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Bombas explodem perto de comando da polícia de Gênova

Duas bombas explodiram nas primeiras horas desta segunda-feira perto do comando da polícia de Gênova. Não houve vítimas, mas edifícios vizinhos e carros estacionados nas proximidades do local foram danificados, informaram autoridades desta cidade do norte da Itália.

Oscar Fioriolli, comandante da polícia de Gênova, disse à agência de notícias Ansa que as bombas, detonadas com 20 minutos de diferença, tinham o objetivo de matar.

De acordo com ele, o segundo artefato estava programado para explodir quando policiais já tivessem chegado ao local da primeira explosão com o objetivo de feri-los.

As bombas explodiram por volta das 3h locais. Elas foram posicionadas a cerca de 30 metros da entrada do comando da polícia de Gênova, situado num bairro residencial da cidade.

Ninguém ficou ferido no atentado, disse a policial Maria Pia Marinelli, mas as bombas danificaram uma lata de lixo e um transformador onde os artefatos estavam escondidos. A onda expansiva da explosão estilhaçou vidros de carros estacionados nas proximidades e as janelas de um supermercado vizinho.

Ninguém reivindicou a autoria das explosões, mas os investigadores italianos suspeitam de supostos grupos anarquistas locais.

Os anarquistas são acusados de promover o envio de uma série de cartas e pacotes-bomba a repartições públicas italianas nos últimos meses. A maior parte dos artefatos foi desarmada antes que explodissem.

No fim do ano passado, diversos pacotes foram enviados a escritórios e altos funcionários da União Européia (UE). Um deles explodiu dentro da casa do presidente da Comissão Européia – órgão executivo da UE -, Romano Prodi, em Bolonha.

A polícia de Gênova foi alvo de um outro ataque em dezembro de 2002, quando dois artefatos explosivos foram detonados nos arredores de uma delegacia da cidade.

A autoria do ataque foi reivindicada por um grupo extremista que dizia estar vingando o assassinato de um manifestante durante protestos antiglobalização reprimidos pela polícia devido a uma reunião do Grupo dos Oito em Gênova em 2001.

Ainda não se sabe se há relação entre os ataques.

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