“Canal Direto com a Prefeitura” aborda caso de superação de violência doméstica

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Cláudia Regina Barbosa da Silva destacou importância da estrutura oferecida pela Prefeitura em relação às políticas para mulheres
 
Programa produzido pela Secretaria Municipal de Comunicação, o “Canal Direto com a Prefeitura” realiza nesta semana um especial de entrevistas com o propósito de homenagear as mães pelo seu dia, que neste ano será comemorado neste domingo, 14 de maio. Nesta quinta-feira (10), no último programa da série, a convidada foi a auxiliar de cozinha e faxineira Cláudia Regina Barbosa da Silva, que relatou o caso de violência doméstica pelo qual passou e colocou como fundamental para o seu processo de superação a estrutura oferecida pela Prefeitura de Araraquara em relação às políticas para mulheres.

Mãe de dez filhos, Cláudia falou sobre como conseguiu se desvincular da situação dramática pela qual passava dentro de sua própria casa. “Eu venho de uma violência doméstica de 14 anos e faz cinco anos que estou livre. Conheci o Centro de Referência da Mulher no dia 26 de abril de 2018. Eu apanhei muito, fui muito machucada, e por conta do que aconteceu comigo, a minha filha chamou a polícia, fomos para a delegacia e, ao chegar lá, eu não queria envolver a minha família e também não tinha para onde ir. Aí a delegada me orientou que existia o Centro de Referência da Mulher e eu perguntei como poderia ter algo assim. Me explicaram como funcionava. Chegou uma psicóloga, a Tainã Felipe, a quem sou muito grata, e me apresentou o CRM. Fui muito bem acolhida, muito bem apoiada por todas as meninas que trabalham lá”, contou.

Vale destacar que além do Centro de Referência da Mulher “Professora Doutora Heleieth Saffioti”, que fica na Avenida Espanha, 536, Centro, a Prefeitura também oferece a Casa das Margaridas “Yasmin da Silva Nery”, localizada na Avenida José Bonifácio, 2351, Jardim Morumbi. A unidade de acolhimento oferece proteção especial de alta complexidade para mulheres em situação de desabrigo por abandono, migração, ausência de residência e sem condições de autossustento. 

 
Segundo Cláudia, os dois espaços foram fundamentais para o restabelecimento de sua vida. “Tenho 18 boletins de ocorrência, oito medidas protetivas e além do Centro de Referência da Mulher, passei pela Casa Abrigo por cinco vezes, e assim podemos colocar que foi durante um ano que fui lutando para viver livre da minha violência doméstica, do meu casamento. É preciso ter muita força e eu pedia todos os dias para Deus me dar força e sabedoria porque é muito difícil lutar sozinha, mas nunca podemos desistir”, salientou.

Cláudia revela que se sente orgulhosa ao ver que conseguiu passar por esse obstáculo. “Depois de tudo que eu passei, hoje eu me olho no espelho e pergunto como eu pude chegar até aqui. Eu não tinha expectativa de vida nenhuma, não tinha vontade de me arrumar e nada. Mas a partir do momento em que decidi acordar para a vida e ver o estado em que eu me encontrava, percebi que não podia ser assim. Comecei a me arrumar, arrumar meu cabelo, fazer minha sobrancelha, comecei a me achar linda. Fui mudando e a cada dia eu queria ser melhor do que eu era. Hoje me sinto feliz e muito orgulhosa por ver o que eu passei e onde eu estou”, acrescentou.

Mãe de Douglas, Poliana, Vítor, Raiane, João Pedro, Vitória Eduarda, Everton, Ana Clara, Enzo Gabriel e Heitor, ela apontou quais suas expectativas para o futuro. “Meu sonho é dar um conforto melhor para os meus filhos e peço a Deus para dar muita força para mim. Temos muitos sonhos e vamos correr atrás”, completou.


Ela conta que atualmente quatro filhos moram com ela, enquanto os outros são casados, porém o contato é diário com todos. Ela também recebe dos filhos mais velhos o apoio para que os mais novos tenham todo cuidado necessário enquanto ela exerce suas funções nos trabalhos de auxiliar de cozinha e faxineira.

Cláudia encerrou sua participação com uma mensagem para as mães que passam hoje pelo mesmo problema que ela passou. “O que eu digo é para que elas nunca desistam e sempre procurem ajuda. Muitas pessoas acham que podem se expor e isso não vai acontecer. Procurem o Centro de Referência da Mulher. É sigiloso, ninguém precisa saber. Mas para quem sofre violência doméstica, é importante que não sofra calada, sempre procure ajuda, procure um amigo e conte, desabafe. Eu não tinha isso, tinha vergonha, e hoje falo para que não tenham vergonha. Procurem ajuda. Isso faz muito mal para nós e não faz mal nenhum para quem está nos causando a violência. Desejo um feliz Dias das Mães para todas as mães guerreiras, que tem muitas, e deixo um beijo para todas elas”, concluiu.

Ao vivo

O “Canal Direto com a Prefeitura” vai ao ar de segunda a quinta-feira, às 12h30, na página da Prefeitura no Facebook. A íntegra dos programas continua disponível para visualização no próprio Facebook e em outras plataformas digitais, incluindo o formato de podcasts.

 
SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE ARARAQUARA

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