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Carta Resposta ao Jornal de Araraquara

Diretor Geraldo Polezze (referente edição 636 de 22/05/05).

Também não tenho o prazer de sua amizade, nem como profissional, pois ao procurar em meus arquivos não encontrei nenhum prontuário que pudesse estar relacionado com sua pessoa. Não tenho uma memória tão boa assim para guardar nomes de centenas de pessoas que já foram atendidas ou submetidas a algum procedimento cirúrgico por mim.

Não sou uma pessoa pública, que sai na mídia semanalmente, sou apenas um médico. Por isso entendo sua colocação em não lembrar-se de meu nome ou de minha imagem.

Atualmente estou Presidente da Associação Paulista de Medicina – Secção Regional de Araraquara, para o período de 2002 a 2005.

Não entendi sua colocação sobre eu me enganar por alguma cabeça de alfinete, transbordante de ódio, tanto as que estejam ao meu redor nas atividades profissionais ou no meu círculo de amizades. Em minha diretoria, sou assessorado por médicos, todos profissionais da mais alta qualificação, tanto que, assim como eu, foram eleitos por votos diretos pela classe médica, e colaboram com a máxima dedicação, sem nenhum interesse. Não somos remunerados para esses cargos.

Quanto ao meu círculo de amizade, este é selecionado por mim, minha esposa e meus filhos, o qual procuramos nos aproximar de pessoas com as melhores das intenções e de caráter, independente de classe social, situação financeira, nível educacional, raça, sexo, religião, etc. Também não entendi sua preocupação quanto a este fato, tendo em vista que o senhor nem me conhece.

Em relação a Notificação Extra Judicial, baseada na Lei nº 5.250 de 09/02/1967, se foi elaborada ou não no período da ditadura, é a que está vigorando ainda hoje, portanto nada tenho a fazer a não ser recorrer à mesma. Quanto ao tentar resolver um erro via e-mail ou telefonema, o mesmo digo para o senhor, que poderia antes de levar um assunto, na primeira página de seu jornal, com letras garrafais, onde envolveu tanto a nossa Associação quanto todos os médicos que militam em nossa região, chamando-nos de torturadores, poderia e deveria avisarmos com antecedência, para quando a notícia fosse lida, não nos pegasse de surpresa, como assim o fez. Tortura, uma palavra forte, criminosa, inaceitável para qualquer pessoa de bem, e principalmente para uma classe de profissionais que no dia a dia procura manter o bem estar físico, mental e social de seus pacientes.

Para esclarecimento: o movimento médico deflagrado em nossa região, tem como base a falta de repasse dos vencimentos já prestados pelos médicos, por algumas operadoras. Após infinitas negociações, inclusive alguns diretores das operadoras estiveram presentes em algumas das Assembléias, estas não repassaram na data prevista. Os comunicados veiculados na imprensa escrita e falada foi simplesmente para orientar a população, como rege a lei, assim como comunicamos o Ministério Público, Conselho Regional de Medicina e os Planos de Saúde. Não poderíamos deixar de comunicar quem poderia ser mais afetado: a população.

Há médicos que não sabem como manter seu consultório funcionando, pois os gastos são enormes (secretárias, instrumentadoras, diversos funcionários, aluguel, impostos, materiais de consumo, congressos, equipamentos, medicamentos, etc.), pois tem que paga-los em dia.

Também recorremos à Justiça para tentarmos receber os valores atrasados.

Em 19/05/2005, em Assembléia na sede da Associação Paulista de Medicina, os médicos foram comunicados sobre os pagamentos: 90% efetuado pela BENEMED; mês de abril efetuado pelo Santa Casa Saúde; e alguns pagamentos pelo SUS, e devido a evitar o desconforto à população, resolveram suspender a paralisação do atendimento, e também fixar uma data de pagamento com as operadoras.

Dia 20/05/2005, no período da tarde fomos notificados da tutela antecipada, sentenciada pelo MM Juiz Caio César Ginez Almeida Bueno, para que não haja paralisação dos atendimentos médicos, assim como temos um tempo para apresentarmos contestações sobre os fatos narrados pelo Hospital Beneficência Portuguesa.

Porém, já havia sido decidido em Assembléia, na véspera, o cancelamento da paralisação dos atendimentos médicos.

Convido o Senhor a visitar nossa Associação, assim como já fizeram outros repórteres de jornais da cidade e região, tanto da imprensa escrita, falada e televisiva, para conhecer um pouco da medicina de Araraquara.

Atenciosamente,

Dr. Jorge Hudari Neto

Presidente da Associação Paulista de Medicina – Regional Araraquara.

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