“Canal Direto com a Prefeitura” inicia série de entrevistas sobre o “Outubro Rosa”

0
315
Dr. Wellington Lombardi, médico mastologista, esclareceu dúvidas sobre a campanha que alerta para a prevenção e cuidados com o câncer de mama
 
Criado no início da década de 1990, o Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama. A data, celebrada anualmente, tem o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. Com esses propósitos, o “Canal Direto com a Prefeitura” desta segunda-feira (2) contou com a participação do Dr. Wellington Lombardi, médico mastologista, que revelou detalhes sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessa doença.

Segundo ele, o câncer de mama não tem um único fator desencadeante. “É uma doença considerada multifatorial. Entre esses fatores estão a exposição à radiação ionizante, exposição às radiações UVA, UVB, organofosforados, alimentação rica em gordura animal, fast foods, embutidos, enlatados, mamas densas ou fatores genéticos que podem estar relacionados. Outro motivo é o estresse, que está muito presente nas nossas vidas e nas vidas das mulheres que são ativas e que tem até uma segunda atividade em casa. O estresse é um fator muito importante. Para pacientes que foram tratados com radiação na infância, esse também é um fator que aumenta muito o risco futuramente de ter uma neoplasia mamária. Enfim, não tem uma coisa só, mas um conjunto de fatores que podem resultar nessa doença”, explicou.

O Dr. Wellington Lombardi também falou sobre as formas de se detectar essa doença. “Até hoje, o padrão ouro na detecção do câncer de mama é a mamografia. As mulheres a partir dos 40 anos devem fazer a mamografia anualmente, seguido de um exame clínico mamário, até os 74 anos. Essa é a principal forma. Outra forma que devemos sempre lembrar é o auto-exame mamário, que vem de uma conotação da mulher conhecer sua própria mama, conhecer o seu corpo, se tocar, olhar no espelho. E se porventura ela observar alguma alteração, uma pele que mudou de coloração e ficou mais espessada, uma retração do mamilo ou alguma outra alteração que chame sua atenção, ela deve procurar um especialista. Se ela não se conhece, ela não terá essa oportunidade de notar algo que chame a atenção. Esse exame deve ser sempre estimulado nesse contexto, para a mulher se tocar e se conhecer”, salientou.

O médico mencionou ainda as formas de tratamento para essa doença. “Uma vez estabelecido o diagnóstico, que com certeza a pessoa fez a biópsia para confirmar o tipo histológico, a imuno-histoquímica, aí vamos iniciar o tratamento. O tratamento, como toda neoplasia, é sustentado por três pilares: a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, não necessariamente nessa sequência. Dependendo do tamanho do tumor, do estadiamento clínico, se a axila for positiva ou não, da imuno-histoquímica, nós começamos às vezes por um deles, como a quimioterapia, por exemplo, depois fazemos a cirurgia e terminamos com uma rádio. Mas depende muito dessas informações”, acrescentou.

Ele revelou também que a quimioterapia teve uma evolução muito grande. “Hoje, além dos quimioterápicos tradicionais, existem vários esquemas consagrados para o câncer de mama. Hoje nós temos a biologia molecular. São terapias moleculares, terapias-alvo, que vão diretamente se ligar a uma proteína específica do tumor. Então mudou o tratamento e hoje é uma forma mais pormenorizada e individualizada de se tratar a mulher com seu tipo de câncer de mama”, apontou.

O Dr. Wellington Lombardi também alertou que a chance de cura está ligada diretamente ao diagnóstico precoce. “Isso é fundamental. Quanto mais precoce se faz o diagnóstico, menor o tamanho do tumor, do nódulo, provavelmente a axila não vai estar comprometida, visto que esse é o primeiro local de metástase. Quanto mais precoce, maior a chance de cura. Além do tratamento ser menos agressivo, será mais conservador, vai mutilar menos essa mulher e a chance de cura aumenta demais, diferente de quando se pega um estágio muito avançado, que já tomou a mama e saiu dessa região, o que torna mais difícil o tratamento”, completou o médico.


Ao vivo

O “Canal Direto com a Prefeitura” vai ao ar de segunda a quinta-feira, às 12h30, ao vivo na página da Prefeitura no Instagram. A íntegra dos programas fica disponível para visualização no próprio Instagram, no Facebook e em outras plataformas digitais, incluindo o formato de podcasts.
 
SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.