tornar um inventário de insuficiências. O paradoxo é brutal: nunca tivemos uma lei tão robusta, e nunca fomos tão letais para quem ela jurou proteger.</p>



<p>A trajetória da Lei 11.340/06 ao longo dessas duas décadas é marcada por uma hiperatividade legislativa que tenta, incessantemente, fechar as fendas por onde a barbárie insiste em escoar. Desde a sua sanção, a lei passou por quase 20 mudanças significativas. Foram ajustes que buscaram endurecer punições, facilitar o afastamento do agressor e tornar o rito judicial menos hostil. No entanto, essa metamorfose contínua do texto legal revela uma tentativa quase desesperada de remediar com tinta e papel uma realidade que se impõe pela violência.</p>



<p>O feminicídio no Brasil do século 21 não é um fenômeno metropolitano; ele é, em grande medida, um crime do isolamento. Os dados são reveladores: metade dos assassinatos de mulheres ocorre em cidades com até 100 mil habitantes, onde o Estado é, muitas vezes, falho e insuficiente. Nesses territórios, a rede de proteção é quase uma miragem; apenas 5% desses municípios contam com uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.</p>



<p>Sem o amparo de um atendimento humanizado e técnico, denunciar torna-se um ato de coragem solitária. A lei, nesse cenário, é uma promessa que não consegue cruzar as fronteiras do asfalto das capitais.</p>



<p>Esse cenário de abandono institucional é agravado pelo racismo estrutural que atravessa o sistema de justiça: 62% das vítimas de feminicídio no país são mulheres negras. Para elas, a vulnerabilidade é tripla, somando a opressão de gênero à precariedade econômica e ao preconceito de cor que, não raro, faz com que suas denúncias sejam ignoradas ou tratadas com menor urgência pelas autoridades.</p>



<p>O feminicídio é, finalmente, um crime de proximidade, metódico e íntimo. O dado de que oito em cada dez assassinatos foram cometidos por parceiros ou ex-companheiros expõe o lar não como um porto seguro, mas como o palco principal da violência contra a mulher. O agressor não é um monstro desconhecido que surge das sombras; é o homem com quem se compartilhou a mesa, os planos e, por vezes, a criação dos filhos.</p>



<p>Essa estatística revela que a violência de gênero no Brasil é alimentada por uma ideia de posse que resiste a duas décadas de repressão penal. O &#8220;amor&#8221; e o &#8220;cuidado&#8221; ainda são usados como ferramentas de controle que, ao serem questionados, transmutam-se em ódio letal. O aparato estatal brasileiro, contudo, ainda se mostra reativo, especializando-se em processar o desfecho trágico, mas demonstrando uma incapacidade crônica de intervir no processo de escalada do abuso.</p>



<p>A evidência mais cortante dessa falência preventiva reside no destino daquelas que acreditaram no Estado. É desolador constatar que, em 13% dos feminicídios, as vítimas possuíam uma medida protetiva de urgência no momento em que foram mortas. O dado é o atestado de que esse instrumento corre o risco de ser apenas um &#8216;escudo de papel&#8217;.</p>



<p>A mulher que obtém a ordem judicial de afastamento cumpre o que a sociedade e a lei esperavam dela: rompe o silêncio, busca o aparato legal e confia na força da justiça. No entanto, sem fiscalização, tal garantia torna-se uma barreira puramente simbólica contra um agressor armado com ódio e impunidade. A proteção que não se materializa em vigilância real é uma negligência assistida, que entrega à vítima uma falsa –e fatal– sensação de segurança.</p>



<p>Chegamos aos vinte anos da Lei Maria da Penha com o peso de uma geração que viu o texto legal avançar enquanto os cemitérios continuavam a receber corpos de mulheres que a lei jurou poupar. A celebração dessa data deve ser, portanto, um exercício de autocrítica nacional. Não carecemos de novas leis; carecemos de orçamento destinado à interiorização das redes de acolhimento, de políticas de autonomia financeira para que a mulher possa abandonar o teto do agressor e, fundamentalmente, de uma reforma cultural que desconstrua a masculinidade como exercício de poder.</p>



<p>A Lei Maria da Penha é um avanço fundamental, mas sua eficácia ainda esbarra em limitações estruturais que afetam, sobretudo, mulheres periféricas e negras. Para que as próximas décadas não repitam os atuais índices de violência, o Estado brasileiro deve decidir se o combate ao feminicídio é uma prioridade real ou apenas uma retórica para o cenário internacional.</p>



<p>Enquanto a medida protetiva for tratada como burocracia e a violência de gênero for tolerada culturalmente, a legislação permanecerá incompleta. A maturidade da lei será alcançada quando seu sucesso for medido pela preservação da vida, e não apenas pelo volume de registros criminais.</p>



<p><em>(*) É vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.</em></p>
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		<item>
		<title>Além dos números: O impacto estratégico do cuidado com as pessoas na sustentabilidade do lucro</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/alem-dos-numeros-o-impacto-estrategico-do-cuidado-com-as-pessoas-na-sustentabilidade-do-lucro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:20:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ludmila Santoro (*) No universo corporativo, a menção a uma Norma Regulamentadora costuma despertar, de imediato, uma associação com burocracia, fiscalização e, principalmente, custos de conformidade. No entanto, quando olhamos para a nova redação da NR-01 e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estamos diante de uma oportunidade de ouro para ressignificar a gestão de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Ludmila Santoro (*)</em></p>



<p>No universo corporativo, a menção a uma Norma Regulamentadora costuma despertar, de imediato, uma associação com burocracia, fiscalização e, principalmente, custos de conformidade. No entanto, quando olhamos para a nova redação da NR-01 e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estamos diante de uma oportunidade de ouro para ressignificar a gestão de pessoas. Para além do uso de EPIs físicos, a norma nos convoca a olhar para os riscos invisíveis: aqueles que afetam a saúde psíquica do trabalhador.</p>



<p>Essa mudança de perspectiva começa pela desconstrução da ideia de &#8220;gasto&#8221;. Implementar programas de saúde mental e mapear riscos psicossociais não é um dreno financeiro; é, na verdade, uma das estratégias mais eficazes de contenção de perdas. Quando uma organização ignora o bem-estar emocional, ela paga uma conta alta e silenciosa através do absenteísmo, das licenças médicas e das indenizações. Ao priorizar a NR-01 sob a ótica da psicologia organizacional, a empresa deixa de apagar incêndios e passa a construir uma cultura de prevenção que blinda o caixa e a reputação.</p>



<p>Todavia, o impacto positivo vai muito além da redução de custos diretos. Um ambiente de trabalho que cumpre a NR-01 com foco na saúde mental ataca a raiz de um dos maiores vilões da eficiência moderna: o “turnover”. Profissionais que se sentem psicologicamente seguros e amparados por processos claros de gestão de risco desenvolvem um senso de pertencimento que nenhuma bonificação financeira isolada consegue comprar. A retenção de talentos torna-se uma consequência natural de um ambiente onde a integridade psíquica é valorizada tanto quanto a integridade física.</p>



<p>Essa segurança psicológica atua como o lubrificante que melhora a engrenagem da integração entre equipes. Quando o colaborador percebe que a empresa se ocupa genuinamente com sua saúde — conforme preconiza a norma — a confiança interpessoal aumenta e o desempenho floresce. Equipes que não trabalham sob o peso do estresse crônico ou do medo são mais criativas, colaborativas e resilientes diante das pressões do mercado. A NR-01, portanto, funciona como a base de um ecossistema onde o alto desempenho é sustentável, e não fruto de um esgotamento temporário.</p>



<p>Em última análise, a implementação fiel da NR-01 deve ser vista como um selo de maturidade da gestão. Não se trata de preencher formulários para evitar multas, mas de compreender que a manutenção da saúde psíquica é o que mantém a empresa competitiva. Como psicóloga, vejo que o verdadeiro sentido da norma é humanizar os processos para potencializar os resultados. Afinal, empresas são feitas de pessoas, e mentes saudáveis são as únicas capazes de gerar lucros saudáveis e duradouros.</p>



<p>Diante de um mercado cada vez mais volátil, a urgência em construir equipes integradas e produtivas não permite mais que a saúde mental seja tratada como um anexo. A implementação estratégica da NR-01 é, em última análise, o antídoto contra o desperdício: ao mapear riscos psicossociais e organizar processos sob a ótica da segurança psíquica, eliminamos a desordem que gera sobreposição de tarefas e a exaustão que infla o pagamento de horas extras. O universo corporativo precisa entender que uma equipe sobrecarregada não é uma equipe produtiva; é uma equipe em risco. Investir na manutenção da saúde mental é garantir um fluxo de trabalho inteligente, onde a economia financeira surge como consequência direta de uma engrenagem humana que funciona em sua máxima potência, com equilíbrio e precisão.</p>



<p><em>(*) É psicóloga, pós-graduada em Orientação Familiar e Psicoterapia Breve pelo Instituto Sedes Sapientiae, com 30 anos de experiência clínica. </em></p>



<p>Foto: Divulgação</p>



<p></p>
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		<title>Academíadas</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/academiadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:05:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Renato Nalini (*) Digam o que disserem e as Academias ainda excitam aqueles que ainda não as integram e querem sentir o sabor da falaciosa imortalidade que elas garantem. Como dizia Lygia Fagundes Telles, a secundar Olavo Bilac: “Somos imortais porque não temos onde cair mortos…” Mas conviver numa Academia de Letras é um [&#8230;]</p>
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<p><em>José Renato Nalini (*)</em></p>



<p>Digam o que disserem e as Academias ainda excitam aqueles que ainda não as integram e querem sentir o sabor da falaciosa imortalidade que elas garantem. Como dizia Lygia Fagundes Telles, a secundar Olavo Bilac: “Somos imortais porque não temos onde cair mortos…”</p>



<p>Mas conviver numa Academia de Letras é um exercício antropológico excitante. Há todos os tipos. A única presença garantida é o ego superdimensionado. Todos se consideram muito especiais, singulares, o suprassumo da espécie racional.</p>



<p>No mais, há os bem-humorados, os generosos, os irritadiços, os pessimistas, os que enxergam conspiração em tudo, os que só enxergam defeitos nos outros. Principalmente nos confrades da própria Academia.</p>



<p>Isso é perene. Como dizia Humberto de Campos em seu “Diário Secreto”: na última sessão da Academia, “com Alberto de Oliveira a falar, em um discurso escrito, nas ‘estrelas de primeira grandeza do céu da nossa literatura’. Com Cláudio de Souza a apresentar uma proposta que assim começa: “Considerando que a Academia pode ser considerada…”; com Gustavo Barroso a citar todos os autores encontrados no catálogo da Livraria Hachette, para falar de um pobre rapaz de São Paulo; o de Adelmar Tavares a saudar Alberto de Oliveira com palavras líricas de batizado na roça” e a pedir para ele “um punhado de flores de nossas palmas”. Ele terminava dizendo sentir uma tristeza tão funda, que tinha a impressão de ser a mesma da morte de um amigo ou de um parente.</p>



<p>Nessa mesma tarde, ouviu de Roquete Pinto, que se assentava a seu lado, um conselho:</p>



<p>&#8211; “Nós precisamos fazer aqui uma liga contra a retórica”.</p>



<p>E ele enfrentava uma questão mais grave. Pensava se as Academias sobreviveriam a tanta mediocridade. Preocupação que não tinha razão de ser. A despeito de escolhas incríveis, inexplicáveis, verdadeiramente surreais, as Academias sobrevivem. São um refúgio para a discussão livre e apenas interessada em promover a cultura. Ainda bem que isso acontece!</p>



<p><em>(*) É Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.</em></p>
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		<title>O coração brincalhão</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/o-coracao-brincalhao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:56:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marco Antonio Spinelli (*) Eu já fiz dois vídeos no meu Instagram sobre um discurso do ator e comediante Jim Carrey na formatura da Universidade Maharishi, no estado americano de Iowa, que pode ser encontrada no YouTube. A formatura foi em 2014. Como nenhuma outra universidade conseguiu colocar essa figura em suas formaturas, esse é [&#8230;]</p>
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<p><em>Marco Antonio Spinelli (*)</em></p>



<p>Eu já fiz dois vídeos no meu Instagram sobre um discurso do ator e comediante Jim Carrey na formatura da Universidade Maharishi, no estado americano de Iowa, que pode ser encontrada no YouTube. A formatura foi em 2014.</p>



<p>Como nenhuma outra universidade conseguiu colocar essa figura em suas formaturas, esse é o único registro de Jim falando com uma turma de formandos. Esse discurso traz uma série de frases inesquecíveis, como: “O desejo de agradar vai te tornar invisível nesse mundo”, em que ele provavelmente alertava os formandos sobre a urgência de evitar tentar agradar a todos e encaixar a sua vida em projetos que não lhe façam sentido. A parte desse discurso que mais me tocou é a grande questão que ele levanta no seu encerramento: a sua vida pode ser guiada pelo amor ou pelo medo. Todo dia, fazemos, ou não, a escolha entre o medo e o amor. Ele termina seu discurso dizendo: “Entre o amor e o medo, escolha o amor, e não deixe que o medo sufoque seu coração brincalhão”.</p>



<p>Para a Psiquiatria, comediantes são um grupo de risco: apresentam mais quadros depressivos ou de uso problemático de drogas do que uma população de contadores, por exemplo. A figura arquetípica do palhaço que chora triste no camarim representa Isso: a tristeza profunda que habita a psique de muitos comediantes. O próprio Jim Carrey teve quadros depressivos bem severos e prolongados, que fez questão de comentar publicamente. Mas, durante um bom tempo de sua carreira, afirmava que o objetivo dos seus personagens era fazer as pessoas esquecerem as suas preocupações. Podemos afirmar que uma intenção em vários de seus trabalhos era cutucar o coração brincalhão adormecido em nossas correrias e rotinas.</p>



<p>Lamento dizer que, entre o medo e o amor, quem costuma ganhar é o medo, sem sombra de dúvida. O seu cérebro, caro leitor ou leitora do outro lado da tela, é uma máquina preditora do futuro, e que a prioridade dele não é a sua felicidade, mas sim a sua sobrevivência. Portanto, o medo é uma importante ferramenta evolutiva. Nosso cérebro emocional tem alguns milhões de anos a mais do que nosso cérebro racional. Quando alguém tem uma crise de pânico, seu cérebro racional te diz que não está acontecendo nada, enquanto o cérebro emocional corre para o Pronto Socorro e entra gritando que está morrendo no saguão.</p>



<p>Uma burrice frequente e coletiva é achar que se pode desenvolver sua coragem passando por cima do medo. Fingindo que ele não existe. Desde um cidadão chamado Sigmund Freud, hoje desprezado pela Psiquiatria, que sabemos que varrer os sentimentos negativos, como o medo, para debaixo do tapete da repressão costuma só fazer que ele volte com o triplo da força. E que ele vai se fazer ouvir. De um jeito, ou de outro.</p>



<p>Dito isso, devo dizer que tenho muita simpatia pela escolha de não deixar o medo sufocar nosso coração brincalhão. O brincar e a brincadeira são também instrumentos evolutivos muito importantes. A criança que não sabe, ou não consegue brincar, tem uma dificuldade importante em seu desenvolvimento cognitivo. Explorar o ambiente, com um ímpeto brincalhão, é uma condição para o crescimento.</p>



<p>A vida nos subtrai de nosso coração brincalhão, e, sem ele, ficamos entregues, o tempo todo, aos nossos medos. Quem tem a sua infância encerrada muito cedo por uma realidade violenta e de privação, fica sempre com uma espécie de tristeza e raiva estampados no rosto. A ausência da capacidade de brincar pode estar na origem de muitas pessoas que não conseguem ter empatia ou se colocar no lugar do outro.</p>



<p>Tem uma cena do filme “Patch Adams”, com o inesquecível Robin Williams (que teve sua vida ceifada pela depressão, que pena), em que o estudante Patch Adams descobre o poder curativo de um coração brincalhão. Numa cena inesquecível, ele entra no quarto do paciente mais agressivo, mais irascível da enfermaria. Esse paciente tinha um Câncer de Pâncreas caminhando para terminal. Suas explosões de ódio eram a manifestação de seu medo e desamparo. Patch Adams entra vestido de anjo e começa a anunciar “as próximas atrações: morrer, dar o último suspiro, abotoar o paletó”; o cara faz menção de chamar a enfermeira ou arremessar algo no palhaço. Mas, num clarão, decide entrar na brincadeira: “descer à última morada, fechar os olhos”, até que os dois explodem numa gargalhada. A gargalhada que é a mais importante de nossa vida, que é gargalhar diante da morte. Esse sim é um coração brincalhão. E que também, ouso dizer, é o Coração da Coragem.</p>



<p><em>(*) É médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação junguiana e autor do livro “Stress o coelho de Alice tem sempre muita pressa”</em></p>
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		<title>Educação inclusiva exige qualidade!</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/educacao-inclusiva-exige-qualidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:47:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>André Naves (*) Há um entendimento equivocado no debate educacional brasileiro: tratar a educação inclusiva como um gesto de boa vontade dirigido apenas às pessoas com deficiência. Não é isso. A escola inclusiva melhora a escola como um todo. Quando uma rede consegue acolher bem quem tem deficiência, ela aprende a ensinar melhor todas as [&#8230;]</p>
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<p><em>André Naves (*)</em></p>



<p>Há um entendimento equivocado no debate educacional brasileiro: tratar a educação inclusiva como um gesto de boa vontade dirigido apenas às pessoas com deficiência. Não é isso. A escola inclusiva melhora a escola como um todo.</p>



<p>Quando uma rede consegue acolher bem quem tem deficiência, ela aprende a ensinar melhor todas as crianças e adolescentes — porque passa a lidar com diferenças reais, ritmos distintos, necessidades diversas e o desafio central de toda educação: fazer cada aluno aprender!</p>



<p>Os dados e as evidências são amplamente favoráveis a esse entendimento.</p>



<p>A UNESCO, no Relatório Global de Monitoramento da Educação, afirma que a inclusão é condição para educação de qualidade e equidade, não um apêndice opcional. A OCDE, ao analisar os resultados da educação inclusiva, mostra que sistemas mais inclusivos tendem a produzir ambientes escolares mais adaptáveis, com melhores práticas pedagógicas, maior convivência entre diferentes perfis e efeitos positivos sobre participação e pertencimento.</p>



<p>Em outras palavras: a inclusão não reduz o nível da escola; ela eleva sua qualidade!</p>



<p>No Brasil, porém, o abismo entre o princípio e a realidade ainda é grande. O Censo Escolar do Inep mostra a expansão das matrículas da educação especial em classes comuns, mas também revela um problema estrutural: a infraestrutura e os apoios necessários ainda não acompanham, na mesma velocidade, o direito que a legislação já reconhece.</p>



<p>Há escolas com rampas inadequadas, banheiros inacessíveis, ausência de recursos de tecnologia assistiva, falta de profissionais de apoio e atendimento educacional especializado insuficiente.</p>



<p>Em muitos casos, a matrícula existe, mas a inclusão não acontece.</p>



<p>Esse é o dilema cruel vivido por milhares de famílias. De um lado, a escola especializada, que muitas vezes protege e atende melhor no curto prazo, mas pode reforçar a separação social e o destino de viver &#8220;à parte&#8221;.</p>



<p>De outro, a escola regular sem estrutura, que recebe formalmente o aluno, mas o expõe a barreiras físicas, pedagógicas e simbólicas, transformando o direito em frustração.</p>



<p>Entre a segregação e a precariedade, a família fica sem uma terceira via robusta: a escola comum verdadeiramente preparada para acolher todos.</p>



<p>Esse impasse precisa ser nomeado com clareza: não é o aluno com deficiência que está &#8220;fora do lugar&#8221;; é o Estado que ainda não colocou a escola no lugar certo.</p>



<p>A inclusão exige investimento material, formação e valorização docente, acessibilidade arquitetônica, desenho universal para aprendizagem, recursos de apoio e gestão comprometida. Sem isso, a retórica da inclusão vira apenas uma placa bonita na fachada.</p>



<p>Mas por que insistir na escola regular para todos? Porque os benefícios são coletivos.</p>



<p>Primeiro, há o benefício pedagógico. A escola inclusiva obriga o sistema a abandonar a lógica do aluno &#8220;médio&#8221;, que nunca existiu. Quando o professor aprende a diversificar estratégias, a turma inteira ganha: melhora a clareza da explicação, a variedade de recursos, a atenção individualizada e o reconhecimento de diferentes formas de aprender.</p>



<p>O que serve ao estudante com deficiência costuma servir também ao aluno com dificuldade de leitura, ao que aprende mais devagar, ao que vive vulnerabilidade social, ao que sofreu trauma, ao que tem altas habilidades e precisa de desafio maior.</p>



<p>Inclusão é também pedagogia de alta qualidade.</p>



<p>Segundo, há o benefício social. Crianças e jovens que convivem desde cedo com a diferença aprendem algo que a sociedade adulta ainda resiste em aprender: o outro não é ameaça, é parte do mundo. A convivência cotidiana reduz preconceitos, naturaliza a diversidade humana e forma cidadãos menos tolerantes à exclusão. A escola é uma oficina de democracia. Se ela ensina separação, a sociedade colherá segregação. Se ela ensina convivência, colherá civilidade.</p>



<p>Terceiro, há o benefício econômico e institucional. Sistemas inclusivos, quando bem estruturados, reduzem custos de exclusão ao longo da vida. Um estudante que recebe apoio adequado tem mais chance de permanecer na escola, aprender, concluir etapas, participar da vida produtiva e depender menos de redes precárias de proteção no futuro.</p>



<p>A exclusão escolar costuma vir acompanhada de exclusão social, desemprego, isolamento e maior pressão sobre políticas assistenciais. Inclusão não é gasto supérfluo; é prevenção de fracassos futuros.</p>



<p>O Brasil já possui bases normativas importantes. A Constituição Federal garante educação como direito de todos. A Lei Brasileira de Inclusão reforça a obrigação de assegurar acessibilidade e igualdade de condições. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, com status constitucional no país, consagra o ensino inclusivo em todos os níveis.</p>



<p>O problema não é ausência de norma. É déficit de execução.</p>



<p>Por isso, o foco do debate precisa mudar. Não basta perguntar se a criança com deficiência &#8220;pode&#8221; frequentar a escola regular. A pergunta correta é: a escola está preparada para recebê-la com dignidade? E mais: essa escola prepara bem também as demais crianças?</p>



<p>Se a resposta for não, o problema não está na inclusão; está na omissão do poder público, na insuficiência de investimento e na desigualdade territorial que faz algumas escolas parecerem do século XXI e outras do século passado. Fortalecer a escola pública é a chave.</p>



<p>E fortalecer não significa apenas construir prédios. Significa valorizar e formar professores, garantir equipe multiprofissional, adaptar currículos, ampliar salas de recursos, assegurar transporte acessível, melhorar avaliação diagnóstica, investir em material pedagógico acessível e construir uma cultura institucional de respeito às diferenças. Inclusão não se faz com improviso moral; faz-se com política pública séria.</p>



<p>Há também uma dimensão ética. Quando o sistema escolar exclui, ele ensina a triste lição de que algumas vidas importam menos, alguns corpos atrapalham, algumas diferenças podem ser toleradas só fora da sala de aula. Isso é pedagógica e moralmente inaceitável.</p>



<p>A escola deve ser o oposto disso: o lugar em que a sociedade aprende a reconhecer a Dignidade!</p>



<p>Portanto, defender educação inclusiva é defender uma escola melhor para todos. É recusar tanto a segregação disfarçada de cuidado quanto a matrícula simbólica sem suporte real. É escolher a via mais difícil, porém mais justa: a da convivência, da estrutura e da responsabilidade pública.</p>



<p>Se o Brasil quiser ser um país menos desigual, precisa começar pela sala de aula. Não com discursos. Com estrutura. Não com exceções. Com direito. Não com piedade. Com Justiça.</p>



<p><em>(*) É Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social. Mestre em Economia Política. Comendador Cultural. Escritor e Professor. Saiba mais em www.andrenaves.com e pelas redes sociais: @andrenaves.def</em></p>
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		<title>Quando o &#8220;Sim&#8221; cansa e experimentamos o peso de não saber dizer &#8220;Não&#8221;</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/quando-o-sim-cansa-e-experimentamos-o-peso-de-nao-saber-dizer-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:09:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Andréa Ladislau (*) Existem algumas frases que precisamos normalizar para ser feliz. E, talvez, as principais sejam: &#8220;Não quero.&#8221;; &#8220;Não vou.&#8221;; &#8220;Entendi, mas não concordo.&#8221;; &#8220;Sim, eu entendi, mas eu discordo.&#8221;; &#8220;Sim, essa é a sua opinião, mas não é a minha&#8221;; &#8220;Ok, gosto disso mas de outra forma&#8221;. Verbalizar essas frases sem precisar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Dra. Andréa Ladislau (*)</em></p>



<p>Existem algumas frases que precisamos normalizar para ser feliz. E, talvez, as principais sejam: &#8220;Não quero.&#8221;; &#8220;Não vou.&#8221;; &#8220;Entendi, mas não concordo.&#8221;; &#8220;Sim, eu entendi, mas eu discordo.&#8221;; &#8220;Sim, essa é a sua opinião, mas não é a minha&#8221;; &#8220;Ok, gosto disso mas de outra forma&#8221;. Verbalizar essas frases sem precisar se justificar é, sem dúvida, um ato de autocuidado. Afinal, nem sempre dizer &#8220;Sim&#8221; para tudo é sinal de maturidade. Ás vezes, é justamente o contrário.</p>



<p>Porém, dizer &#8220;Não&#8221; é tarefa complicada para muitas pessoas. É um verdadeiro treino que não significa falta de empatia, educação ou amor. É aprender a impor limites. E são, justamente esses limites que protegem e lhe autorizam a ser mais verdadeiro. No entanto, não é tão simples. O principal é entender porque nos comportamos dessa forma e apresentamos tanta resistência no &#8220;Não&#8221;.</p>



<p>Responder &#8220;Sim&#8221; quando tudo em você queria dizer &#8220;Não&#8221; é mais comum do que parece. E quase nunca acontece por falta de clareza: acontece por medo. Medo de decepcionar, de conflito, de parecer egoísta. Mas limites não afastam quem respeita: eles apenas organizam as relações.</p>



<p>Essa dificuldade raramente é apenas um problema comportamental. Do ponto de vista da neuropsicologia, envolve circuitos cerebrais ligados à ameaça social e ao pertencimento.</p>



<p>O cérebro humano é programado para manter vínculos. Situações que sinalizam possível rejeição ativam a amígdala, responsável pela detecção de perigo, desencadeando respostas fisiológicas de ansiedade, culpa e hipervigilância. Nesses estados, o córtex pré-frontal — área ligada à tomada de decisão e ao autocontrole — tende a funcionar de forma menos eficiente.</p>



<p>Sendo assim, pela teoria do apego, pessoas com padrões de apego ansioso ou inseguro aprendem, desde cedo, que manter o vínculo depende de agradar, ceder ou se adaptar excessivamente. Assim, o &#8220;Não&#8221; passa a ser vivido como ameaça à relação, e não como um limite saudável.</p>



<p>No entanto, precisamos trabalhar as resistências emocionais e aprender a colocar limites, pois estes exigem autorregulação emocional, tolerância ao desconforto e reestruturação dos aprendizados relacionais. Os limites não são agressão. São organização psíquica. E as relações saudáveis se sustentam melhor quando há diferenciação, não fusão. Elas duram mais e se tornam mais saudáveis quando o respeito à nossa opinião e desejos são levados em consideração.</p>



<p>Enfim, basta de desgastes emocionais e físicos por falta de impor seus desejos. Chega de guardar emoções e desafios dentro de si, sufocando sua própria existência. Chega de carregar o peso do mundo nas costas, como se fosse sua única responsabilidade. Chega de dizer &#8220;SIM&#8221; quando, no fundo, quer gritar &#8220;NÃO&#8221;, respeitando seus próprios limites. Muitos desafios na vida nos levam a assumir um compromisso sagrado conosco, colocando o bem-estar como prioridade máxima, reconhecendo que também merecemos cuidado e atenção. Portanto, comprometer-se a estabelecer limites saudáveis, aprendendo a dizer &#8220;NÃO&#8221; quando necessário e respeitando as próprias necessidades, ajuda na migração do estado de desgaste para o estado de plenitude.</p>



<p><em>(*) É Psicanalista</em></p>
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		<item>
		<title>Enfim, outono</title>
		<link>https://jornaldeararaquara.com.br/enfim-outono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redacao Jornal Araraquara]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:04:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiz Carlos Amorim (*) Lendo um jornal de classificados, outro dia, porque precisava pesquisar algumas coisas, surpreendi-me com o que achei nele: um poema de Quintana. Não é normal encontrarmos poesia em jornal nenhum, quanto mais de classificados. E,mais importante, o poema é de Quintana. E encontrar um poema já é bom. Encontrar um poema [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Luiz Carlos Amorim (*)</em></p>



<p>Lendo um jornal de classificados, outro dia, porque precisava pesquisar algumas coisas, surpreendi-me com o que achei nele: um poema de Quintana. Não é normal encontrarmos poesia em jornal nenhum, quanto mais de classificados. E,mais importante, o poema é de Quintana.</p>



<p>E encontrar um poema já é bom. Encontrar um poema de Quintana, então… Trata-se de Canção de Outono: &#8220;O outono toca realejo / No pátio da minha vida. / Velha canção, sempre a mesma, / Sob a vidraça descida… // Tristeza? Encanto? Desejo? / Como é possível sabê-lo? / Um gozo incerto e dorido / De carícia a contrapelo… &#8221; (…)</p>



<p>Ah, Quintana, meu querido Quintana… Só você, para definir o outono, ainda que eu sinta uma certa melancolia nesses versos. Mas outono é isso mesmo, é transição, é a estação da indefinição ou da espera da definição que se dará logo adiante. O outono é a antessala do inverno, é quando a gente vai se preparando para o frio que vai chegar.</p>



<p>O outono tem dias cinzentos, outros nem tanto. E este ano, novamente, o verão adentrou a nova estação e só tivemos o gostinho do outono semanas depois de ele ter começado. Muito quente.<br>No final da estação, algumas folhas começam a cair, mas também é quando as flores do jacatirão começam a desabrochar, abrindo brancas e tomando cor a medida que vão se abrindo.</p>



<p>&#8220;O outono toca realejo no pátio da minha vida&#8221;. Sim, há música no outono, também. Os passarinhos vêm cantar no meu telhado, no meu jardim, na minha janela. &#8220;Tristeza, encanto?&#8221; Eu diria encanto, poeta. Uma carícia, sim, um encanto. Como o seu poema.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="469" height="514" src="https://jornaldeararaquara.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Fotominha-1.jpg" alt="" class="wp-image-98109"/></figure>



<p><em>(*) É Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, completando 45 anos de trajetória em 2025, editor das revistas SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA e ESCRITORES DO BRASIL, Cadeira 19 na Academia Sulbrasileira de Letras e cadeira 19 da Academia Desterrense de Literatura. <a href="Http://luizcarlosamorim.blogspot.com">Http://luizcarlosamorim.blogspot.com</a></em></p>



<p>Foto Ilustrativa Freepik</p>
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